Desejos para 2006
Samarone Lima
Está acabando 2006, agora são uns diazinhos, esses em que a gente já muda o andar, vai sentindo que algo está acabando mesmo, vai já se embalando para o “ano novo”, crente que vem uma vida nova, aquela loucura toda do dia 31, o branco, as festas, os abraços, os fogos, uma alegria desenfreada que já não é meu barato, confesso, tenho ficado quietinho na virada do ano, e tem sido bom sair do fuzuê.
Recebi várias frases, mensagens, de Natal e Ano Novo. Tentei retribuir aos leitores e amigos, obrigado pelo carinho, pelo amor, zelo, afeto, é mútuo, é uma troca permanente entre quem escreve, quem lê, quem comenta e quem silencia.
Eu desejo poucas coisas a vocês (e a mim), em 2006. São minhas besteirinhas de sempre:
Desejo mais lentidão. Vamos mais devagar em 2006. “Se avexe não, que a burrinha da felicidade nunca se atrasa”, já diz o cantador.
Desejo mais atenção às crianças. Menos inglês, natação, balé, escolinha, horas na Internet, reforço, mais amor, mais beijos, mais carinho, mais conversa, criança adora conversar e brincar.
Desejo mais amor, menos louvor à dor, saber quando estão te maltratando, te ferindo.
Que sejamos mais palhaços, menos sérios, que andemos mais leves, com um sorriso doce na algibeira, para o milagre do encontro.
Que tenhamos força, principalmente força amorosa. Andemos mais de mãos dadas. Saibamos reconhecer os nossos e estejamos por perto.
Andemos com as lamparinas acesas no velho coração, para o milagre do amor.
Desejo mais cumplicidade, mais conversa, mais conversa fiada, amemos e brinquemos mais, nos entreguemos ao fruir da vida.
Contemplemos a natureza, cuidemos dos jardins de casa e da vizinhança, mas cuidemos também de olhar nos olhos e compartilhar sorrisos.
Estarei aqui em 2007. Desejo que continuemos a nos encontrar.
Grande beijo e abraço igualzinho ao que dom Pedro Casaldáliga me deu, há muitos anos, um abraço amoroso e forte, que nunca esqueci.
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