Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima


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Uma ótima notícia sobre Viagem ao Crepúsculo

1 de setembro de 2010, às 17:58h por Samarone Lima

Acaba de ser publicado, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o resultado dos dez finalistas de cada uma das 21 categorias do Prêmio Jabuti, considerado o mais importante prêmio literário do país.

“Viagem ao Crepúsculo”, o raçudo livro sobre Cuba, lançado pela editora Casa das Musas, em 2009, está entre os finalistas na categoria livro-reportagem.

Vejam a lista e a reportagem do JC on line:

http://jc.uol.com.br/canal/lazer-e-turismo/noticia/2010/09/01/livroreportagem-de-samarone-lima-na-final-do-premio-jabuti-234863.php

::REPORTAGEM
“OLHO POR OLHO-OS LIVROS SECRETOS DA DITADURA” (RECORD) – LUCAS FIGUEIREDO
“CONVERSAS DE CAFETINAS” (ARQUIPÉLAGO EDITORIAL) - SÉRGIO MAGGIO
“O LEITOR APAIXONADO- PRAZERES À LUZ DO ABAJUR” (COMPANHIA DAS LETRAS) – RUY CASTRO
“A ROTATIVA PAROU!” (CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA) – BENÍCIO MEDEIROS
“ELEIÇÕES NA ESTRADA : JORNALISMO E REALIDADE NOS GROTÕES DO PAÍS” (PUBLIFOLHA) – EDUARDO SCOLESE E HUDSON CORRÊA
“VIAGEM AO CREPÚSCULO” (CASA DAS MUSAS) – SAMARONE LIMA DE OLIVEIRA
“O MUNDO NÃO É PLANO – A TRAGÉDIA SILENCIOSA DE 1 BILHÃO DE FAMINTOS” (EDITORA SARAIVA) – JAMIL CHADE
“IMPRENSA E O DEVER DA LIBERDADE” (EDITORA CONTEXTO) – EUGÊNIO BUCCI
“ELES FORAM PARA PETRÓPOLIS- UMA CORRESPONDÊNCIA VIRTUAL NA VIRADA DO SÉCULO” (COMPANHIA DAS LETRAS) – IVAN LESSA E MÁRIO SÉRGIO CONTI
“HONORÁVEIS BANDIDOS – UM RETRATO DO BRASIL NA ERA SARNEY” (GERAÇÃO EDITORIAL LTDA) – PALMÉRIO DÓRIA
“BINLADENISTÃO- UM REPÓRTER BRASILEIRO NA REGIÃO MAIS PERIGOSA DO MUNDO” (EDITORA ILUMINURAS LTDA) – LUIZ ANTÔNIO ARAUJO

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Já podem comentar

1 de setembro de 2010, às 17:42h por Samarone Lima

Amados leitores,

O Estuário passou vários dias sem liberar acesso aos comentários (caía sempre no site globo.com). Hoje o problema terminou. O culpado foi um tal de “Pluguin”, que pretendo processar.

Podem comentar à vontade. Por precaução, vou botar outro texto a mais tarde.

Samarone.

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Homem molhado, vida seca. Ou: “Os fuzis da senhora Carrar”

29 de agosto de 2010, às 12:58h por Samarone Lima

Foi um sábado cheio de bondades, esse que a vida me deu. Desde a manhã ao anoitecer, pessoas queridas, descobertas, um bom almoço com o velho amigo Inácio, palestra razoável na Livraria Cultura, café no Bairro do Recife, até que veio o crepúsculo, e decidi. Era o momento de assistir “Os fuzis da senhora Carrar”, de Brecht, sob a direção do velho amigo e mestre João Dênys.

Mais que isso, queria ver em cena a adorável Stella Maris Saldanha, minha amiga de Universidade Católica, que outro dia me entrevistou, aqui em casa, e me fez tirar os poemas das gavetas, ou das caixas.

Pouco antes das 18h, entrei naquele pequeno e aconchegante Teatro Hermilo Borba Filho. Não imaginava que seria inundado por uma emoção tão grande. A beleza do espetáculo, a atuação impecável de todo o elenco, a direção sempre certeira de Dênys e a soberba, deslumbrante presença de Stella, me levaram às lágrimas. Há tempos não sentia isso no teatro.

Ao final, não me contive. Fui ao camarim abraçar os atores. Pedi um autógrafo a Stella e disse aos atores que estavam de parabéns. Não sei como está a vida cênica da cidade, mas sei que temos uma peça extraordinária em cartaz, aos sábados e domingos, às 18h, no teatro Hermilo Borba Filho.

