Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima


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Como não lançar livros

17 de junho de 2009, às 10:29h por Samarone Lima

Às vezes é bom o cara se benzer ante de sair de casa, especialmente se for para ele lançar algum livro. Desde a semana passada fui escalado para participar de debates e lançamentos do livro “A cabeça do futebol”, editado pela Editora Casa das Musas, e no linguajar popular, não estou dando uma dentro. Poderei até escrever um tratado: como não lançar livros, em três lições.

Foram três lançamentos até agora (Recife, São Paulo e Rio). O quarto será sexta-feira (19.06), aqui em Brasília, onde estou.

Dei uma dentro no Bar Mamulengo, no Recife, semana passada. Foi tudo lindo. Amigos, três dos 27 autores do livro (é uma coletânea de textos com gente saindo pelo ladrão), alegria, biritas, animação. Vendemos uma penca de livros. Fiquei até com cãimbra na mão direita, de tantos livros que dediquei.

Em São Paulo, fiasco completo. Cheguei quando o lançamento já tinha acabado. Três autores foram, mas sequer os encontrei. Não deu quase ninguém, por causa do caos que tomou conta da cidade, com 293 km de engarragamento. Pense numa fila com 293 km de carros, e verás o tamanho da bronca. Além disso, o local era longe, bem longe.

O lançamento no Rio foi ontem, terça-feira, no Barra Shopping. Pensem num lugar longe. Fica uns dois dias depois.

Cheguei, perguntei ao vendedor onde era o lugar do lançamento, ele não sabia. Mau presságio. Depois, ele voltou e me apontou uma mesa. Não tinha um cartaz, um aviso, um exemplar do livro.

Fiquei por ali, comendo minhas pitombas, sem alarde. O negócio era às 19h.

Como nada aconteceu, até às 19h30, cheguei à concusão de que dera com os burros n´água. Procurei o mesmo vendedor, expliquei que tinha vindo do Recife especialmente para o lançamento, ele foi lá dentro, voltou e me informou:

“Senhor, é que o autor traria os livros para o lançamento”.

Ou seja, se em São Paulo tinha livros mas faltava gente, no Rio, não tinha livros nem gente.

Me despedi, peguei o ônibus de volta pra casa. Por que diabos não me avisaram que era para levar os livros, foi o que pensei.

Confesso que nem estou chateado nem nada. Graças a esses lançamentos, pude assistir São Paulo 1 x 1 Santo André, no Morumbi (no camarote da Revista Placar), e Fluminense 0 x 0 Grêmio, no Maracanã, com o velho e bom Zeca. Além disso, revi amigos, andei um bocado, comprei livros. Isso é bom para a cuca.

Cheguei hoje a Brasília, após 16 horas de viagem na Itapemirim. O lançamento aqui está marcado para sexta-feira próxima. Se tem algum amigo aqui na capital, por favor, compareça ao evento, nem que seja para bebericar um vinho, na Livraria Cultura do Casa Park.

Acabo de saber da primeira baixa: O Cláudio Machado, fulgurante integrante do Blog do Santinha, viajou. Minha esperança agora é Laércio Portela, se o presidente Lula o liberar.

Imperdível

Hoje à noite (sexta-feira), no Bar 01, será lançado o livro “Histórias que nos Sangram”, do ilustre Geraldo de Fraga. É a estréia literária do ex-roqueiro, com histórias de arrepiar. Um comparecimento em massa será importante, porque o lugar é fácil de chegar, o autor estará no local, e os livros já estão até autografados. Já fui informado que o quarteto de alexandria estará presente: Magro Valadares, Marcel Tito, Bruno Fontes e o próprio Geraldo.

Bar 01 (Rua Tomazina, S/N, Recife Antigo)

Fone do autor (para entrevistas, chat, programas na TV etc)

Geraldo de Fraga

(81) 8824 3762

Postado em Crônicas | 20 Comentários »

20 Comentários

  1. Leo Pinheiro Disse:

    Opaa!

    Que hora será o lancamento??

    Sou de Recife, mas vivo nesta Capital da República.

    Entao vamos lá!

    Abraco

  2. naire Disse:

    Sama,
    Acho que continuas seguindo o mesmo rastro…. dá uma olhada no entorno. Aliás, acho que não vai adiantar muito, principalmente, em Brasília, pois corno aí é o que não falta.
    kkkkkkk!!!!
    Beijo

  3. Ítalo M. R. Guedes Disse:

    Caro Samarone,
    Morei por alguns meses no Recife, de agosto a dezembro do ano passado. Tornei-me então seu leitor cativo. Desde janeiro moro aqui em Brasília e talvez tenha agora a oportunidade de o conhecer pessoalmente. Faltou informar que horas será o lançamento. Grande abraço.

  4. Ivanzinho Disse:

    Sama,

    Me diz a hora e o local. Chego em BSB na sexta. Farrapei no Mamulengo, mas aí vc garante pelo menos a venda do meu izemplá.

