Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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Cronista à procura de um dentista

24 de novembro de 2014, às 10:08h por Samarone Lima

Outro dia, em plena Montevidéu, um dente superior, do lado direito deu uma latejada. Senti um frio na espinha. Não há nada pior do que sentir uma dor de dente em outro país, sem aquelas coberturas internacionais de saúde que o sujeito não lembra nunca de comprar. O “sujeito” que eu digo sou eu. Sim, claro, deve ter coisas piores que sentir uma dor de dente em outro país, mas para mim, uma obturação que cai em pleno gozo das férias é horrível.

Passei a comer só com o lado esquerdo e tudo deu certo. Logo que voltei, comecei a procurar um dentista.

Não sei se isso acontece com vocês, mas às vezes eu tenho uns desencontros doidos e inexplicáveis.

Estava no meio de um tratamento com duas dentistas (uma só fazia canal, a outra só fazia o que não fosse canal), mas os horários delas eram estranhos. Uma só atendia na quinta-feira à tarde, a outra só na terça à noite, algo assim. E era uma vez por semana. Ou seja, um canal durava três semanas. Se eu faltasse algum dia, piorava mais o tratamento. Mas tudo corria relativamente bem, até que cheguei ao consultório e não tinha mais nada. As duas encerraram as atividades. Os celulares não atendiam mais. Ficou por isso mesmo. É estranho, mas acontece. Então deixei o tratamento de lado e calhou de chegar ao Uruguai com esta latejada.

Antes de viajar, tinha encontrado um cartão de um dentista, torcedor do Santa Cruz, que oferecia um bom desconto para mim. Mas, como era de se esperar, perdi o tal cartão. Tive que recorrer ao amigo, Inácio França, que sempre tem ótimas dicas para terapeutas os mais diversos. Ele me indicou uma dentista que trabalha naquele ETC da Rosa e Silva e que atende pela Unimed, já que a Camed foi vendida sem me consultarem.

Eu só tinha ido ao ETC para ver os filmes. Lá sempre passa filmes ótimos. Nunca pensei que o prédio fosse tão complicado. O consultório que Inácio indicou funcionava no segundo andar. Fui pela escada, mas só tinha uma agência da Caixa Econômica e mais nada. Ou seja, o segundo andar era uma invenção de Inácio. Rodei, rodei, fui pela outra escada, mas cada andar que subia, só tinha carro estacionado. Tive que ligar para Inácio, que me orientou buscar outro elevador.

“Pede para ir ao segundo andar, mas o segundo andar é no sétimo”.

É uma frase estranha pacas.

De fato, há uma penca de andares que são destinados para carros. O mundo vai se acabar, um dia, é por falta de espaço para a gente andar.

Cheguei ao segundo andar, que é o sétimo, e fui procurar a doutora Lúcia. Se não for este o nome, fica sendo. Tinha um monte de salas com dentistas. A única que abri e perguntei se ali era o consultório da doutora Lúcia, uma senhora disse que não.

Dei mais voltas, conferi todos os nomes nas salas, nada de Lúcia. Liguei de novo. Inácio me deu o número da sala. Rodei, rodei, a sala era justamente onde eu tinha perguntado. Como duas médicas atendem, a mulher que me respondeu não sabia que ali também tinha uma doutora Lúcia.

Falei do meu problema, a moça foi rápido, arranjou um encaixe para dia 4 de dezembro, às 9h. Era o que tinha de vaga. Os dentistas que conheço não podem reclamar da clientela – sempre estão com horários completos. Eu sou um verdadeiro rei do encaixe. Se eu for tratar de uma unha encravada no Dr Schol, será um encaixe.

Mas fiquei encafifado. E se  o dente voltar a latejar? Tenho algumas viagens para fazer. Resolvi fazer um test-drive odontológico.

Escolhi um consultório aleatório, toquei uma campainha, a moça me atendeu, expliquei que queria fazer um orçamento para ver se cuidava deste dente específico, pagando particular mesmo.

