Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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Anotações de um autor com seu novo livro – por algumas horas

15 de julho de 2009, às 8:54h por Samarone Lima

Tem coisas que acontecem comigo que só rindo mesmo.

Ontem, depois de um ano e meio de luta com o texto, com os cadernos de anotações, de vai pra lá vem pra cá nas milhares de correções, de recusas oficiais de duas editoras, fora outras três que não responderam, e a aprovação da Casa das Musas, meu livro sobre Cuba ficou pronto. Se chama “Viagem ao Crepúsculo”. O Gustavo, um dos editores, fez das tripas coração para me antecipar dois exemplares, por Sedex, e às 14h30, cheguei ao prédio onde moro, para buscá-lo.

Não podia ser num momento mais simbólico. Fui praticamente arrastado pelo artista plástico Félix Farfan, para um debate com ele sobre Cuba, com uma turma de jovens que participam de atividades no Centro Tecnológico de Cultura Digital Nascedouro de Peixinhos.  Félix, na sexta-feira passada, abriu a Exposição Fotográfica Tr3s/V3z3s/Cuba. Uma bela exposição só com fotos de sua viagem recente a Cuba.

Foi aquele momento mágico, tão aguardado para quem escreve. Abri o envelope do Sedex, olhei, cheirei, vi a capa, a bela foto do Beto Figueiroa, peguei os livros, mostrei ao Farfan, que dirigia e olhava o livro.

Rolou o debate com os jovens, mostrei os exemplares, correu de mão em mão, e eu torando um aço, com medo de que alguém pedisse um exemplar com muito carinho, um presente. Prometi deixar um na Biblioteca Nascedouro semana que vem.

O restante do dia eu fiz duzentas coisas, fui a vários lugares, mas sempre com aquela alegria guardada, só minha. Chegar em casa, tomar um banho, fazer um café, sentar num lugar confortável e olhar tudo com calma, ver a orelha, dedicatórias, ficha técnica, ler alguns trechos. A lambição.

Chego em casa 23h30 e faço tudo o que prometi. Estou exausto.

Então abro a mochila e vejo que esqueci os dois exemplares em algum lugar que não lembro, justamente porque passei a tarde e noite com ele à mão, para olhar de vez em quando.

Ou seja, por algumas horas, fui um autor com seu novo  livro. Como amanhã viajo para trabalhar no Festival de Inverno de Garanhuns, retornando somente dia 25, terei que me contentar com a lembrança das poucas horas com “Viagem ao Crepúsculo” às mãos.

Se alguém encontrar dois exemplares do meu livro novo, favor devolver, que será bem gratificado. Ficarei com um e darei o outro de presente.

Adriana Dória, querida, foi mal. O primeiro exemplar da Imprensa seria o teu…

Ps. O lançamento será dia 5 de agosto, no Bar Mamulengo, Recife Antigo.

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