Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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Regra da vida

19 de julho de 2009, às 13:04h por Samarone Lima

Debaixo de uma chuva fina, aqui em Garanhuns, e ainda embalado pelo violoncelo de Antonio Meneses (Sonata para Cello em Lá Maior), na Catedral de Santo Antônio, peço ajuda ao Fernando Pessoa para os escritos do dia. Como dizia um amigo argentino, acompanhem-se.

Regra é da vida que podemos, e devemos, aprender com toda a gente. Há coisas da seriedade da vida que podemos aprender com charlatães e bandidos, há filosofias que nos ministram os estúpidos, há lições de firmeza e de lei que nos vêm no acaso e nos que são do acaso. Tudo está em tudo.

Em certos momentos muito claroes da meditação, como aqueles em que, pelo princípio da tarde, vagueio observante pelas ruas, cada pessoa me traz uma notícia, cada casa me dá uma novidade, cada cartaz tem um aviso para mim.

Meu passeio calado é uma conversa contínua, e todos nós, homens, casas, pedras, cartazes, e céu, somos uma grande multidão amiga, acotovelando-se de palavras na grande procissão do Destino.

(Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, Companhia de Bolso, p.333)

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Encontros

17 de julho de 2009, às 22:34h por Samarone Lima

Festival de Inverno de Garanhuns. Entre o frio e o frenesi, abrimos hoje aqui a Casa da Palavra (bem-vindos, Av Santa Rosa, 490). Trabalhamos às pampas, mas conseguimos abrir hoje o espaço, com uma justa e atenta homenagem ao grande jornalista e escritor Ronildo Maia Leite. Sua esposa, Isa, veio paraa abertura. Fotos, objetos, livros, videocrônicas, tudo arrumado em uma casa que vai abrigar, até o dia 25, o mundo da palavra que nos for possível.

Já no final da manhã, converso mais com Isa sobre esse mundo das despedidas, especialmente as mais longas, coisa que conheci de perto com minha tia-avó. O Ronildo, mesmo já bastante debilitado, em alguns momentos dizia que iria se arrumar para ir ao jornal, onde passou uma vida

Essas coisas comoventes. Minha tia-avó dizia que queria ir para casa, que sua mãe a tinha visitado. De certa forma, já se encontravam.

À noitinha, chega o senhor Mauro Souza Lima, 77 anos, amigo de Ronildo e fundador do Jornal de Garanhu. Me disse que Ronildo foi apelidado, na mocidade, “Doutor Caneta”. Foi autorizado pela empresa Parker para consertar canetas, e seu chefe resolveu lhe dar uma bata branca de presente.

Um homem de bata branca que salva canetas só podia mesmo ser o “Doutor Caneta”.

Só pela exposição, acho que valeu a pena. Pouco depois, quatro criaturas ensaiam para o espetáculo “Vozes Femininas”, que será apresentado amanhã, às 17h. Poetas desfilavam pela casa. Pessoa, Carlos Pena Filho, Ascenso Ferreira.

Encontros sempre estão acontecendo nesse mundo. Gosto de reparar nisso. Amém.

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Anotações de um autor com seu novo livro – por algumas horas

15 de julho de 2009, às 8:54h por Samarone Lima

Tem coisas que acontecem comigo que só rindo mesmo.

Ontem, depois de um ano e meio de luta com o texto, com os cadernos de anotações, de vai pra lá vem pra cá nas milhares de correções, de recusas oficiais de duas editoras, fora outras três que não responderam, e a aprovação da Casa das Musas, meu livro sobre Cuba ficou pronto. Se chama “Viagem ao Crepúsculo”. O Gustavo, um dos editores, fez das tripas coração para me antecipar dois exemplares, por Sedex, e às 14h30, cheguei ao prédio onde moro, para buscá-lo.

Não podia ser num momento mais simbólico. Fui praticamente arrastado pelo artista plástico Félix Farfan, para um debate com ele sobre Cuba, com uma turma de jovens que participam de atividades no Centro Tecnológico de Cultura Digital Nascedouro de Peixinhos.  Félix, na sexta-feira passada, abriu a Exposição Fotográfica Tr3s/V3z3s/Cuba. Uma bela exposição só com fotos de sua viagem recente a Cuba.

Foi aquele momento mágico, tão aguardado para quem escreve. Abri o envelope do Sedex, olhei, cheirei, vi a capa, a bela foto do Beto Figueiroa, peguei os livros, mostrei ao Farfan, que dirigia e olhava o livro.

Rolou o debate com os jovens, mostrei os exemplares, correu de mão em mão, e eu torando um aço, com medo de que alguém pedisse um exemplar com muito carinho, um presente. Prometi deixar um na Biblioteca Nascedouro semana que vem.

