Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias

Apresentação


Livros do Autor


Artigos recentes


Comentários Recentes


Aproximações


Calendário

dezembro 2006
D S T Q Q S S
« nov   jan »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

Usuários online


Quase um bom-dia

28 de dezembro de 2006, às 8:30h por Samarone Lima

Pelo mapa, são 35 quilômetros entre o Cabo de Santo Agostinho, onde vivo, e o centro do Recife. Para mim, no meu ponto de vista psicológico, são pelo menos 45, porque conto também o cansaço. Toda distância tem que levar em conta a carga de cansaço, principalmente se o camarada for usuário de transporte coletivo, como é meu caso, com raras gatunagens no Fiat da tia, um raçudo Uno vermelho, ano provável 1993.

Entre as duas cidades, há uma multidão sonolenta e cansada, aguardando de pé nas centenas de paradas de ônibus. É uma gente embrenhada nesta dura, ranhenta, obsessiva e obrigatória luta pela sobrevivência. Para estar no Recife às 7h33, por exemplo, é preciso estar às 6h em ponto no terminal do Cabo de Santo Agostinho. Não, amigos, não é nada saudável perder um lugar sentado nesta longa e maçante viagem, neste sol escandaloso das manhãs recifenses. Chega-se cêdo para conseguir um lugar ao sol, literalmente.

O motivo é simples, pelo menos no meu caso. Não há nada pior do que tentar ler algo de pé, em um ônibus lotado. Nessas longas jornadas, consigo um lugar sentado para ler algo delicioso, tomar notas, observar o povo, a paisagem etc. Como o Aquiles me alertou outro dia, em tom muito severo, que o sujeito pode descolar a retina, lendo dentro de ônibus, uso uma estratégia inovadora: leio uma página, olho a paisagem, o rosto das pessoas, sinto o cheiro do dia e só depois, quando sinto a retina voltando ao lugar, retomo. A bola da vez é “Justine”, do meu amigo Lawrence Durrell.

A categoria dos motoristas de ônibus, a exemplo dos jornalistas, advogados, marceneiros, açougueiros e pais-de-santo, é estranha, complexa e desigual. Alguns começam o dia rindo e dão bom-dia até para as borboletas. Outros têm foto nas ventas e dão partida no veículo como se levassem uma carrada da Master Boi. Há os marcha-lenta, que não sei como escreve no plural, que são criticadíssimos pela população em geral, porque ninguém quer chegar atrasado ao trabalho. Andam bucolicamente, esses 35 quilômetros, enquanto os ponteiros do relógio voam. O expediente, no Recife, geralmente começa às 8h, não sei como está sendo no restante do Brasil, com esta confusão dos aeroportos.

As coisas ficariam mais fáceis se entre o Cabo e o Recife não existisse uma cidade que não acaba nunca, chamada Jaboatão dos Guararapes. Na entrada de Jabotão informam que “a pátria nasceu aqui”, certamente por causa da “Batalha dos Guararapes”, onde deram uns tapas nas orelhas dos holandeses, mas fica por isso mesmo. Se for confirmado cientificamente que a pátria nasceu em Jaboatão, eu atesto: eita pátria esculhambada!

Se você consegui atravessar Jaboatão, imediatamente se torna uma pessoa exausta e aliviada. Mas agradeça, que o pior já passou. Falta somente a Imbiribeira, uma avenida que lembra muito a Transamazônica. Existem 1.246 semáforos ao longo da Imbiribeira, todos no amarelo, caminhando para o vermelho, na sua vez de passar.

Para chegar ao centro do Recife, desça no Cais de Santa Rita. Ali, às margens do Capibaribe, alguns barcos vagabundos, recém-chegados de algum lugar que ainda tem peixe, abrem espaço para o comércio matinal do referido animal. São vendidas umas espécies que não reconheço nem de longe, nem de perto. A espécie é tratada ali mesmo, para o agrado matinal de nossas narinas.

