Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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O livro, esse mundo, esse mistério

30 de julho de 2009, às 14:57h por Samarone Lima

Recebi segunda-feira a caixa com os 111 exemplares de “Viagem ao Crepúsculo”, meu novo livro (Editora Casa das Musas). O lançamento será na próxima quarta, dia 5 de agosto, no Bar Mamulengo, Praça do Arsenal, todos convidados.

Então começou  o mistério. O autor, por mais que tenha se dedicado, trabalhado duro, revisado, cortado, acrescentado, nunca sabe como chegará aos leitores. Estes dias antes do lançamento oficial são como uma zona intermediária entre luz e sombra. O destino do livro é sempre incerto. Nenhum autor pode dizer que sabe até onde ele vai chegar.

Alguns episódios fazem parte da minha jornada. Perdi os dois exemplares iniciais que me chegaram. Depois, um jornalista teve seu livro surrupiado na própria redação. Saiu uma nota na coluna social, e os amigos se apressaram em telefonar.

Breves encontros para entregar um exemplar a quem me ajudou. Homero Fonseca, um dos primeiros entusiastas, Inácio França, meu velho companheiro de lidas jornalísticas, outros que nem sabem ainda o quanto me ajudaram, e constam nos agradecimentos.

Tudo acertado com o Bar Mamulengo, o velho e bom Moura vai providenciar uns “Mojitos” e um tira-gosto feito de banana assada. Coisa de agrado, para começar a noite. Depois, cada um se vira, porque a editora é pequena, e o autor não anda lá essas coisas para bancar vinho e garçom.

Ontem, conversas com amigos jornalistas. Um deles já leu, lembrou algumas cenas. Hoje, a Gabi, que trabalha comigo, disse que ficou lendo em voz alta para o namorado, até alta noite. Isso me toca. Ler algo em voz alta para o namorado envolve sentimento e atenção.

Cada livro é um mundo, um mistério. Estou agora mergulhado nele.

Por caminhos que a vida cuida de traçar por conta própria, por esses dias estamos formando um grupo que vai conseguir finalmente criar uma biblioteca comunitária no Poço da Panela. A casa já foi escolhida, estamos agora fazendo o convite aos anjos e guardiões. Naire já aceitou. Bebeth, Marcus Galindo, Luzilá, Lourival e outras almas abençoadas haverão de se chegar.

Quem quiser levar alguns exemplares a título de doação, para a noite do lançamento, os moradores do Poço vão agradecer um dia.

Há quarto dias procuro a Bebeth, para entregar o exemplar dela, mas a mulher só quer saber do Mãe Coruja.

Vou parar, que estou ficando sentimental.

Ps. Para quem não puder ir – a partir de amanhã, o livro estará sendo vendido no Mamulengo.  Custa R$ 30,00.

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