Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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2 de julho de 2009, às 15:03h por Samarone Lima

O almoço com o velho amigo Inácio era só para botar os papos em dia mesmo, sem pauta definida, e acabamos num desses pequenos comércios de comida natural, no centro, que agora estão se multiplicando. Lá pelas tantas, surgiu o assunto de trabalho, e calhou que me pediram um lote de documentos para um novo trabalho, inclusive a famosa Carteira de Trabalho.

De todos os meus documentos, é o que menos tem carimbos, o que movimento menos. Não faço parte das estatísticas de emprego e desemprego há tempos, creio que desde que ensinei na Católica, nos movimentados anos de 2000 a 2002.

Inácio descobriu que nunca trabalhou mais de quatro anos no mesmo lugar. Eu nunca passei de dois anos e meio no mesmo lugar, salvo a Casa do Estudante (quatro anos). Mas aí não vale, porque não era trabalho, era sobrevivência. Não é que eu seja mau profissional, é que acontece uma das duas coisas – ou minha paciência se esgota, ou aparece uma proposta melhor.

Eu trabalho desde 1987. Se minha Carteira de Trabalho fosse assinada, eu já estaria com 22 anos de INSS, como diz a turma, e me aposentaria daqui a 13 anos, salvo engano, com 53 anos. Deus me livre!

Descubro que os dois períodos mais demorados foram em redação de jornal: Diário de Pernambuco (um ano como estagiário, depois um ano e meio como profissional) e Diário Popular, em São Paulo.  Isso tem uma explicação. Na época dos dois diários, as redações eram divertidíssimas, e para eu trabalhar num canto, tem que ter um pouco de alegria. No restante dos trabalhos e dos anos, ou fui free-lancer, ou ganhei por projetos, ou assinava um recibo e pegava o cheque.

Férias, Fundo de Garantia e Décimo Terceiro eram coisas distantes, que os amigos me falavam e eu achava bonito. Me lembro do Diário Popular, a alegria de trabalhar um bom tempo, e depois ser informado das férias, com dinheiro na conta e tudo. Me mandei para o Peru, claro.

Mientras tanto, viajei muito. Escolhi um jeito de viver que deu menos segurança, menos garantias, raríssimos momentos sob a cobertura dos planos de saúde, mas andei pelo mundo e garanto que trabalhei em muitos projetos maravilhosos, que me encheram de alegria.

Um dos piores lugares da minha vida como profissional foi na revista Veja. Urgh. Nove meses que não me deixaram a menor saudade. Tinha uns camaradas legais, lembro do Rogério Gentille, do Ricardo Vilella, da Glenda, dos repórteres camaradas, mas a alta cúpula, pela mãe do guarda. É coisa para livro. Foi o lugar do mundo em que mais tive medo de ser jornalista. Eu poderia escrever um perfil do Inácio, dizendo loas e boas, falar do seu bom caráter, e no texto final, poderia aparecer um “trata-se de um canalha” no meio. Toc, toc, toc..

Sim, mas onde eu estava mesmo?

Ah, sei lá. Acho que eu queria falar sobre o tempo de cada um, mas me distraí. O tempo máximo do Inácio num trabalho tem sido quatro anos. Na mesa ao lado, uma amiga lamentava estar há seis no mesmo.

Eu tenho uma inveja momentânea dessas pessoas que estão há muito tempo no mesmo trabalho, na mesma casa, na mesma rua, no mesmo endereço. É uma inveja de vento, que dá e passa. Cada um é feliz de um jeito. Acho que o meu, há 40 anos tem sido assim, com novas paisagens e outras gentes.

Meu tempo não busca endereço. Não é melhor nem pior do que o de ninguém. É apenas o meu.

**

Nota: comecei a verificar as sugestões de blogs e sites dos leitores. Algumas maravilhas que vou colocar como link no meu Estuário (com a ajuda do Anizio, pois tentei adicionar e não consegui):

www.elessabemdemais.blogspot.com

www.ovelhapop.blogspot.com

www.lauravive.blogspot.com

www.caotico.com.br

www.malvados.com.br

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Sobras de viagem

28 de junho de 2009, às 14:34h por Samarone Lima

Estava em Brasília, no bar Rayuela, conversando com várias pessoas no lançamento do livro do Marcelo, quando uma criatura ao meu lado, na mesa, me olhou e disse:

“Ai, eu  não consigo ver você vendo futebol na TV, numa tarde de domingo…”

Eu quase respondi:

“Pois eu não consigo me ver sem futebol na TV, em todas as tardes de domingo”.