Neste exato momento, às 7h23, todos os rostos ainda estão sonolentos. As moças com as camisas do “crédito consignado” já estão a caminho dos aposentados e pensionistas. Na Conde da Boa Vista, que atravessa o centro, vendedores enfadados aguardam, sentados, por alguém da loja que vai chegar com a chave. Esse alguém, por coincidência, é sempre o último a chegar. Enquanto isso, fuma-se e fala-se da loucura que foi o Natal, e especula-se sobre quem vai ser aproveitado para o quadro fixo. Ao lado, tem gente comendo cachorro-quente com carne de soja e suco a R$ 1,00.

Chego à avenida Agamenom Magalhães após pegar o Setúbal Conde da Boa Vista. Venho pegar restos de bagagem, antes da próxima viagem. Então, as coisas começam a se complicar. Na Agamenom, a criatura descobre que o Recife cresceu demais, que tem carro demais e outros muitos bocados demais que não levam a nada, pelo menos nestas minhas poucas linhas.

É preciso descer no Derby para ver ônibus de tudo que é cor, nome, jeito, velocidade. Perambulo um pouco, e chego à barraca do “Moreno” (aqui no Recife, todo negão é chamado de “Moreno”), onde bebo meu suquinho de maracujá, para acalmar os nervos. Chega um camarada e diz, animadíssimo:

” Fala, peixe!”

O negão, digo, o moreno, sorri e solta um muxôxo.

“Tu sabe que tu é meu peixe, né?”

O moreno-negão solta uma resposta comovente:

“Esse Dênys Oliveira tá é fodido”.

Postado em Crônicas | 4 Comentários »

Murmúrios - I

26 de dezembro de 2006, às 12:38h por Samarone Lima

(anotações aleatórias ao deus-dará, ao longo das estradas)

**
Fiel depositário
Ser fiel depoítário dos meus próprios desmantelos

Projeto literário - I
Contos da carrocinha, para cães suicidas.

Projeto literário - II
Contos de fraldas, para crianças (durante a amamentação)

Discussão
Nada compensa a energia gasta para vencer uma discussão. No final, o silêncio é sempre o grande derrotado.

Constatação
No infinito, todas as lembranças se encontram

Aviso
Nenhum destino fica de sobreaviso.

Inspirado em Giba
As reverberações policinésicas da antropogênese geram cinestesias sobressaltadas.

Solo
Para o solitário de si, um é demais.

Sonso
Concordo com o Sérgio, ladrão de gatos do centro do Recife. O gato é um animal sonso.

Função da vida
Esfregar o nariz na alma do mundo.

Psicanalítico
Na psicologia (ou será a psicanálise), há uma expressão muito rica: “equilíbrio enfermo”. Gostaria de postular, modestamente, o desequilíbrio são.

Descoberta
Há, sim, olhos que sussurram luz.

Pergunta
Onde se escondem os vaga-lumes, durante o dia?

Místico azarado
No dia em que começou seu jejum, esbarrou em uma suculenta feijoada.

Alcooólicas
Peso 78 litros, me disse ele, com aquele bafo de cana e cerveja.

Limpeza interna
Está certo o sábio Iramarai, quando afirma que o melhor lugar para limpar catota é no trânsito, com os vidros fechados.

Diferença
Sim, mágicos temos aos montes, mas os que têm magia são raros.

Aparências
E o falso boa gente, heim?

Canina
Há cães que ladram tanto, que nunca vêem as caravanas passarem.

Diferença
Há mãos que aquecem e mãos que esquecem.

Focado
E aqueles, que para mudar, pensam somente no caminhão?

Ôps
O dinheiro do bêbado sempre fica no bolso da outra calça.

Jumentinho
Tenho um amigo que não é lá essas simpatias. Batizei-o de jumento amável.

Crime
A bufa, este crime sem cadáver.

Volta por cima
De derrota em derrota, até a cambalhota.

Sorte
Sorte, este pedacinho de nada brincando com a vida.

Cabo de Santo Agostinho, nos finalmente de 2006.