A mocinha foi lá dentro e fiquei vendo a revista Caras, que todo consultório, manicure, cabeleireiro tem. Os artistas do Brasil estão todos ótimos, com a saúde perfeita, as separações são superadas em uma semana, as mulheres que tiveram filho já recuperaram o corpo em 10 dias e as casas não têm um farelo de pão em cima da mesa. Até os animais são todos lindos, até os mais feios.

Pouco depois a mocinha abriu a porta. Disse que a médica iria me atender. A médica, uma senhora muito séria, ficou me olhando de longe, sem dizer uma palavra. Ela (a mocinha) explicou o atendimento e disse que custava R$ 160,00.

“Esse valor é para ser pago agora? Para fazer um orçamento?” – perguntei.

Nessa hora, quase o dente doeu.

“Sim senhor”, respondeu Mocinha.

“Mas eu quero apenas ter um orçamento, para começar o tratamento”.

Não teve jeito. A médica não mexia um músculo.

Ficamos em silêncio, eu já pegando minha mochila, quando a dentista saiu do seu mutismo:

“É que fazemos também uma severa assepsia”.

“Ahm, sim”, disse eu, agradecendo. Sinceramente, pagar R$ 160,00 por uma assepcia, é demais. Meu test drive odontológico não me permitiu sequer sentar na cadeira da dentista.

Na saída, ainda no segundo/sétimo andar, um velhinho tentava pegar o elevador, sem entender nada. Tentei ajudar, mas ele estava aperreado, sem entender a numeração dos andares. Tentei explicar, mas nem mesmo eu entendia. Um dos elevadores subia até o sexto andar. O outro, só a partir do sétimo. Nós parecíamos dois retardados. Ele foi pegar outro, que tinha uma placa linda – “todos os andares”.

Esperei o meu. Vinha lotado, mas o piloto mandou eu entrar. Entrei. Uma criança, nos braços da mãe, deu uma puxada na minha barba e riu. Foi a melhor coisa da tarde.

Chegamos ao térreo. Pensei em assistir “Mil vezes boa noite”, mas já tinha começado a sessão. Saí pela Rosa e Silva chutando pedrinhas mas lembrei que recentemente mudei meu plano de saúde para o Bradesco. Não sei se a operação já foi concluída. Só falta mesmo eu chegar no dia 4 de dezembro e a mulher me informar:

“Senhor, seu cartão da Unimed não vale mais”.

Vai ser muito triste perder um dos últimos encaixes do ano.

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Aos que pedem o retorno de uma ditadura

18 de novembro de 2014, às 13:35h por Samarone Lima

Caros, permitam-me algumas palavras a vocês, que andam pedindo abertamente, muitas vezes de forma histérica, o retorno dos militares ao poder.

Sob a bandeira do “combate a corrupção” e os argumentos de “botar ordem no País”, ou “acabar com a ditadura do PT”, para convocar uma Ditadura, há uma série de desatinos e brutais doses de amnésia histórica.

Primeiro, vamos ao básico – nós não vivemos em uma ditadura.

Há pouco, tivemos eleições, com candidatos de vários partidos vencendo nos mais diferentes estados, seja da situação, seja da oposição. Os poderes Legislativo e Judiciário seguem funcionando normalmente. Tem gente graúda indo para a cadeia. Os meios de comunicação, os grandes conglomerados que controlam rádios, jornais e TVs ao mesmo tempo, publicam o que querem, a hora que querem, do jeito que querem. O sujeito pode escrever o que quiser contra a presidente, em qualquer jornal, revista ou no meio da rua, que não será preso. Com todas as imperfeições, estamos em uma Democracia.

Desde os 23 anos pesquiso sobre ditaduras, tanto no Brasil quanto na América Latina (Chile, Uruguai e Argentina). A única diferença entre elas é saber qual foi a pior. Ditaduras matam, fazem desaparecer pessoas, sonhos, ideais, perseguem, exilam, desterram os mais brilhantes escritores, cientistas, pesquisadores, artistas. Foi o que aconteceu aqui. A lista é enorme.