O restante do dia eu fiz duzentas coisas, fui a vários lugares, mas sempre com aquela alegria guardada, só minha. Chegar em casa, tomar um banho, fazer um café, sentar num lugar confortável e olhar tudo com calma, ver a orelha, dedicatórias, ficha técnica, ler alguns trechos. A lambição.

Chego em casa 23h30 e faço tudo o que prometi. Estou exausto.

Então abro a mochila e vejo que esqueci os dois exemplares em algum lugar que não lembro, justamente porque passei a tarde e noite com ele à mão, para olhar de vez em quando.

Ou seja, por algumas horas, fui um autor com seu novo  livro. Como amanhã viajo para trabalhar no Festival de Inverno de Garanhuns, retornando somente dia 25, terei que me contentar com a lembrança das poucas horas com “Viagem ao Crepúsculo” às mãos.

Se alguém encontrar dois exemplares do meu livro novo, favor devolver, que será bem gratificado. Ficarei com um e darei o outro de presente.

Adriana Dória, querida, foi mal. O primeiro exemplar da Imprensa seria o teu…

Ps. O lançamento será dia 5 de agosto, no Bar Mamulengo, Recife Antigo.

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Perfil sentimental de Gomes, o garçom voluntário do Princesa

13 de julho de 2009, às 13:58h por Samarone Lima

Gomes é um dos únicos garçons voluntários que conheço no Brasil. Na verdade, o único. Trabalha no bar Princesa Isabel desde 2.000, quando voltou de São Paulo, aposentado. Costumo chamá-lo de “Robertilha”, mas ele pediu para não botar na manchete. Ficaria muito chamativo.

“Um dia, saiu uma reportagem na TV, mostrando os caras que gostam de trabalhar de graça. No Brasil, inteiro, eram três. Comigo são quatro”, conta Robertilha, digo, Gomes, já no começo da entrevista.

Perguntei se ele tinha sofrido muito, com a morte do Michael Jackson.

“E então. Não tem quem supere ele”.

O nome da fera é José Gomes dos Santos, tem 59 anos. Formação industrial. Senai e Escola Técnica de São Bernardo do Campo. Inspetor de qualidade, ajustador de máquina, foi para São Paulo em 1978, na época em que Lula estava botando quente. Nosso amigo furou greve pacas. Motivo: era o chefe.

“Vi o Lula de perto, fazendo discurso. Ele era tão desenrolado, que agora é presidente”.

Gomes aponsentou-se aos 46 anos. Diz que começou muito cedo, aos 10 anos. Foi seminarista por um tempo.

“Sei a missa toda em latim”, diz.

Peço para ele dizer uns trechos.

“Adideum culetifica juventude mer”, diz.

A única doisa que entendi foi o final, que se refere à juventude. “Mer” deve ser “melhor”. Juventude melhor.

“A tradução eu não sei”, diz.

Continua:

“Dominus uobrisqui…”

Acho que essa ele inventou na hora. O mais importante é que ele desistiu de ser padre, mas guardou o livrinho da missa em latim. A ordem era a dos Carmelistas, em Triunfo, mas suspeito que nem a ordem está certa. Os Franciscanos é que dominaram Triunfo. A Igreja perdeu um padre arretado – não sabe a tradução do latim, e nem a ordem pertenceu.

Para encurtar a história, ele ficou 21 anos em São Paulo, trabalhou pacas, e voltou para o Recife. Se instalou na Rua do Riachuelo, ali pertinho, e voltou a frequentar o Pricesa Isabel, bar que existe há décadas.

“Eu bebia aqui novinho”.

A partir de 2.000, começou a ajudar Seu Azevedo e Dona Nice, os proprietários.

“Vim de livre arbítrio”, diz.

Às 5h, ele acorda vai ao bar, liga as freezer (não sei como é o plural de freeezer, me perdoem), volta para casa, deve cochilar mais. Volta às 10h, para o expediente. Lava as mesas, cadeiras, limpa o balcão, até que mais tarde Seu Azevedo chega com as compras.

Lá pelas tantas, começam a chegar os clientes. Gente que vai tomar uma para almoçar, ou simplesmene almoçar, ou simplesmente tomar uma. Gomes despacha, anota tudo, soma contas, recebe. Vai tratando de tomar os primeiros goles, que ninguém é de ferro.

“O que eu bebo e como, anoto tudo, como um cliente normal”.

À tarde, vai em casa cochilar. Dificilmente fica direto, mas acontece. Às vezes tem ataques de estrelismo, fica meio chato, mas é uma vez por mês. É bom nem ligar. No dia da entrevista, ele tinha tomado umas garapas, misturou as informações sobre datas de viagens, os períodos em São Paulo, meu trabalho ficou muito difícil. Fora o bafo.

“Eu adoro aqui. Melhor do que estar em casa”.