Postado em Crônicas | 4 Comentários »

Esse tal de Natal…

23 de dezembro de 2006, às 10:43h por Samarone Lima

Recebi muitas mensagens desejando Feliz Natal, e retribuo com todo o carinho, mas com uma ponderação: é um período do ano que considero esquizofrênico.

Desde pequeno achava esquisito, na adolescência confirmei e depois, já adulto, nunca entendi o Natal. Aceito explicações as mais diversas.

Pode ser mesmo um trauma. Teve um Natal que meu pai se arretou com alguma coisa, e quebrou minha carreta que seria presente de Natal. Pisou a carreta e todos os carros, uma frota deliciosa vinda diretamente da Wolkswagem, creio.

Depois ele se arrependeu e resolveu me levar para comprar outra carreta. Ganhei uma maçã e fui com ele, na garupa da bicicleta. No caminho, a maçã caiu, e doeu mais que a carreta. Os psicólogos explicam essas coisas direitinho, e os psicanalistas vão mais longe, com acusações de complexos os mais diversos.

Estou em Petrolina, terra do saudoso Marcel “Despedida em Las Vegas” Tito. São 10h53 e o comércio está à beira de uma guerra civil. Olhei no jornal de hoje. Vai ter shopping no Recife funcionando de 9h às 23.

Fico olhando essa confusão toda e lembro que minha avó Zeneuda fazia um presépio, todo ano. O lago era um espelhinho, com areia ao redor. Tinha um menino Jesus lá em casa, num lugar bacana. É uma lembrança boa, porque depois do Natal, ela guardava o presépio embulhado em jornal, e no ano que vem tinha mais.

Depois que minha avó morreu, não teve mais presépio, pelo menos que eu saiba.

Meu irmão Paulinho não vai passar o Natal em Fortaleza, ao lado de sua mãe, que também é a minha, porque a TAM empombou tudo na reta final.

Me surgiu uma dúvida existencial de máxima grandeza: que diabos eu fiz, naquele Natal de muitos anos atrás, para meu pai pisotear a minha carreta e todos os carrinhos?

Vamos que vamos. Não vejo a hora de chegar ao Recife, cidade lendária.

Postado em Crônicas | 5 Comentários »

Lembranças do Armazém Paraíba, dinheiro para o aluguel de Marcos Pioleiro, Orkut e outras histórias

21 de dezembro de 2006, às 6:33h por Samarone Lima

Estou em Patos, a 305 quilômetros de João Pessoa, no Semi-Árido da Paraiba. São 3h57 da manhã e cheguei há meia hora, numa viagem pela Viação Progresso, que fez a gentileza de reajustar as passagens justamente no final do ano. Devem ter se inspirado em nossos deputados federais, que se presentearam com quase 100% de reajusta.

Pois bem. À minha frente está o famoso “Armazém Paraíba”, com sua contundente marca em preto e amarelo, imagem que acompanhou as cidades da minha infância. Ao lado, o Banco Cruzeiro do Sul (empréstimos para aposentados e pensionistas do INSS e servidores públicos). Ao lado do banco, a loja “Realce” e depois a “Narciso”. Para o lado da esquerda (contando do Armazém Paraíba), tem uma unidade odontológica, parceria do município com o Governo Federal. Mais à esquerda, a casa lotérica Esperança (o nome de quase toda casa lotérica) e a “Farmácia dos Municípios”. Na esquina, uma casa toda pintada de amarelo, a cor oficial do PFL, que julgo ter sido outrora (estava louco para usar esta palavra hoje) o comitê de algum candidato na eleição passada.

Reparo o nome dos febrentos: Cássio-45; Antônio Mineral- 45.444; Gilvan Freire - 1234 (esse só não se elegeu se for mesmo ruim de voto).

Uma simpática, bucólica, singela e típica árvore de natal ilumina a pequena praça. Não deve ter custado nem dez reais, mas é mil vezes mais linda que a patética decoração-mulambo que a prefeitura do Recife reservou para este período do ano.

