derivações
Samarone Lima
O viver é o que me importa. O que me dá gozo. Constâncias e inconstâncias. Como se. Como ser. Como. Chego a um momento da vida em que jardinesco. Eu flor, eu pássaro. Parado no ar. Eu, Dadá Maravilha. Eu, querendo fazer do miúdo o pó celestial. Eu, que caminho com Walt Whitman. Celebro esta manhã meu cadarço de Kichute da oitava série. Eu e meu Conga. Eu e meu Congo.
Filio-me à vida. Cadastro-me de fato no inesgotável. Sombreio a existência. Eu, que tantos desertos migrei. Não é felicidade o que busco, é a vida em seu ponto de ebulição. O amor, então, submete-se à vida. Ao maior. É quando as bolhas sobem, anunciando. Bolhas nos pés, nos ossos, nos desvãos. O tremor de ser, de respirar. A tempestade. O silêncio que atordoa e sara. O silêncio que aleija. A bênção por não pedir o que se quer. Celebro as veias, unhas, o pêlo recém nascido. Até o fim, a bandeira tremulando. Até depois do vento.
Perdão aos que calham de tanto romantismo.
A vida é mais importante que o amor.
Postado em Crônicas |
13 Comentários »




5 de junho de 2009, às 16:13h
para mim faz muito sentido!
abraços,
5 de junho de 2009, às 19:55h
o dia q eu me convencer que a vida é mais importante que o amor, minha terapeuta me da alta. óò
5 de junho de 2009, às 20:19h
também, sama, com whitman…
5 de junho de 2009, às 20:37h
Amor é vida…Cada um na sua “medida”
Vida sem amor….
Amor sem vida…..
Separar impossível!!!! Se complementam
Ab.
6 de junho de 2009, às 0:53h
Aqui não era lugar de crônica? tá valendo poesia agora, é? avisa antes para a gente ficar preparado. Um abraço caroneiro (quando quiser, a sua disposição).
6 de junho de 2009, às 12:32h
É o amor, aquele que faz misérias.
Beijo
6 de junho de 2009, às 13:30h
Separar o amor da vida, Sama? Acho que não tem graça, razão, motivo…
Como diz em Coríntios 13, da Bíblia.
“Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda ciência; ainda que eu tenha tamanha fém a ponto de transportar os montes, se não tiver amor, nada serei…
6 de junho de 2009, às 22:42h
Samarone cabisbaixo,
Camarone de bicuda,
Samarone nao amarra o laco,
Camarone num bate nem muda,
Samarone poeta cego,
Camarone jogador burro.
EU SOU UM POETA. E para os que nao entenderam as entranhas da poesia acima, ai vai uma dica: Samarone esta para Machado de Assis assis (nao assim) como Camarone esta para Roger Milar.
6 de junho de 2009, às 22:49h
Camarone amigo do peito
Samarone poeta mudo
Camarone so tem um defeito
Samarone tomou um cascudo
Camarone nao canta e nao dorme
Samarone nasceu arretado
Camarone peitou o respeito
Samarone calou o passado.
POESIA nao serve pra nada. E Sama ta certo, a vida sera sempre mais importante que o amor. Os peixes que o digam.
7 de junho de 2009, às 0:15h
O diabético se priva de mel
o hipertenso é privado de sal
o que será quem se priva de amor?
amorbético?
hipoamado?
Tão pior é quem se priva de sexo.
Bem pior é ser assexuado
7 de junho de 2009, às 18:12h
a vida pode ser mais importante, mas o amor é essencial. Como pode uma coisa menos importante dar tanto sentido a uma coisa maior…? Complicado…
8 de junho de 2009, às 16:23h
(entrei sem querer neste site)
o amor à vida…a paixão de viver!!
10 de junho de 2009, às 9:48h
Sama, como diria um amigo “chega me arrupiei todo!”… hahahah
Valeu pelo texto…