Como não lançar livros
Samarone Lima
Às vezes é bom o cara se benzer ante de sair de casa, especialmente se for para ele lançar algum livro. Desde a semana passada fui escalado para participar de debates e lançamentos do livro “A cabeça do futebol”, editado pela Editora Casa das Musas, e no linguajar popular, não estou dando uma dentro. Poderei até escrever um tratado: como não lançar livros, em três lições.
Foram três lançamentos até agora (Recife, São Paulo e Rio). O quarto será sexta-feira (19.06), aqui em Brasília, onde estou.
Dei uma dentro no Bar Mamulengo, no Recife, semana passada. Foi tudo lindo. Amigos, três dos 27 autores do livro (é uma coletânea de textos com gente saindo pelo ladrão), alegria, biritas, animação. Vendemos uma penca de livros. Fiquei até com cãimbra na mão direita, de tantos livros que dediquei.
Em São Paulo, fiasco completo. Cheguei quando o lançamento já tinha acabado. Três autores foram, mas sequer os encontrei. Não deu quase ninguém, por causa do caos que tomou conta da cidade, com 293 km de engarragamento. Pense numa fila com 293 km de carros, e verás o tamanho da bronca. Além disso, o local era longe, bem longe.
O lançamento no Rio foi ontem, terça-feira, no Barra Shopping. Pensem num lugar longe. Fica uns dois dias depois.
Cheguei, perguntei ao vendedor onde era o lugar do lançamento, ele não sabia. Mau presságio. Depois, ele voltou e me apontou uma mesa. Não tinha um cartaz, um aviso, um exemplar do livro.
Fiquei por ali, comendo minhas pitombas, sem alarde. O negócio era às 19h.
Como nada aconteceu, até às 19h30, cheguei à concusão de que dera com os burros n´água. Procurei o mesmo vendedor, expliquei que tinha vindo do Recife especialmente para o lançamento, ele foi lá dentro, voltou e me informou:
“Senhor, é que o autor traria os livros para o lançamento”.
Ou seja, se em São Paulo tinha livros mas faltava gente, no Rio, não tinha livros nem gente.
Me despedi, peguei o ônibus de volta pra casa. Por que diabos não me avisaram que era para levar os livros, foi o que pensei.
Confesso que nem estou chateado nem nada. Graças a esses lançamentos, pude assistir São Paulo 1 x 1 Santo André, no Morumbi (no camarote da Revista Placar), e Fluminense 0 x 0 Grêmio, no Maracanã, com o velho e bom Zeca. Além disso, revi amigos, andei um bocado, comprei livros. Isso é bom para a cuca.
Cheguei hoje a Brasília, após 16 horas de viagem na Itapemirim. O lançamento aqui está marcado para sexta-feira próxima. Se tem algum amigo aqui na capital, por favor, compareça ao evento, nem que seja para bebericar um vinho, na Livraria Cultura do Casa Park.
Acabo de saber da primeira baixa: O Cláudio Machado, fulgurante integrante do Blog do Santinha, viajou. Minha esperança agora é Laércio Portela, se o presidente Lula o liberar.
Imperdível
Hoje à noite (sexta-feira), no Bar 01, será lançado o livro “Histórias que nos Sangram”, do ilustre Geraldo de Fraga. É a estréia literária do ex-roqueiro, com histórias de arrepiar. Um comparecimento em massa será importante, porque o lugar é fácil de chegar, o autor estará no local, e os livros já estão até autografados. Já fui informado que o quarteto de alexandria estará presente: Magro Valadares, Marcel Tito, Bruno Fontes e o próprio Geraldo.
Bar 01 (Rua Tomazina, S/N, Recife Antigo)
Fone do autor (para entrevistas, chat, programas na TV etc)
Geraldo de Fraga
(81) 8824 3762
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