Em todas elas, os militares assumiram prometendo tirar os corruptos, ou “a ameaça do comunismo”, para fazer uma “limpeza” e restaurar a Democracia. Depois que assumiram, aprofundaram a corrupção, fizeram governos brutais, arrebentaram qualquer voz opositora, liquidaram o Judiciário, censuraram a Imprensa e deixaram o Legislativo cumprindo ordens. Só saíram quando foram obrigados – e sempre saíram tarde demais, deixando para trás destruição, violência, dívidas e cadáveres. Destes, só a Argentina julgou e prendeu os responsáveis pelo desaparecimento de aproximadamente trinta mil seres humanos.

Após o Golpe de 1964, este país viveu uma verdadeira caça às bruxas. Milhares de pessoas foram presas, torturadas, mortas. Sindicalistas, camponeses, advogados, jornalistas, profissionais liberais foram para delegacias, cadeias, calabouços. Milhares foram fichados, demitidos sumariamente de seus trabalhos, perderam o que tinha, sobreviveram com a ajuda de amigos. Bastava simpatizar com alguma causa que não fosse do gosto dos militares. Bastava ter um amigo ou parente preso, para cair em desgraça. Até agora não se contou direito o que foi feito com os povos indígenas.

Depois de um começo que prometia somente “tirar o perigo comunista”, os militares gostaram do “poder total” e foram adiante. Em 1968, com o AI-5, acabaram com um princípio fundamental do Direito – o habeas corpus.

De 1969 a 1973, sob o comando do general Médici, viver no Brasil era estar debaixo de um manto de medo. A Ditadura ficou até 1985, mas nunca seus crimes – que foram muitos – foram julgados.

Estamos em 2014, justo quando lembramos os 50 anos do Golpe. Os tempos mudaram. Mas o “modus operandi” de uma ditadura não muda jamais. A vocês que pedem o retorno dos militares, lembro que estão pedindo, também, sejam canceladas conquistas histórias do povo brasileiro, que estão oferecendo um cheque em branco para que os destinos de um povo fiquem a mercê de um “Comando militar” que não costuma perguntar aos civís o que fazer.

Lembro do primeiro livro que escrevi sobre a ditadura, sobre o militante da Ação Popular (AP), José Carlos Novais da Mata Machado. Estudante universitário, envolveu-se na militância estudantil, entrou para a AP, foi preso no Congresso da UNE em Ibiúna, depois foi preso e “caiu na clandestinidade”, como se diz.

Foi morto dia 28 de outubro de 1973, após sessões brutais de tortura, no DOI-CODI do Recife. Seu corpo só foi resgatado graças à atuação de uma destemida advogada, Mércia Albuquerque, que localizou uma cova no cemitério da Várzea. O Zé tinha sido enterrado como indigente. O pai do Zé, Edgard da Mata Machado, renomado jurista mineiro, teve que redigir um documento solicitando o corpo do filho.

O corpo só foi liberado para o enterro em Minas desde que fosse lacrado e jamais aberto.  Foi o que aconteceu.

A vocês, qua andam com cartazes pedindo abertamente a volta dos militares ao poder, que fazem passeatas para que os tanques voltem a ocupar nossas ruas e praças, achando isso muito moderno e sofisticado, peço que tomem cuidado.

A Democracia é um bem muito precioso para vivermos esta blasfêmia.

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Notas sobre um país modesto e único

13 de novembro de 2014, às 10:35h por Samarone Lima

Minha primeira viagem ao Uruguay, salvo engano, foi em 1997. Morava em São Paulo, foi chegando o final de ano, tinha uma graninha de reserva e decidi – vou passar o Revéillon em um país vizinho. Peguei minha mochila, comprei a passagem de ônibus e descolei um albergue na “Ciudad Vieja”, parte mais linda de Montevidéo.