Saí do teatro debaixo de uma chuva fina, com muito vento. Saí lembrando de algumas cenas, de muitas falas, e de um momento especial da peça, em que a senhora Pérez diz à senhora Carrar:

“Para quem é pobre, não há segurança alguma na vida. Nós somos sempre os que apanham, de um jeito ou de outro. E a essses que apanham sempre é que dão o nome de pobres. E aos pobres, não há providência que salve”.

Rapidamente fiquei molhado, à espera de um táxi, na esquina, até que parou um ônibus, o Nova Descoberta/Derby.

“Amigo, passa na Conde da Boa Vista?”

O motorista, um senhor bigodudo de uns cinquenta e poucos anos, respondeu duro que não, mas disse um “entra aí, que tu fica lá na frente, aqui é muito ruim com essa chuva”.

Descobri que o ônibus passaria perto da minha casa. O homem sério e duro disse “fica aí mesmo, não precisa passar, tu vai já descer mesmo”, enquanto engatava marchas no Recife debaixo de uma chuva fina mas persistente, dessas que molham plantas, gentes, cães, distraídos, que não respeitam guarda-chuva. Chuva de assanhar a paisagem.

Perguntei ao homem se era a última viagem, o suficiente para que ele me resumisse sua vida seca em alguns segundos.

“É a última, graças a Deus. Entrei às cinco da manhã, vou saindo agora”

Eram quase oito da noite.

“Mas amanhã tás de folga, né?”

“Amanhã entro de quatro da manhã, saio de duas da tarde. Só no outro domingo terei folga”, respondeu, enquanto chegávamos ao Parque 13 de Maio.

“Vou descer aqui. Vou para a rua da Aurora”, disse.

O que parecia um homem duro disse que não me preocupasse, que ele me deixava na esquina, porque era “mais perto de casa”.

E súbito, aquela vida seca me pareceu uma falha no meu entendimento. Era apenas um homem exausto, sugado pela máquina de trabalhar deste meu país, e que certamente não trocou mais que algumas palavras, ao longo de várias horas dirigindo um ônibus. Chegaria em casa exausto. Teria o tempo somente de comer algo, descansar algumas horas  e acordar novamente, na madrugada do domingo.

Enquanto ele dirigia, me lembrei de cada palavra da senhorar Pérez, e da intensidade da senhora Carrar.

Desci, caminhei tentando não molhar o programa, com o autógrafo de Stella, e agradeci por algo que não sei o nome.

**

Trecho de João Dênys no programa:

“A obra Os fuzis da senhorar Carrar nos situa frente a uma retomada de posições em guerras silenciosas, sem marchas solenes, sem pronunciamentos bombásticos, sem palavras de ordem, em territórios aparentemente sem muros, sem união de gentes diferentes, sem bandeiras a defender e desfraldar, mas com igrejas inflexíveis, com anestesia global, com o terror banalizado, com um capitalismo cada vez mais bruto, com armas tão exageradamente letais que fazem dos velhos fuzis de Teresa Carrar, ou de quem quer que os esconda, alfinetes de insegurança com conexão virtual total”.

O espetáculo está em cartaz no teatro Hermilo Borba Filho, aos sábados e domingos, às 18h.

NOTA: O estuário está com um problema técnico, e ninguém consegue comentar. Quando a pessoa clica, vai para o site globo.com

Informo que não é intenção do autor (este tipo de parceria), e que ele não está recebendo por isso. O provedor está tentando resolver. (Samarone)

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Blogueiro em crise

25 de agosto de 2010, às 16:22h por Samarone Lima

Perdão, leitores, mas amanhã tentarei algo. Hoje, após mais de uma hora de tentativas, não me saiu nada decente para postar.

Crise de imaginação, de assunto, conteúdo. Acontece.

Escrevo só para dizer que estou tentando, mas não quero publicar qualquer coisa, só para dizer que estou com o blog em dia.

Aceito sugestões. Eu sabia que a crise dos 4o chegaria, mas não aos 41, e numa tarde de quarta-feira no Recife.

Aceito sugestões, temas, frases que rendam algo.

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Coletânea Antônio Maria de Crônicas

24 de agosto de 2010, às 15:06h por Samarone Lima

Ensinei numa escola no Bairro do Recife que ficava defronte a uma estátua de Antônio Maria. Acho o Maria uma maravilha, sempre adorei as crônicas dele, fora algumas canções espetaculares.

O tempo passou, saí da escola, continuei escrevendo meus textos, e fui convidado para participar de uma antologia de crônicas, organizada pela Prefeitura da Cidade do Recife. Somos 17 autores. Alguns conheço, outros vou ver hoje.

O lançamento será às 20h de hoje (terça, dia 24 de agosto), na Rua da Moeda, com rec ital e tudo o mais.

Dizem que o livro ficou lindo.  Todos estão convidados. Acho que hoje acabo minhas férias.

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