Eu estava assim, tomando minhas notinhas neste velho caderno de viagens, quando fui cutucado por um sujeito moreno, de uns 43 anos, meio sambado pela vida, cabelos indescritíveis, vestido de forma mais ou menos. Veio com uma conversa inacreditável, quase cinco horas da manhã, de que faltava somente dois reais para pagar o aluguel. Sinceramente, o sujeito que sai de bar em bar, em plena madrugada, com uma conversa dessa, deveria estar era escrevendo para o cinema.

“Dois reais para o aluguel? Ah, velho, tenho não. Se fosse para tu tomar uma dose, eu dava um jeito”, respondi.

“Não, velho, estou falando na real”, insistiu.

Diante do meu desdém, ele apelou:

“Dia 26 de dezembro, completo dois anos sem beber”.

Aí pegou de jeito. Lembrei que meu tio Ademar outro dia completou um ano sem beber, com a ajuda do AA. Súbito, me veio uma ternura com todos os que pararam de beber e ficaram mais felizes, centrados e calmos. Sim, porque tem uma amiga minha que parou de beber que mudou do vinho para a água. Parece outra pessoa. Quando ela bebia, era mais interessante.

“Tu escreve poesias?”, perguntou ele.

“Só quando tenho saudades de alguma coisa que não lembro”, respondi, e não sei de onde veio esta resposta.

“Pois eu escrevo poesias”, disse meu amigo.

Depois de um breve silêncio, ele mudou o pedido. Dispensou o vale-aluguel e pediu para que eu anotasse um poema dele.

“Vamos lá, mande brasa”. Então ele começou a recitar, em tom emotivo mas pausado:

“Terra seca, pobre e nua
falta água, falta pão
falta tudo nessa vida
só não falta coração”.

Era um poema longo, que anotei em meu caderninho, mas agora não dá tempo transcrever por inteiro. Ele recitou mais dois poemas, que anotei. Queria mais um, mas aí eu me arretei, porque não iria transcrever o livro do sujeito.

“Tá bom por hoje, né?”, eu disse.

“Sabia que eu tenho uma comunidade no Orkut?”, comentou o poeta.

Lembrei de meus 80 alunos, entre 16 e 19 anos: 79 têm Orkut.

“Anota aí para tu dar uma olhada: www.orkutcomunidademarcospioleiro.com.br

Houve um silêncio repentino. Ele falou de peito estufado:

“Tem muita gente na minha comunidade. Até dos Estados Unidos”.

Então ele esqueceu do dinheiro do aluguel e foi embora.

Na TV, aqui na lanchonete “Pão Quente” (padaria, lanchonete e conveniência 24 horas) começa a rolar Gasparzinho. As primeiras Toyotas e Rurais começam a passar. São 4h27 da manhã. Na mesa ao lado, quatro camaradas discutem meio exaltados sobre cheques, falcatruas, notas fiscais frias, acertos sobre cargas com material paraguaio, um disse que só ele mesmo “teve coragem de resolver aquela bronca com o João”. Ficou liso no interior do Maranhão, e arrematou:

“Bota os pneus em cima do caminhão dele e toma dois mil conto!”

Não entendi nada, mas tudo bem. A viagem segue, a vida segue.

Postado em Crônicas | 9 Comentários »

Cronista segue sua peregrinação pelo semi-árido nordestino

15 de dezembro de 2006, às 22:04h por Samarone Lima

Ah, amigos leitores, vou chegar ao final do ano com alguns débitos neste blog. Estou em uma caravana que vai percorrer mais de cinco mil quilômetros, até 23 de dezembro. Até agora, vamos com uns reles 2.300. Ufa la lá. Hoje consigo escrever algumas coisas em Arcoverde, numa lan house defronte à praça principal da cidade, que o sujeito me informou o nome, mas esqueci. Sei que aqui mora a Teresa, minha ex-aluna, mas não sei onde está o telefone de Teresa, que agora é mamãe e tudo o mais. O motoboy que me trouxe do Max Hotel, na BR, até a lan house, é muitíssimo desinformado. Perguntei a população da cidade, ele ficou em silêncio. Insisti e ele respondeu:

“Rapaz, é muita gente, visse!”

