Sobras de viagem
Samarone Lima
Estava em Brasília, no bar Rayuela, conversando com várias pessoas no lançamento do livro do Marcelo, quando uma criatura ao meu lado, na mesa, me olhou e disse:
“Ai, eu não consigo ver você vendo futebol na TV, numa tarde de domingo…”
Eu quase respondi:
“Pois eu não consigo me ver sem futebol na TV, em todas as tardes de domingo”.
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Uma amiga da mesa trabalhava numa empresa importante, se vestia bem pacas, até que um dia, subiu no elevador com duas crianças desconhecidas. Quando foi saindo, escutou uma criança falar para a outra:
“Quando eu crescer, quero ser igual a essa mulher: poderosa e solitária”.
Minha amiga foi para o quarto do hotel, chorar bem muito sua solidão.
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Acabo de ganhar Veja, Placar e outras revistas de presentes. Estou no ônibus do Rio para Brasília. O sujeito ao meu lado lê tudo o que tem, até que fica sem nada. Lá pelas tantas, ofereço a Veja para ele ler. Daqui a pouco fico a ruminar comigo:
Que mal ele me fez para eu lhe oferecer drogas?
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Essa é do Edmundo, e é sarcástica:
“Quem morre cedo, não tem tempo de gravar disco ruim”.
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“Até para cair, o cara ajeita o cabelo”.
Comentário ácido de um torcedor do Fluminense, no Maracanã, sobre um lateral direito que parecia um modelo.
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“No jogo contra o Botafogo, as melhores jogadas foram os passes errados”.
(Do mesmo torcedor)
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Tordedor 1 – Porra, o Parreira tinha que mudar o time.
Torcedor 2 – Sim, mas o Parreira nunca faz o que a gente quer.
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“Não sirvo pra mais nada”.
Primeira frase que escutei no Rio de Janeiro, em visita recente, dita por um cara que sofreu um acidente de moto.
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“Há ausências que triunfam”.
(Canção com a impossível Chavela Vargas, bálsamo para o espírito)
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Para os amantes do futebol.
Maior público pagante no Brasil:
Dia 31.08.1969. Brasil 1 x 0 Paraguai. Eliminatórias da Copa de 1970.
Pelé fez exatos 1.282 gols, e não vi nenhum ao vivo.
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Essa me contou um dono de boteco, em São Paulo.
Disse que o pai tinha um filho que ficou muito rico, e que era esnobe. Certo dia, o pai falou que o tinha tratado bem, dado educação, e que não o deveria tratar daquela forma, tão esnobe. O filho olhou o pai e disse:
“Então bote no papel aí, veja quanto custou tudo, que passo um cheque agora. Dinheiro eu tenho de sobra”.
O pai respondeu:
“Você quer saber quanto me deve? Case e tenha um filho”.
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Nota aos leitores:
É para uma pesquisa existencial-metafísica minha. Quem for comentar algo nesta pequena postagem, peço que por favor acrescente três sugestões de blogs e sites interessantes. Ivanzinho pode começar.
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