Isso já tem 17 anos, minha nossa.

O fato é que adorei o país, fiz vários amigos, e na festa da passagem do ano, fiquei responsável pela banca de caipirinha. Nisso eu sou bom pacas. Sou um dos melhores caipirinheiros que conheço. Não fica um em pé.

Já voltei algumas vezes. Eu simplesmente adoro aquele povo calmo e vibrante, gentil, hospitaleiro, guerreiro e educado, com sua cultura já sedimentada. Você vai chegando para atravessar a rua, os carros vão parando quase que por um comando sobrenatural. Não se ouve quase buzinas em Montevidéu. Há cafés, bares, há dezenas, centenas de sebos maravilhosos, com vendedores que podem falar longamente sobre a obra de algum autor que você perguntou.

Como sou um cearense que sofreu mutação genética, e que toma chimarrão quase todos os dias, posso dizer que a erva-mate (estou falando erva-mate!) de lá é a melhor do mundo.

Desta vez, encontrei algo novo – o fenômeno Pepe Mujica. O presidente, que vai terminando seu mandato e já quase reelegendo seu sucessor, vem mostrando ao mundo a força da simplicidade, o despreendimento das benesses materiais e toda a superproteção que chefes de governo costumam se apegar – e sofrem muito quando perdem isso. Não falo só de presidentes. Falo de qualquer governador, prefeito, deputado, senador no Brasil. Eles se apossam do estado como gafanhotos. Querem tudo. De carro oficial a mordomo. De helicóptero para levar o cachorro ao veterinário a motoristas para levar o filho no boteco.

Mujica vive numa chácara simples, anda em seu Fusca azul (ano 1987) – e nele foi votar no primeiro turno das eleições. Dispensou aquele enorme aparato de segurança que aqui no Brasil até um prefeito tem e doa metade do seu salário para obras sociais.

Mais recentemente, Mujica recebeu uma proposta indecente, por parte de um daqueles milionários cheiques árabes (não sei como se escreve cheique) – o sujeito ofereceu US$ 1 milhão pelo seu wolksvagem, avaliado em US$ 2.900,00.

“Eu não tenho compromisso com os ferros”, respondeu Mujica.

Ele já anunciou que se o milionário quiser mesmo o seu Fusca, vai doar todo o dinheiro para os fundos do “Plan Juntos”, encarregado de construir casas popullares. Cada casa custa US$ 20 mil. O Fusca, portanto, vai proporcionar a construção de mais ou menos 50 casas. Mas lembrem que sou péssimo em matemática.

Aos jornais, ele anunciou que não vai ficar com um centavo sequer.

“Para que quero se estou perto dos 80 anos?”, perguntou.

Mas das muitas matérias publicadas nos jornais, uma frase de Mujica me chamou a atenção.

“Se me pedem isso por Manuela a coisa muda”.

Manuela é sua cadela, de três patas.

Essa, creio, ele não vende nem por 100 casas.

Ao responder a uma equipe de jornalistas sobre o que implica para ele a felicidade, Mujica respondeu:

“Há que ensinar à gente que viva a vida renunciando ao disparate material, não vivendo nas costas dos outros, sendo direito e tendo comunidade. São as chaves mais velhas, antropologicamente, que podem ter o homem, o que passa é que damos muita volta e complicamos tudo”.

Antes de viajar, pensava que Mujica era um fenômeno fora do Uruguay, com sua simplicidade e sua luta para mudar os rumos da tragédia que é o combate às drogas pelo mundo. Um homem que fala o que sente, que não vive cercado de assessores que orientam cada fala, o que pode ser mal interpretado, o que pode roubar pontos na aprovação.

Mas ele é adorado em seu próprio país.