Como diria um grande amigo – é nada…

Aproveito que Gomes sai para comprar gelo e confirmo as informações com Seu Azevedo.

“Quando a gente viaja, ele é quem toma conta. O que ele faz aqui, não é por interesse não”.

Comento com Seu Azevedo:

“Tem dia que ele está meio chato, né?”

“É”.

Seu Aze3vedo é o dono do Princesa Isabel há 25 anos.  Faz 74 anos em fevereiro de 2010.

“Aqui, tem as amizades para brincar, beber”.

Mas tem o bafômetro e a saúde. Ultimamente, Azevedo bebe somente na sexta.

“Tomo meu whisky com tônica. Depois, vou pra casa e durmo que é uma beleza…”

De vez em quando, aparece um interessado em comprar o  Princesa.

“Às vezes tenho vontade de vender, mas quando aparece gente para comprar, fico todo arredio”.

Deus te ouça.

Os clientes mais antigos são Roberto e Itapetin, da Compesa. Anos de copo. Dona Nininha também trabalha há muitos anos na cozinha. Sugestão: nunca chegue com uma peninha na orelha. Dona Nininha tem pavor de qualquer tipo de penas, arriscado sair correndo.

Daqui a pouco Gomes volta, com dois sacos de gelo. Informa que prefere ser chamado de “Gomes de Azedo”. Se Dona Nice souber disso…

A sopa do final da tarde é muito boa, custa R$ 2,50 e vem acompanhada de um pão novo. Te miúdo, cozido, charque no feijão, essas coisas.

Pergunto o preço do whisky a Seu Azevedo, para informar aos meus leitores, mas Robertilha, perdão, Gomes, chega de repente e diz:

“Tás pobre, é, para ficar perguntando o preço das coisas?”

De vez em quando ele bebe com o cliente, mas separa sua parte. Fuma que só uma caipora.  Desconfio que ele não contou tudo. Vou tentar mais uma entrevista, desta vez sem bebida.

ps. tentarei postar uma foto amanhã, de Gomes em ação.

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Redundâncias e parábolas

7 de julho de 2009, às 17:15h por Samarone Lima

Aos 40, olho para um lado, olho para o outro, e descubro que sou um ser absolutamente redundante. Vou aos mesmos bares, frequento os mesmos cantos, faço os mesmos programas, as mesmas promessas, gosto sempre das mesmas conversas, dos mesmos amigos, e fica por isso mesmo. Acho que já me acostumei comigo.

Desde 2000, quando comecei a frequentar o Alto José do Pinho, minha cabeleireira se chama Eliete. Não tem jeito. Nosso santo bateu, ela sabe o jeito que eu gosto, sabe que não é para cortar muito, que não carece de mexer na barba, que isso, que aquilo. Resumindo, a criatura sabe das minhas manias e manhas.

Ao longo de quase uma década, arrisquei outros profissionais do ramo e tomei sovas fantásticas. Uma vez, a professora Lucidélia, perto do Natal, resolveu dar um trato no meu pelo, e fiquei parecendo uma mistura do Michael Jackson com Jackson do Pandeiro. O problema é que cochilei durante o corte, e quando acordei, ela tinha cortado apenas um lado. Me deu vontade de chorar com tanta feiura, mas era tarde, faltava ela acertar o outro lado.

Passei um mês escutando aquela frase fabulosa:

“Mas quem foi que fez isso no teu cabelo?”

O problema é que às vezes desencontro de Eliete (a mulher se muda quase todo mês), e o cabelo vai ficando uma moita. Domingo passado, depois de três desencontros, ela me atendeu, em sua casa nova. Como sempre, se espantou com o tamanho, disse que estava muito seco, e rapidinho uma moça estava passando shampoo, cremes etc.  O marido de Eliete, apesar de rubronegro, é boa gente, me ofereceu umas doses de Pitucilina, e o tira-gosto foi galinha caipira.

Fiquei nesse bem-bom, Eliete cortou direitinho, deixou no ponto, paguei R$ 6,00 e fui tomar uma cerva em Seu Biu.

Então chegamos à redundância dos bares. No Recife, acho que tem uns 457 bares, porque a turma aqui bebe pacas. Pois bem, se fecharem todos eu nem ligo, contanto que preservem as seguintes relíquias:

Bar de Seu Vital (Poço da Panela);

Bar de Seu Abdias (Poço da Panela);

Caldinho do Biu (Alto José do Pinho);

Bar Princesa Isabel (Centro, junto ao parque 13 de Maio).

Não sei o que é. Trata-se do ambiente, do tratamento. Gosto de entrar num bar e ter alguém conhecido para estender a mão, conversar uma água. Gosto de ter uma mesa. Gosto de ter o privilégio de conhecer a cozinheira, de não passar vexame em caso de pendura. Nenhum desses que acabo de citar, trabalha com cartão de crédito.