*

Uma amiga da mesa trabalhava numa empresa importante, se vestia bem pacas, até que um dia, subiu no elevador com duas crianças desconhecidas. Quando foi saindo, escutou uma criança falar para a outra:

“Quando eu crescer, quero ser igual a essa mulher: poderosa e solitária”.

Minha amiga foi para o quarto do hotel, chorar bem muito sua solidão.

**

Acabo de ganhar Veja, Placar e outras revistas de presentes. Estou no ônibus do Rio para Brasília. O sujeito ao meu lado lê tudo o que tem, até que fica sem nada. Lá pelas tantas, ofereço a Veja para ele ler. Daqui a pouco fico a ruminar comigo:

Que mal ele me fez para eu lhe oferecer drogas?

***

Essa é do Edmundo, e é sarcástica:

“Quem morre cedo, não tem tempo de gravar disco ruim”.

****

“Até para cair, o cara ajeita o cabelo”.

Comentário ácido de um torcedor do Fluminense, no Maracanã, sobre um lateral direito que parecia um modelo.

*****

“No jogo contra o Botafogo, as melhores jogadas foram os passes errados”.

(Do mesmo torcedor)

******

Tordedor 1 – Porra, o Parreira tinha que mudar o time.

Torcedor 2 – Sim, mas o Parreira nunca faz o que a gente quer.

*******

“Não sirvo pra mais nada”.

Primeira frase que escutei no Rio de Janeiro, em visita recente, dita por um cara que sofreu um acidente de moto.

********

“Há ausências que triunfam”.

(Canção com a impossível Chavela Vargas, bálsamo para o espírito)

**

Para os amantes do futebol.

Maior público pagante no Brasil:

Dia 31.08.1969. Brasil 1 x 0 Paraguai. Eliminatórias da Copa de 1970.

Pelé fez exatos 1.282 gols, e não vi nenhum ao vivo.

***

Essa me contou um dono de boteco, em São Paulo.

Disse que o pai tinha um filho que ficou muito rico, e que era esnobe. Certo dia, o pai falou que o tinha tratado bem, dado educação, e que não o deveria tratar daquela forma, tão esnobe. O filho olhou o pai e disse:

“Então bote no papel aí, veja quanto custou tudo, que passo um cheque agora. Dinheiro eu tenho de sobra”.

O pai respondeu:

“Você quer saber quanto me deve? Case e tenha um filho”.

***

Nota aos leitores:

É para uma pesquisa existencial-metafísica minha. Quem for comentar algo nesta pequena postagem, peço que por favor acrescente três sugestões de blogs e sites interessantes. Ivanzinho pode começar.

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Por amor aos livros, deixe o Senado, José Sarney!

25 de junho de 2009, às 12:43h por Samarone Lima

Leio comovido o texto do senador José Sarney na Folha de São Paulo, publicado dia 19 de junho. Se intitula “Ainda uma vez o livro”, assunto que me interessa de há tempos: o amor aos livros, e sua crença de que as tecnologias jamais irão torná-lo obsoleto.

Ah, como é lindo ter um senador da República citando Dom Quixote…

“Por milhares de livros que se possam acumular essas máquinas (fala de e-book e kindle), elas jamais acumularão os tantos livros que existem num livro. Quantos livros há no “Dom Quixote”, o cavaleiro da triste figura? São milhares, e cada frase é um livro”.

“Sempre precisaremos desse companheiro”, escreve o senador, sempre precisaremos do livro para nos levar, como dizia o poeta espanhol Manuel Machado, “da prosa ao sonho”.

Mas há um detalhe no texto que me intriga. No primeiro parágrafo, José Sarney diz o seguinte:

“Este espaço jamais pode ser usado para assuntos pessoais. Aqui, não tenho o Senado para atrapalhar-me, e sim o gosto de escrever. E nada melhor do que escrever sobre livro”.

