Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias

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Postagem 300

13 de julho de 2007, às 12:27h por Samarone Lima

Fui olhar agora no “blogger”, que é o editor deste meu blog, e tive um susto, mas um susto bom. Esta é a postagem de número 300!

Estava pensando em escrever um texto relembrando meus professores queridos, mas achei o número de postagens tão exagerado, que senti imediatamente uma preguiça fundamental, “estruturante”, como bem diz minha amiga Ana Luíza.

Me ocorreu mais agradecer pela imensa troca com os leitores. Faço deste espaço um lugar muito sagrado, onde posso contar sobre as coisas que vejo, vivo e sinto. Em alguns momentos consigo chegar perto do que quero dizer, em outros, fica apenas a intenção. Muita gente que lê eu jamais vi, não sei nem de onde estão acessando, e acho um mistério bom receber um email da minha amiga Haidée, que está no Chile, informando que recebeu um texto sobre a agressão policial ao Procópio, ocorrido aqui no Coque.

Outro dia, conversando com o velho Gustavo, disse que a crônica tinha sido uma das grandes descobertas da minha vida. Antes, eu transitava do jornalismo clássico, de reportagens mais densas, com fôlego, e trabalhava nos meus livros-reportagem. Na moita, escrevo sempre meus poemas, mas é coisa minha, mais o prazer de escrever mesmo.

Então veio a crônica, esta criatura que não tem formato certo, tamanho exato, onde o tema pode ser uma topada na calçada, um olhar esquecido numa parada de ônibus, restos e sobras do cotidiano, uma mãe que joga os umbigos dos filhos no Capibaribe, uma história de amor vivida por um amigo. Nem jornalismo, nem poesia. A vida em suas reentrâncias, falhas, dobras, fendas. A vida é tão imensa, cabe tanta coisa…

Hoje, eu queria reunir todos os meus leitores para uma grande farra. Na impossibilidade, mais tarde tomarei uma cerva com meu amigo Ailton, que trabalha comigo na Oficina da Palavra. Farei um brinde aos meus leitores.

Obrigado pela troca constante. Amanhã escrevo uma crônica pra valer. Hoje eu queria somente celebrar 300 encontros.

Samarone Lima

Ao Iramaraí, que me deu um esporro quando fiquei sem escrever e me mandou abrir um blog, e à minha professora de blog, Maksandra.

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