Oquei, garotão, meus leitores ficarão sem saber da população arco-verdense.

De manhã toma-se café, seguimos para alguma cidade, os palhaços e pernas-de-pau fazem uma apresentação, encerra-se a cerimônia, voltamos para a estrada, almoçamos, vamos para outra cidade, repete-se a dose, e à noite, pela graça divina, dormimos em algum hotel. Durmo ao lado de um palhaço e de um cara que cuida do som, o Valentim.

Vamos percorrendo a paisagem do Semi-Árido brasileiro. Antes de ontem, em Palmeira dos Índios, surgiram uns flamboyants que eu vou dizer. O vento quente é constante, mas à noite, em algumas cidades, passa aquele ventinho bom, sossegando a gente, uns ventinhos que levantam as cortinas da alma.

Tenho feito o meu exercício diário de olhar o povo. Em cada cidade, uma multidão de crianças e adolescentes aguarda a tal “Caravana do Unicef”. Vejo uns sorrisos para lá de esperançosos, misturados com aquele jeito inocente de quem vive longe dos grandes centro urbanos. Enquanto os artistas se apresentam, vou entrevistando professores, agentes de saúde, diretores de escola, crianças.

Informo que tem, sim, muita coisa boa acontecendo neste país, que muitos projetos estão sendo tocados com seriedade e persistência. Em Traipú, a secretária de Educação conversou comigo e quando falamos de livros, seus olhos vazavam luz. A Dulcinéia (sim, como em Dom Quixote) me levou ao prédio onde funciona a biblioteca e vi o “cantinho da leitura”. É ali que ela começa a fisgar as crianças para o mundo da leitura.

Converso muito com as crianças, evitando fazer aquela estúpida pergunta “o que você quer ser quando crescer?” Tenho perguntado coisas mais simples, que fazem parte do hoje: se na escola tem merenda, e se a professora é boa. Sim, amigos, a meninada está comendo na escola, e tem muita professora comprometida com educação. Em muitas prefeituras, os livros para 2007 já chegaram. A palavra compromisso ainda viceja em muitos grotões do Brasil.

Por conta da correria, não tenho lido jornais ou assistido TV, o que parece ser muito saudável para a saúde psíquica. Tive que trazer minha cota de livros, pois livraria é algo que não existe no interior do Nordeste.

Em meio a esse vendaval de cidades e gentes, já vou perdendo as primeiras confraternizações deste final de ano. Domingo é o aniversário de Emília, ela já sabe como sou, nem esquenta. Domingo é também o dia da confraternização da nossa torcida desorganizada “Sanfona Coral”. Pelo andar da carruagem, parece que até a confraternização do Poço da Panela, minha eterna pátria espiritual, vou perder. Será a primeira vez, em cinco anos. Mas eu não me incomodo com essas coisas. Uma hora chego lá, puxo o banquinho, tomo umas com os amigos, e fica tudo certo.

Vou terminando o ano com as pata no mundo. Isso me deixa novinho em folha. É como se o cansaço físico devolvesse à alma o regozijo das vivências, dos olhares, dos sorrisos encantados das crianças, com os palhaços da Caravana. Vejo o povo brasileiro em sua infância. Queria tempo e espaço para relatar tudo o que tenho visto, escutado, presenciado. Vai ficar para janeiro, já que o Unicef pretende publicar minhas anotações de viagem.

Quando a poeira baixar um pouco, vou contar umas duas ou três histórias de crianças que andei encontrando, conversando e fotografando.

Fico por aqui. Vou ali, ver o ensaio do Côco Raízes de Arcoverde. Fiquem bem. Ou, como disse uma uruguaia ao velho amigo Gustavo, à saída de uma livraria, em Montevidéu:

“Merece-te!”

ps.não deixem de ler o blog do poeta Gustavo de Castro: www.razaopoesia.zip.net

Postado em Crônicas | 12 Comentários »

« Artigos anteriores