Ou estou ficando louco, ou o senador tem um grave distúrbio de personalidade. É a terceira vez que assume aquela Casa. Se não está lendo e escrevendo, é porque o Senado deve dar muitas alegrias – ao bolso, aos familiares, ao estilo oligárquico de tratar as coisas da política no Brasil. Que eu saiba, ele não se candidatou à força, muito pelo contrário.

A última descoberta, que joga o nome do senador na nossa lama política, é a existência de ”atos secretos”, no Senado, desde 1995. O gestor dessa impressionante engenhoca burocrátic0-financeira (nomeações, aumentos de salários, hora-extra etc) era Agaciel Maia, que foi diretor de recursos humanos durante 14 anos. O homem foi indicado para o cargo por Sarney, esse amante dos livros e de Dom Quixote, em 1995. Agaciel só deixou o cargo depois que a Justiça descobriu que o camarada tinha uma casa avaliada em R$ 5 milhões.

Com R$ 5 milhões, Dom Sarney, muitas cidades nos grotões deste País teriam lindas bibliotecas, e formaríamos uma geração de novos leitores. Algum deles, com sorte, poderiam chegar a ler Dom Quixote.

Até agora, a comissão de sindicância apurou 623 atos secretos. Em qualquer país razoavelmente bem estruturado juridicamente, com um mínimo de mobilização cívica, todos os envolvidos já teriam sido demitidos, cassados, e os bens seriam confiscados.  Num país um pouquinho melhor, seriam presos, e o STF não daria habeas-corpus automático, eles teriam tempo de sobra para ler e escrever suas memórias de larápios. Num país menos mesquinho, o presidente do Senado não zombaria da opinião pública como faz agora mister Sarney.

Nos atos secretos, aparece uma penca de nomeações envolvendo a família Sarney, aquela que se julga dona do Maranhão. Não vou citar os nomes, para a postagem de hoje não ficar muito extensa. São muitos, e gostam de ótimos salários. Como nos bons folhetins, temos a figura do mordomo. Ele trabalha para a senhora Roseana Sarney, filha do senador, e recebe R$ 12 mil por mês, o salário de uma penca de professores de literatura.

Sei que o senador jamais subirá ao púlpito para renunciar. Seria esperar generosidade e coragem, de um homem que tranformou o Senado a extensão da cozinha e do banheiro de sua casa. Se ele diz que o Senado atrapalha sua vida de leitor e escritor, recorro ao argumento literário, o único que me resta:

Por amor aos livros, deixe o Senado, José Sarney!

Ps. no final do texto, ele deixa o email, à espera, creio, de interlocutores literários. Compartilho com meus leitores:

jose-sarney@uol.com.br

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Confissão

23 de junho de 2009, às 20:06h por Samarone Lima

Durante muito tempo, relutei em me apresentar como escritor. Já tinha até livro publicado (”Zé”, em 1998), mas uma timidez difusa impedia. Achava sempre um negócio enorme, um perigo. A mesma coisa serve para poeta. Escrevo poesias desde os 13 anos, mas nunca sequer esbocei a possibilidade de me denominar poeta. Fico até vermelho quando conheço um sujeito que se denomina poeta. Para mim, poesia é uma das coisas mais sagradas do mundo, e um bom poeta é algo que encontro de vez em quando, quando um livro me pega de jeito – coisa que ultimamente não tem acontecido.

Agora não tem mais jeito. Não pelo recente livro sobre futebol, lançado pela Casa das Musas. Participei de quatro lançamentos, na sexta-feira vou para o quinto, perdão pelo trocadilho infame. É que olho para um lado, olho para o outro e vejo que eu vivo escrevendo. Não sou um escritor porque tenho livros publicados, mas porque vivo escrevendo em cadernos, neste blog, em cadernetinhas, em pedaços de papel. Eu diria que não sou propriamente um escritor, sou mesmo é um escravo. Escravo é alguém que está inteiramente sujeito a outrem ou a alguma coisa. Sou inteiramente sujeito à escrita. Minha dependência psíquica é total. Se não escrever de manhã, escrevo à tarde, se não conseguir, faço à noite. Preciso do gesto físico de pegar uma caneta e passar coisas para o papel. Viveria bem sem computador, mas sem cadernos, jamais. Tenho aqui uma estante cheia de diários. Escrevo obsessivamente. Às vezes, acho que é uma doença, mas acho melhor não ter cura.

