Anotações de um autor com seu novo livro – por algumas horas
Samarone Lima
Tem coisas que acontecem comigo que só rindo mesmo.
Ontem, depois de um ano e meio de luta com o texto, com os cadernos de anotações, de vai pra lá vem pra cá nas milhares de correções, de recusas oficiais de duas editoras, fora outras três que não responderam, e a aprovação da Casa das Musas, meu livro sobre Cuba ficou pronto. Se chama “Viagem ao Crepúsculo”. O Gustavo, um dos editores, fez das tripas coração para me antecipar dois exemplares, por Sedex, e às 14h30, cheguei ao prédio onde moro, para buscá-lo.
Não podia ser num momento mais simbólico. Fui praticamente arrastado pelo artista plástico Félix Farfan, para um debate com ele sobre Cuba, com uma turma de jovens que participam de atividades no Centro Tecnológico de Cultura Digital Nascedouro de Peixinhos. Félix, na sexta-feira passada, abriu a Exposição Fotográfica Tr3s/V3z3s/Cuba. Uma bela exposição só com fotos de sua viagem recente a Cuba.
Foi aquele momento mágico, tão aguardado para quem escreve. Abri o envelope do Sedex, olhei, cheirei, vi a capa, a bela foto do Beto Figueiroa, peguei os livros, mostrei ao Farfan, que dirigia e olhava o livro.
Rolou o debate com os jovens, mostrei os exemplares, correu de mão em mão, e eu torando um aço, com medo de que alguém pedisse um exemplar com muito carinho, um presente. Prometi deixar um na Biblioteca Nascedouro semana que vem.
O restante do dia eu fiz duzentas coisas, fui a vários lugares, mas sempre com aquela alegria guardada, só minha. Chegar em casa, tomar um banho, fazer um café, sentar num lugar confortável e olhar tudo com calma, ver a orelha, dedicatórias, ficha técnica, ler alguns trechos. A lambição.
Chego em casa 23h30 e faço tudo o que prometi. Estou exausto.
Então abro a mochila e vejo que esqueci os dois exemplares em algum lugar que não lembro, justamente porque passei a tarde e noite com ele à mão, para olhar de vez em quando.
Ou seja, por algumas horas, fui um autor com seu novo livro. Como amanhã viajo para trabalhar no Festival de Inverno de Garanhuns, retornando somente dia 25, terei que me contentar com a lembrança das poucas horas com “Viagem ao Crepúsculo” às mãos.
Se alguém encontrar dois exemplares do meu livro novo, favor devolver, que será bem gratificado. Ficarei com um e darei o outro de presente.
Adriana Dória, querida, foi mal. O primeiro exemplar da Imprensa seria o teu…
Ps. O lançamento será dia 5 de agosto, no Bar Mamulengo, Recife Antigo.
Postado em Crônicas |
17 Comentários »




15 de julho de 2009, às 9:01h
me lasquei… Sama tinha prometido um dos livros de presente…
15 de julho de 2009, às 10:15h
se pra quem compra livro novo, a alegria já é enorme – o cheiro, as páginas lisinhas, as letras diferentes a cada editora… e se já temos o cuidado de ler a orelha, a ficha técnica, os créditos… tudo, antes de mergulhar mesmo na história…
imagino pro autor do livro!
=)
tomara q vc encontre logo!
15 de julho de 2009, às 11:24h
Agora resta esperar os outros livros…
imagino seu desapontamento.
Abs, Elianne.
Qdo for lançar, mande o material que eu coloco nos meus espaços- o twitter está bombando- há gente interessante lá- tipo -maurício stycer.
15 de julho de 2009, às 12:00h
Presença confirmada aqui, dia 05 de agosto, no Bar Mamulengo.
E boa sorte na busca pelos livros. hahaha
Abração, meu querido.
15 de julho de 2009, às 12:00h
Poxa.Je suis désolé.
15 de julho de 2009, às 12:32h
Que pena Sama….
Acho que vc vai encontrar….
Presença no lançamento confirmada
Abraço. Ana
15 de julho de 2009, às 12:59h
Imagino como deve ser emocionante terminar um livro… Bom, já que estamos na contagem regressiva dos dias para o lançamento, que tal o senhor nos informar também o horário?! Assim a gente conta os minutos e segundos. Risos.
15 de julho de 2009, às 13:32h
Je suis aussi désolé
15 de julho de 2009, às 13:43h
Samarone, a que horas será o lançamento?
15 de julho de 2009, às 22:20h
Rapaz, parece que quase ao mesmo tempo em que você recebia seu tão esperado exemplar, GUSTAVO passava aqui no meu trabalho e deixava um pra mim, com aquela cara de recém-saído da gráfica. Fiquei felizão (GUSTAVO deixou o livro e se mandou, a secretária da redação foi quem entregou mas entendi tudo; mais tarde o encontrei nos corredores da Câmara e pude agradecer). Não perdi o meu “Viagem ao Crespúsculo”, mas cadê tempo para pelo menos iniciar a leitura? No sábado, uma minitemporada de férias começa e planejo submergir na leitura ao mesmo tempo em que afundo nas águas quentes das piscinas superlotadas de Caldas Novas, aqui na vizinhança de Goiás. Parabéns por mais uma batalha vencida. E que venham os próximos, com clichê e tudo.
16 de julho de 2009, às 1:29h
Amigos, o lançamento será dia 5, às 19h03.
Tião, mata-me de inveja. Só poderei ver meu livro dia 27 de julho, pois.
Mas é a vida. Espero que alguém que encontrou os livros tenha pelo menos lido.
Saludos a todos.
Samarone
16 de julho de 2009, às 16:28h
É muito mé…
17 de julho de 2009, às 9:23h
Parabvéns pelo novo livro, se encontrar os 2, prometo devolver 1, se encontrar 1, leio e devolvo, se não encontra nenhum… te encontro no mamulengo.
abraços,
17 de julho de 2009, às 17:23h
Caro Sama
Lamentavelmente estou atrasada nas minhas leituras para com o Estuário…mas hj venho aqui pra comentar os elogios feitos pela EDUCADORA incrível Cida Nogueira a sua pessoa hoje em sala de aula.
“Agradeci” os elogios em ato reflexo, como se te conhecesse e fossemos amigos. Fui traida pelos meu desejo e pela “amizade” e carinho de leitora do estuario a sei lá quanto tempo…
ana lisa
19 de julho de 2009, às 10:34h
Queria eu achar esses livros! Tem problema não. Dia 05 encontro o meu, que é teu…
19 de julho de 2009, às 22:12h
Não encontrei teus livros e, pelo visto, também não vou poder ir ao lançamento. Acho que é minha sina: perder lançamentos.
Sorte, Sama. Sucesso!!
Abração.
Magna
22 de julho de 2009, às 0:12h
Poesia escrita em 15 segundos, tipo aqueles jogos de xadrez bem rapidos jogados no central park em NY. Ja viste Sama? Nao achas uma boa ideia?
Aqui vai a minha poesia de 15 segundos:
LIVRO SABIXAO, COMEU E TE DEIXOU NA MAO
CATANDO O CALANGO DO MATO
VIROU O CACHORRO APESTADO
O TRICOLOR FICOU ASSEMBELHO
E NUNCA MAIS OLHOU O ESPELHO
FICO NAO VOU NAO CURTO
TOU PUTO E NU NUM MURO
poesia nao serve pra nada.