Em Vital, sou amigo até dos reis (Walter, Davi, Diazepan, Naná e o próprio Vital, reis da troça “Os Barva”). Além disso, Seu Vital coloca meus livros para vender, cobrando 10% de taxa. Posso beber uma cerveja numa mesinha na calçada, sentindo a brisa do Poço da Panela, uma dessas coisas boas da vida. O Bar de Seu Abdias é lá dentro do Poço, à beira do rio, e vou menos, porque a turma bebe mais dia de domingo, depois da pelada. Sou meio esquisito, não tenho vontade de beber depois de jogar.

O Caldinho do Biu é onde tem o melhor peixe do Recife, fora os caldinhos e o feijão. O ruim é voltar dirigindo, porque é tudo ladeira, e lá embaixo pode ter os guardas com bafômetro. Seu Biu é muito boa gente, fora o Flávio, seu filho, com aquela voz de locutor, dizendo “tudo bem, Marone, tudo bem”.

No Princesa Isabel, tem a turma de sempre, parece até que o bar tem condôminos. Fico sentado, lendo, escrevendo, olhando a paisagem, e de vez em quando surge uma novidade. Edinho outro dia sustentou a tese de que esse negócio de estudar Inglês é uma furada.

“Basta o camarada saber esculhambar, agradecer ou pedir, em qualquer língua, que ele se vira. O resto vem por osmose”.

Quero saber qual o bar do Recife o sujeito pode se dar ao luxo de tomar uma cerveja de 600 ml por R$ 2,60, com o ventilador no três, e ainda escutar explicações filosóficas como essa de Edinho.

Na época da Livro 7, eu só vivia lá. Para mim, foi uma das maiores tragédias culturais do Recife, a quebra da velha livraria, que ajudou tanta gente.

Sou um sujeito que precisa de uma livraria para chamar de sua. Gosto de saber o nome dos vendedores, da conversa fiada, se vai para o próximo jogo do Santa. Tem a Poty, mas está cada vez pior andar naquela Conde da Boa Vista. Chego lá, o Felipe vem com aquela conversa que não vai nem volta, daqui a pouco o sujeito está com um livro formidável nas mãos. Na Poty, deixei já livros em consignação na maior tranquilidade, e torço para que eles se mudem logo para o local onde funcionava a Livraria Síntese, porque fica bem perto do Princesa Isabel.

Eu estava até avançando na Livraria Cultura, tinha um vendedor supimpa, um camarada culto e muito gente boa, que dava ótimas sugestões de leitura, mas fui lá ontem, ele tinha saído, acho que foi demitido. Eu fico pouco à vontade com gente eficiente demais, e os camaradas que trabalham na Cultura são eficientes demais, acho que estou atrapalhando.

Minhas redundâncias passam por todas as áreas da vida. Sou cativo do Mercado de Casa Amarela. O rapaz que conserta minha chuteira e eventuais rasgos nas bolsas, fica ao lado da igreja do Cabo de Santo Agostinho. Infelizmente, briguei com o cara que me vendia máquina de datilografia velha, no Cabo. Mas foi até bom, porque já estava com nove máquinas, e isso começa a virar transtorno mental, o que poderia me levar a um tratamento com a psicóloga Emília.

Sobre futebol, melhor não comentar. Deixei de ir ao Arruda com Naná, porque ele se atrasava muito, e eu sempre ficava nervoso com isso. Uma vez, quase briguei com Emilia por causa disso. A pessoa não pode ser normal, se  age normalmente, em dia de jogo decisivo. Agora vou sozinho, paro sempre na mesma barraca, onde uma senhora gentil, de olhos tristes, vende 555 cigarros por minuto. Fico ali, olhando o movimento, reparando no movimento da torcida do Santa, até que resolvo entrar. Me benzo logo que passo a catraca.

Fico no mesmo canto no estádio, junto ao fosso, encostado naquele ferrinho, perto do meio campo. Tenho certeza absoluta que o bandeirinha escuta todos os impropérios destinados a ele e suas gerações passadas e futuras. Até hoje me dói não terem deixado a torcida invadir o campo, naquela gloriosa jornada de 2005, quando fomos campeões. Eu já estava pronto para dar o pulo. Iria recolher um pedaço da grama de lembrança.

Mas tem gente pior que eu. Tenho um amigo que vai para o ataque, quando o Santa está atacando, e vem para o lado da defesa, quando a pressão está grande. Ele diz que é capaz de tirar bolas perigosas, e cabeceia junto com nosso atacante.

Mas não vou nem falar o nome dele, porque o sujeito gosta mesmo é dos bares da moda e nem é redundante.

Eu gosto mesmo é das redundâncias e parábolas.

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