Olho para trás e vejo como tem sido. Em 1992, aos 23 anos, eu já estava começando a levantar informações para o que seria meu primeiro livro. Seis anos depois, ele foi lançado. Foram milhares de horas entrevistando gente, procurando os caminhos da vida e da morte de um militante da Ação Popular (AP), José Carlos da Mata Machado. Foi graças a essas pesquisas, que descobri precocemente os valores de uma geração que bateu de frente com a ditadura. Esse presente eu ganhei da vida, e garanto, foi um dos presentes mais belos. Não foi propriamente a vida do Zé que descortinei, mas de uma geração que fez o que era possível, quando tudo parecia impossível.

Foi também um aprendizado. Nunca me ensinaram a escrever um livro. Quebrei a cabeça, fiz e refiz, perdi capítulos, morri mil vezes, até que um dia descobri algo precioso – o meu jeito de contar uma história. Foi como abrir goteiras no imaginário. Mesmo o texto mais jornalístico, precisa das goteiras da imaginação.

Depois veio o Clamor, e minha descoberta da América Latina. A esta pesquisa, devo o meu encontro com os países de língua espanhola. Devo meu encontro com outra geração, a posterior à do Zé, que decidiu abrir os braços da solidariedade para os irmãos vizinhos. Novamente, dezenas de entrevistas, leituras, o ofício da escrita, essa solidão absoluta até encontrar o tom, o jeito, as palavras, o fio condutor. Eu só consigo contar uma história quando descubro como vou contá-la. Pois me lembro de viagens pelo Chile, Uruguai, Argentina. Eu ficava sempre em albergues, e o povo com seus guias, mapas da cidade, máquinas fotográficas. Eu ficava escrevendo, muitas horas.

Escrevo isso porque há pouco terminei agorinha, coisa de meia hora atrás, a última revisão de “Viagem ao Crepúsculo”, meu livro sobre o cotidiano do povo cubano. Ao final, agora há pouco, enquanto as bombas e fogueiras juninas pipocam no Recife, vejo mesmo que não tem mais volta. Sou um escritor.

Porque um escritor, creio, não consegue se livrar de suas obsessões. Eu, quando começo um livro, fico mesmo um escravo, inteiramente sujeito a alguma coisa. No caso, ao texto.

O livro começou a ser escrito em Havana, no final de 2007, se estendeu para o começo de 2008, quando voltei cheio de cadernos, e fiquei 15 dias no Rio de Janeiro. O sujeito que vai para outro país, e volta com quatro cadernos cheios de anotações, só pode mesmo ser desajuizado.

Tudo isso foi acontecendo enquanto eu trabalhava, viajava, participava de projetos, reuniões. São poucos os escritores deste país que têm as condições ideais para trabalhar. O tempo que me sobra, o da escrita, porém, é o mais sagrado. É quando me sinto melhor, mais inteiro, despojado, livre.

Desde a primeira versão, o livro de Cuba me ocupou, consumiu, me fez criar uma dependência. Cada capítulo foi escrito, reescrito, revisado. Descubro que sou um tirano comigo. Até o final, acho que não está bom. Minha nova editora, e pequena e adorável Casa das Musas, deve estar já lamentando tanta demora. Fui a Brasília, fiz a última revisão no computador, pedi à editora Florence, a última versão impressa, e a trouxe ao Recife.

Então reli, mais duas vezes. A impressão que tenho, é que se não tiver a mão forte de um editor dizendo “chega!”, ficaria corrigindo até o fim da vida. Sempre tem coisa para melhorar.

É cansativo, o sujeito passa milhares de horas fazendo três coisas: escrevendo, lendo e relendo.

Mas é minha sina. Nasci para isso, não vou mais me desvencilhar, nem ficar com meias palavras. Sou um escritor. Dá um medo, mas é bom. Isso é uma confissão.

