“Zé” disponível para fotocópia
Samarone Lima

Caros leitores,
Seguindo minha velha luta contra esse negócio de “direito autoral”, disponibilizei o livro “Zé- José Carlos Novais da Mata Machado, reportagem biográfica”, na xerox do senhor Coelho, ao lado da Universidade Católica (rua do Príncipe, 666, Boa Vista). Telefones dele: 9654.8034/8866.7676.
Podem copiar o livro na íntegra, sem pena. O Coelho também trabalha com encadernação e capa dura, coisa bonita mesmo.
Sou contra esse negócio de direitos autorais até que me provem o contrátio. “Zé”, por exemplo, é um livro que escrevi sobre um militante da Ação Popular que lutou e morreu combatendo pela liberdade. As pessoas que me deram depoimentos fizeram isso de forma gratuita, espontânea. Os arquivos públicos que consultei, não me cobraram nada. A família me entregou caixas de documentos sem ressalvas. A história não é minha, apenas contei. Não foi o dinheiro que me moveu, foi a paixão por uma história de amor e sonhos. Além disso, os direitos foram vendidos para o cinema. Se a questão for grana, ganhei uns trocados.
Acho mesmo que todo autor deveria liberar os direitos de seus livros, depois de no máximo cinco anos da publicação.
Como o Clamor está perto do fim da segunda edição, vou ver se consigo isso com a editora também.
Até hoje agradeço pelas milhares de páginas fotocopiadas que li, naqueles anos duros de UFPE e Católica.
Amanhã, posto crônica nova, falando das minhas impressões sobre as andanças por Agrestina, Sertânia, São José do Egito e Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. Não sei se Agrestinha é (do Sertão do Pajeú), mas isso aqui também não é guia de viagens.
Salve salve.
Postado em Crônicas |




12 de setembro de 2008, às 18:11h
mas escrever é uma arte!!! (pelo menos no seu caso) merece pagamento sim!
12 de setembro de 2008, às 19:49h
Obrigada por disponibilizar “Zé”, pq procurei em alguns lugares e não encontrei.Acho q o autor merece ser remunerado, mas concordo q depois de um tempo os direitos deveriam ser liberados, afinal vivemos em um país q estimula tão pouco a leitura. A isso alia-se o fato de livros serem caros para a maioria das pessoas.
O q você está fazendo é inclusão literária. Parabéns!
13 de setembro de 2008, às 4:59h
Sama, até pouco tempo atrás tinha algum exemplar do Zé disponível do http://www.estantevirtual.com.br.
Acho que o autor deveria receber muito bem pelo seu trabalho (pelo menos nos cinco anos que você sugere aí).Afinal, é ele quem mantém o faturamento das editoras.
Uma pergunta: tu entrevistaste o Márcio Borges, quando estava escrevendo Zé? No livro dele (Os Sonhos Não Envelhecem), sobre o Clube da Esquina, ele menciona a passagem de José Carlos, com esposa e filho pequeno, pelo Rio, pouco antes de ser assassinado
13 de setembro de 2008, às 11:55h
Júlio, você vai ver que aproveito um trecho do livro do Márcio Borges em “Zé” (citando a fonte, claro).
Sama
13 de setembro de 2008, às 17:45h
Aê Samarone, valeu mesmo cara, semana que vem eu passo lá na xerox…e vamos marcar para eu pegar contigo um exemplar de seu livro “O Estuário”.
13 de setembro de 2008, às 18:41h
Samarone,
vc não tem o livro no computador? Se tivesse, vc poderia transformá-lo em pdf e disponibilizá-lo via internet para a gente carregar o arquivo. abração.
14 de setembro de 2008, às 21:14h
Agrestina é… no Agreste
todas as outras cidades são Sertão do Pajeú…
faz assim, ó… pega o livro, coloca na internet e cobra R$ 1 para baixar.
(o Radiohead fez isso e deu certo)
:))
beijo