Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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Aleatórias

24 de abril de 2009, às 16:41h por Samarone Lima

Dos meus velhos e inumeráveis cadernos cheio de anotações, frases e derivações sem rumo. Até segunda, se tudo correr bem.

**

“Eu era então um jovem muito infeliz. Imagino que os jovens têm gosto pela infelicidade; fazem de tudo para serem infelizes, e em geral conseguem. Descobri naquela época um autor que, sem dúvida, era alguém muito feliz. Deve ter sido em 1916 que topei com Walt Whitmanh, e senti vergonha de minha infelicidade. Senti vergonha porque tentara ficar ainda mais infeliz lendo Dostoiévsky”

(Jorge Luís Borges, in “Esse Ofício do Verso”)

“Só escrevo porque me ajuda a pensar”

(Macedonio Fernández -, não se onde ele escreveu isso)

“He encontrado el lugar justo donde se ponen las manos,

a la vez mayor y menor que ellas mismas.

He encontrado el lugar

donde las manos son todo lo que son

y también algo más.

Pero allí no he encontrado

algo que estaba seguro de encontrar:

otras manos esperando las mías”.

(Roberto Juarroz, Poesia Vertical, 1958)

“Investigo com a imaginação”

(Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego, obrigatório em qualquer biblioteca decente)

“Há pessoas que trabalham como se fizessem strip-tease. É uma exibição. Carrascos de horas, carcereiros de qualquer tempo livre. Sem a pasta 007 é como se estivesem despidos. Consideram-se secretários do mundo, imprescindíveis, insubstituíveis. Transformam escritórios em restaurantes, salas de trabalhos em senzalas, caprichando para feitores, suando para dentro e para fora”.

(Renato Carneiro Campos, o Gigante da crônica, em “Pessoas Suadas”, do estrondoso e necessário “Sempre aos Domingos”, editado pela Bagaço)

“No tienes nada y me darías un mundo. Te debo un mundo”.

(Antonio Porchia, en “Voces”)

“Para mi, el poeta que importa es un converso: he dado vuelta la vida, y con la vida en sí ha hecho más vida”.

(Roberto Juarroz, não me perguntem onde)

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