Tem uma hora que todo o meu esforço encontra o outro lado da história – o leitor. É a hora de a onça beber água.

“Viagem ao Crepúsculo” sai da gráfica em 15 dias, após um ano e meio de luta. Vem de novo, o frio na barriga. Melhor: Sei que basta o livro sair, e já estarei pensando no próximo. É assim, minha vida.

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Como não lançar livros

17 de junho de 2009, às 10:29h por Samarone Lima

Às vezes é bom o cara se benzer ante de sair de casa, especialmente se for para ele lançar algum livro. Desde a semana passada fui escalado para participar de debates e lançamentos do livro “A cabeça do futebol”, editado pela Editora Casa das Musas, e no linguajar popular, não estou dando uma dentro. Poderei até escrever um tratado: como não lançar livros, em três lições.

Foram três lançamentos até agora (Recife, São Paulo e Rio). O quarto será sexta-feira (19.06), aqui em Brasília, onde estou.

Dei uma dentro no Bar Mamulengo, no Recife, semana passada. Foi tudo lindo. Amigos, três dos 27 autores do livro (é uma coletânea de textos com gente saindo pelo ladrão), alegria, biritas, animação. Vendemos uma penca de livros. Fiquei até com cãimbra na mão direita, de tantos livros que dediquei.

Em São Paulo, fiasco completo. Cheguei quando o lançamento já tinha acabado. Três autores foram, mas sequer os encontrei. Não deu quase ninguém, por causa do caos que tomou conta da cidade, com 293 km de engarragamento. Pense numa fila com 293 km de carros, e verás o tamanho da bronca. Além disso, o local era longe, bem longe.

O lançamento no Rio foi ontem, terça-feira, no Barra Shopping. Pensem num lugar longe. Fica uns dois dias depois.

Cheguei, perguntei ao vendedor onde era o lugar do lançamento, ele não sabia. Mau presságio. Depois, ele voltou e me apontou uma mesa. Não tinha um cartaz, um aviso, um exemplar do livro.

Fiquei por ali, comendo minhas pitombas, sem alarde. O negócio era às 19h.

Como nada aconteceu, até às 19h30, cheguei à concusão de que dera com os burros n´água. Procurei o mesmo vendedor, expliquei que tinha vindo do Recife especialmente para o lançamento, ele foi lá dentro, voltou e me informou:

“Senhor, é que o autor traria os livros para o lançamento”.

Ou seja, se em São Paulo tinha livros mas faltava gente, no Rio, não tinha livros nem gente.

Me despedi, peguei o ônibus de volta pra casa. Por que diabos não me avisaram que era para levar os livros, foi o que pensei.

Confesso que nem estou chateado nem nada. Graças a esses lançamentos, pude assistir São Paulo 1 x 1 Santo André, no Morumbi (no camarote da Revista Placar), e Fluminense 0 x 0 Grêmio, no Maracanã, com o velho e bom Zeca. Além disso, revi amigos, andei um bocado, comprei livros. Isso é bom para a cuca.

Cheguei hoje a Brasília, após 16 horas de viagem na Itapemirim. O lançamento aqui está marcado para sexta-feira próxima. Se tem algum amigo aqui na capital, por favor, compareça ao evento, nem que seja para bebericar um vinho, na Livraria Cultura do Casa Park.

Acabo de saber da primeira baixa: O Cláudio Machado, fulgurante integrante do Blog do Santinha, viajou. Minha esperança agora é Laércio Portela, se o presidente Lula o liberar.

Imperdível

Hoje à noite (sexta-feira), no Bar 01, será lançado o livro “Histórias que nos Sangram”, do ilustre Geraldo de Fraga. É a estréia literária do ex-roqueiro, com histórias de arrepiar. Um comparecimento em massa será importante, porque o lugar é fácil de chegar, o autor estará no local, e os livros já estão até autografados. Já fui informado que o quarteto de alexandria estará presente: Magro Valadares, Marcel Tito, Bruno Fontes e o próprio Geraldo.

Bar 01 (Rua Tomazina, S/N, Recife Antigo)

Fone do autor (para entrevistas, chat, programas na TV etc)

Geraldo de Fraga

(81) 8824 3762

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