José, 8 quilos
Samarone Lima
Estou na estrada. Parada em Cruzeiro do Nordeste, para o almoço. Um menino pequeno, sorridente, se aproxima, pedindo dinheiro. Nunca dou dinheiro a crianças, em hipótese alguma. Dou um afago, um sorriso, pergunto se está estudando. Geralmente, rende uma boa conversa.
Comecei a escrever umas coisas no meu caderno, o menino pediu para escrever seu nome. Dei o caderno, ele ficou rabiscando seu “José”, mordendo a língua. Tinha no máximo cinco anos. Sua irmã estava à espera de umas cabras de sua avó, as únicas da região que esperam os carros passarem, para atravessar a pista. São as cabras mais sabidas de Pernambuco.
“Quantos anos você tem?”, perguntei.
“Oito”
“Oito? Oito não, está errado”.
O menino me olha e completa:
“É sim, me pesei na balança”.
Me lembrei daquele pequeno Josué, de Central do Brasil.
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15 de julho de 2008, às 1:57h
ai que lindo! quero conhecer josé!
16 de julho de 2008, às 18:11h
me lembrou uma poesia q eu fiz quando tinha 14 anos (e eu só fiz 5 ou 6 poesias na vida) exatamente sobre esse assunto, numa aula de história, depois de voltar de Pernambuco (Imortal! Imortal!) …
23 de julho de 2008, às 15:52h
OI sama! eu fiquei super feliz em saber que agora vc tem um site, menino que chique!!!!!!! é saiba que eu também estou SUPER CHIQUE !!! porque finalente tenho net em casa e a primeira coisa q fiz foi te add em meus favoritos, só para ficar mais pertinho de vc e matar a saldade que eu tenho daquelas boas gargalhadas, poesia e textos durante as manhães de terça e quintas feiras. um xerin fica com deus e se cuida !!!!!!
Bruna Gonçalves
27 de julho de 2008, às 22:40h
josé nos salva. e sama, que o vê e nos conta, nos salva também…