Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias

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Silêncio

12 de agosto de 2005, às 19:23h por Samarone Lima

O Gustavo, meu amigo que nos presenteou com aquele belo poema, me mandou um email dizendo que eu tinha que colocar meus poemas no blog, tive até medo de levar um carão, não gosto de irritar Gustavo. Atendendo a um pedido, vou começando a publicar a minha coletânea, intitulada “Que meros poemas”. Beijo a todos.

Silêncio

A vida me deu tantas palavras
Que encontrar o silêncio
É como buscar uma cegueira
No clarão da vida

O amor, tão cego quanto eu
Segue de olhos abertos
À procura de ti
Neste braile da vida

Risco fósforos na penumbra
Pinto vaga-lumes
No céu que não vejo
Contemplo meu rosto no espelho
Que nada reflete

Te amo
E aprendo a aquietar as palavras
Como se elas fossem
Meu coração que pulsa
No sentido contrário
Por todos os corações
Que encontrei em ti

Postado em Crônicas |

6 Comentários

  1. Adri Disse:

    Obrigada pelo prazer de vê-lo in action, vestido de árvore, fluidozinho, calminho, em meio ao burburinho daquela garotada ‘hormônios em fúria’. Obrigada pela cortesia da saideira. Obrigada pelo Silêncio inesperado, contudo, contado, de volta pro lar. Poeta, você é. Sinta-se beijado. Fã, fã, muito fã.

  2. fabiana Disse:

    grande Sama,
    me fazendo um ‘cerumano’ muito melhor.
    fabiana.

  3. Gustavo Disse:

    Sama ao contrário

    Talvez pelo fato de ser assim Sama
    é que Deus decidiu dar-nos dádivas.

    Escrito assim Sama seu nome é amor.
    Ao contrário também. Portanto, Amas!

    Gustavo.

  4. Tiago Disse:

    Putz…

    Que belo!

  5. Tenille Disse:

    “um bom poema
    leva anos
    cinco jogando bola,
    mais cinco estudando sânscrito,
    seis carregando pedra,
    nove namorando a vizinha,
    sete levando porrada,
    quatro andando sozinho,
    três mudando de cidade,
    dez trocando de assunto,
    uma eternidade, eu e você,
    caminhando junto”.
    Paulo Leminski

  6. Suy Disse:

    LINDO!!!

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