  5. Antonio Notin Disse:

    Lancamento de livro
    comentario safado
    o cus-cus ta no prato
    o canario vazado
    Eu nao canto a moda
    nem falo assobio
    mas o tal Samarone
    Reclama mais que o piu-piu

    EU SOU UM POETA. POESIA NAO SERVE PRA NADA.

  6. deyse Disse:

    Boa sorte, meu querido!

  7. Ana de Fátima Disse:

    Oi Samarone, espero que seja um sucesso.

    Parabéns!

    Abraço. Ana

  8. Clébio Júnior Disse:

    Obrigado pela parte que me toca hehehe…

    Eu ainda não posso ser considerado amigo mas somos irmãos das três cores, e estarei lá.

    Abraços.

  9. Tião Disse:

    Caro Samarone: é muito bom saber que neste momento, agorinha mesmo, você está aqui, respirando o mesmíssimo ar seco que a gente, esse bando de nordestinos que abastecem a alma lendo o Estuário sob o céu de Brasília. Não sou daqui (sou potiguar, amigo de seu amigo Gustavo), mas me sinto plenamento autorizado a lhe dizer: sinta-se em casa, a cidade é sua e o lançamento vai redimir os percalços das outras capitais.

  10. anonimo Disse:

    adorei

  11. Yvette Disse:

    Quando será esse lançamento aqui em Salvador?
    bj

  12. Samarone Lima Disse:

    Vamos por parte, como diz o esquartejador:
    Ítalo: O lançamento em Brasília será às 19h, na Livraria Cultura, no Casa Park. Eu preferiria num boteco, mas sou voto vencido na editora;
    Ivanzinho: O lançamento será na Livraria Cultura, no casa Park, ora bolas;
    Tião: obrigado pelas boas-vindas, eu me sinto em casa em Brasília, dado ao número de nordestinos por plano piloto quadrado;
    Yvete: O lançamento em Salvador depende somente de algum sopro de interesse dos muitos baianos que adoro: Fabão, Zizi, Carol Caracol, Gabriela, Renata camarotti, fora outras pessoas queridas e especiais, que me ajudaram pacas e tatus no lançamento de Clamor, em 2003.

    Caramba, isso não é mais um comentário, já é quase uma nova postagem! Câmbio, desligo.

  13. Geraldo de Fraga Disse:

    Valeu pela força, Sama.
    vou deixar meu e-mail.
    geraldodefraga@gmail.com

  14. Antonio Oliveira Disse:

    Samarone, sou um velho professor, que hoje tenho o privilégio aqui de conversar sobre literatura com o Cristiano Ramos, da TVU. E comentei com ele sobre seu texto sobre os “idiotas da subjetividade”. E ele me sugeriu usar o PC para escrever as coisas que eu expressei no papo. Como um tímido sem volta, gostaria desde já de pedir desculpa pelo logo texto que coloquei lá na sua crônica, e solicitar que não tome como crítica, pois vocês são jovens que admiro, e quero estimulá-los, nunca reprimi-los.

    Abraço.

  15. Romero Disse:

    Sama,
    Tem um grupo de tricolores e de leitores de seus blogs aguardando ansiosamente o lançamento do livro e sua presença em Fortaleza! Já tem até discurssão para saber que bar iremos tomar umas após o lançamento!
    Abraços!

  16. GEYSON MONTE Disse:

    OI NOBRE SAMA,

    OS “AMIGOS DE COPO” DO PRINCESA ISABEL TORNAM-SE GRATOS PELO RECEBIMENTO DO EXEMPLAR QUE VOCÊ ENVIOU DO LIVRO “A CABEÇA DO FUTEBOL”, LANÇADO RECENTEMENTE. MUITO TRABALHO E SUCESSO, SÃO NOSSOS VOTOS.

    ABRAÇÃO FRATERNO,
    GEYSON MONTE

  17. samarone Disse:

    Romero (o do comentário 15), seria maravilhoso um lançamento em Fortaleza, até porque minha mãe está numa dor de cotovelo braba.
    Mande contatos, para articularmos algo.
    Samarone

  18. Tatiana Disse:

    Vc estava lindo e irradiante no lançamento do livro em Brasília. Valeu ter ido !!!! (ps: vc não me conhece).

  19. Wellington de Melo Disse:

    Acho que o rastro de corno ainda tá valendo…

  20. Werther Disse:

    E aê Sama?! Rapaz esse mundo é cheio de arrodeio mesmo. Eu precisei ir em Salvador para reencontrar esse teu blog, por intermédio de Renata Camarotti. E de lá ficar conversando sobre seu Vital e outras amenidades do nosso universo comum. Abração e até qualquer dia por aí.
    PS: Achei muito merecido o rastro de corno que voce pisou. Quem mandou ir pra Sampa no dia do jogo da seleção no Mundão do Arruda. rsrsrsr

Conversinhas

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