“Mujica é um desses que acontece uma vez na história de um país”, me disse Milton, um ex-exilado que passou 36 anos no Canadá e voltou recentemente ao seu país. O conheci tomando uma cerveja num boteco modesto, em plena esquina da famosa rua “Tristan Narvaja”, onde, aos domingos, há uma feira interminável, onde se encontra de tudo. Conversamos longamente sobre política, futebol, exílio e a vida.

Havia uma foto do presidente com o dono do bar, na parte interna do antigo balcão.

“Penso que quem gosta muito de dinheiro não deve meter-se na política. Isso não quer dizer que a política não tenha interesses, mas eles não são interesse de dinheiro, são interesses de sentimento, de reconhecimento das pessoas, de outras coisas. Há muita gente que não sabe e se mete na política porque ela lhe garante um cargo para passar bem. Creio que os políticos têm que ganhar algum dinheiro, mas não precisam muito mais do que a maioria das pessoas para viver. É preciso viver como vive a maioria e não como a minoria. Porque estas são repúblicas, e nas repúblicas dizemos que decide a maioria. Se a maioria decide, é preciso viver como ela e não como a minoria. Então, se necessitamos de uma casa muito luxuosa, muitos carros, muitos empregados, e casas de férias… Adeus! Vendemos a alma ao diabo”.

Enquanto lia isso, lembrei de tanta coisa. O senhor Renan Calheiros, por exemplo, foi capaz, outro dia, de pegar um avião da Força Aérea Brasileira para vir ao Recife, salvo engano, fazer um implante de cabelos. Upa lala…

Para a sorte dos uruguaios, Mujica foi eleito Senador, e vai continuar sua militância.

Num dos jornais uruguaios saiu uma declaração que Maria José Pino havia colocado em seu twitter:

“Em alguns anos vamos contar aos nossos filhos: “Eu vivi no Uruguay na época em que Mujica era presidente”. Gostem ou não, é história”.

Da minha parte, posso dizer, modestamente, que estive alguns dias no Uruguay enquanto Mujica era presidente.

E seria maravilhoso, para nosso país, se políticos brasileiros, de todos os partidos, absorvessem um pouco dessa simplicidade viva, inteira, íntegra e verdadeira deste homem que tem muito a ensinar ao mundo.

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Na estrada

10 de novembro de 2014, às 8:24h por Samarone Lima

Viajar é um vício que tenho desde a infancia.

Comecou com  meu pai, que a cada mes de julho colocava a família dentro de um Fusca (IZ-3059) e se mandava de Imperatriz para o Crato. Era o momento mais aguardado do ano, pelo menos para mim.

Estou em Montevideu, no Uruguay, exercendo meu vício com total vitalidade.

Há várias cronicas na algibeira, mas nao trouxe notebook e estou com uma baita preguica de postar.

Vou ver se tomo uma cerveja com o Mujica, hoje a tarde, para descolar uma entrevista exclusiva.

O Uruguai, por sinal, está cada dia mais lindo.

Até breve.

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Vai que tenho leitores gaúchos…

4 de novembro de 2014, às 10:45h por Samarone Lima

Estou cá, numa pousada belezoca perto do Parque Redenção.

Mais tarde (19h), no Café Fon Fon, haverá o lançamento de dois livros da Confraria doVento:

“Um cigarro atrás do outro”, de Codie Vasli (crônicas).

“O aquário desenterrado”, meu mesmo (poesias).

Vai que tenho algum leitor assíduo em Porto Alegre, heim?

Ps. Mais tarde escrevo sobre a Lélia Almeida, uma escritora maravilhosa que conheci ontem, na Feira do Livro de Porto Alegre. Já tinha lido incrível livro dela, de crônicas, intitulado “Este outro mundo que esquecemos todos os dias”.

Depois da conversa, saímos para tomar um vinho. Eu, ela e a nossa editora, Karla Melo. É sobre isso que escreverei. É uma sorte danada conhecer certas pessoas na vida. Como diz a Karla, “gente do mesmo pavilhão que o nosso”.

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