Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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“Zé” disponível para fotocópia

12 de setembro de 2008, às 10:49h por Samarone Lima

Caros leitores,

Seguindo minha velha luta contra esse negócio de “direito autoral”, disponibilizei o livro “Zé- José Carlos Novais da Mata Machado, reportagem biográfica”, na xerox do senhor Coelho, ao lado da Universidade Católica (rua do Príncipe, 666, Boa Vista). Telefones dele: 9654.8034/8866.7676.

Podem copiar o livro na íntegra, sem pena. O Coelho também trabalha com encadernação e capa dura, coisa bonita mesmo.

Sou contra esse negócio de direitos autorais até que me provem o contrátio. “Zé”, por exemplo, é um livro que escrevi sobre um militante da Ação Popular que lutou e morreu combatendo pela liberdade. As pessoas que me deram depoimentos fizeram isso de forma gratuita, espontânea. Os arquivos públicos que consultei, não me cobraram nada. A família me entregou caixas de documentos sem ressalvas. A história não é minha, apenas contei. Não foi o dinheiro que me moveu, foi a paixão por uma história de amor e sonhos.  Além disso, os direitos foram vendidos para o cinema. Se a questão for grana, ganhei uns trocados.

Acho mesmo que todo autor deveria liberar os direitos de seus livros, depois de no máximo cinco anos da publicação.

Como o Clamor está perto do fim da segunda edição, vou ver se consigo isso com a editora também.

Até hoje agradeço pelas milhares de páginas fotocopiadas que li, naqueles anos duros de UFPE e Católica.

Amanhã, posto crônica nova, falando das minhas impressões sobre as andanças por Agrestina, Sertânia, São José do Egito e Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. Não sei se Agrestinha é (do Sertão do Pajeú), mas isso aqui também não é guia de viagens.

Salve salve.

Postado em Crônicas | 7 Comentários »

7 Comentários

  1. livia sheila Disse:

    mas escrever é uma arte!!! (pelo menos no seu caso) merece pagamento sim!

  2. fernanda Disse:

    Obrigada por disponibilizar “Zé”, pq procurei em alguns lugares e não encontrei.Acho q o autor merece ser remunerado, mas concordo q depois de um tempo os direitos deveriam ser liberados, afinal vivemos em um país q estimula tão pouco a leitura. A isso alia-se o fato de livros serem caros para a maioria das pessoas.
    O q você está fazendo é inclusão literária. Parabéns!

  3. Julio Vila Nova Disse:

    Sama, até pouco tempo atrás tinha algum exemplar do Zé disponível do http://www.estantevirtual.com.br.
    Acho que o autor deveria receber muito bem pelo seu trabalho (pelo menos nos cinco anos que você sugere aí).Afinal, é ele quem mantém o faturamento das editoras.
    Uma pergunta: tu entrevistaste o Márcio Borges, quando estava escrevendo Zé? No livro dele (Os Sonhos Não Envelhecem), sobre o Clube da Esquina, ele menciona a passagem de José Carlos, com esposa e filho pequeno, pelo Rio, pouco antes de ser assassinado

  4. samarone Disse:

    Júlio, você vai ver que aproveito um trecho do livro do Márcio Borges em “Zé” (citando a fonte, claro).
    Sama

  5. Júlio César Disse:

    Aê Samarone, valeu mesmo cara, semana que vem eu passo lá na xerox…e vamos marcar para eu pegar contigo um exemplar de seu livro “O Estuário”.

  6. Artur Disse:

    Samarone,

    vc não tem o livro no computador? Se tivesse, vc poderia transformá-lo em pdf e disponibilizá-lo via internet para a gente carregar o arquivo. abração.

  7. bonina Disse:

    Agrestina é… no Agreste
    :)

    todas as outras cidades são Sertão do Pajeú…

    faz assim, ó… pega o livro, coloca na internet e cobra R$ 1 para baixar.

    (o Radiohead fez isso e deu certo)

    :) )

    beijo

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