Previsões e anotações
Samarone Lima
Criar um nome no skype. Criar um bom dia menos careta. Aceitar finalmente os pedidos para aderir ao facebook. Botar minha face no meu book predileto. Abrir uma conta no Orkut. Fechar a conta do Bradesco. Entender finalmente a lógica do twitter. Botar uma tweeter melhor no som do carro. Descobrir o maravilhoso das redes sociais. Dormir mais na rede social da sala. Postar minhas filmagens no youtube. Postar as cartas noturnas que nunca mais escrevi. Aprender a baixar música. Aprender a baixar o tom nas discussões. Aprender a baixar filme. Aprender a baixar o vidro. Postar mais no blog. Me irritar menos com meu bloco de Carnaval. Ver o MySpace. Deixar dessa frescura de “meu espaço”. Ver como comprar no sebo virtual. Abrir um sebo de verdade. Buzz. Não sei do que se trata. “Reputação é tudo na rede social Naymz”.
“Não posso ver porque estou sem óculos e nem quero botar” (Fernando). “O prato mais sofisticado que comi foi sardinha Coqueiro” (Ibdem). “Escrevente: Aquele que sabe escrever, mas não é escritor” (Roland Barthes). “Quando se ama, combate-se, porque se combate a apatia do outro para fazê-lo tornar-se aquilo que ele é, isto é, mais singular, porque o que procuramos nele é sua singularidade, e o outro tem sempre a tendência de renunciar à sua singularidade” (Bernard Stiegler, salvo engano). “Em arte, de nada serve o método, mais vale a loucura” (Alfred Döblin, romancista autor de Berlin Alexanderplatz, em 1929).
“Existem coisas que não existem, mas que “consistem”, e são as coisa mais importantes” (Bernard Stiegler). “Acredito que as coisas que não existem, consistem” (Ele, de novo). “…é melhor perder o paraíso por uma falsa maçã vermelha do que pelo fruto do saber seco, verdadeiro” (Cabrera Infante, Três Tristes Tigres).
Quase não vou aos gerúndios/nem aos particípios. Bom é olhar teu rosto fosforescente/ Nuvens são apenas adensamentos de lágrimas que evaporam/Sim. às vezes me canso de ti, me lembro de ti/ Por tua causa desfaço as manhãs, as malas/Na esperança de outro amanhã/ Vou caminhando, cheio de gerúndios.
E finalmente, concordo inteiramente como Charles:
“O estado do belo é um duelo em que o artista grita de medo antes de ser vencido”.
Hasta la vista. Deixa pra lá.
Postado em Crônicas |
9 Comentários »




23 de fevereiro de 2010, às 20:20h
Gostei para caralho!!! Literatura hoje, hein, meu velho? Amanhã, nos encontramos no Inter x Chelsea
24 de fevereiro de 2010, às 8:53h
Que é que é isso? Tudo muito profundo p/uma manhã de quarta-feira. Enfim, valeu a saculejada.
24 de fevereiro de 2010, às 8:56h
Não entendi nada, mas gostei de ver o site com crônica nova. Demore muito não!!!
24 de fevereiro de 2010, às 9:09h
Surtou de vez, foi?
Acho que estou quase lá. Nada de novo no front. Tédio, apenas isso.
Beijo
24 de fevereiro de 2010, às 10:48h
Sama comeu o bolo de Sandrinha.
24 de fevereiro de 2010, às 11:37h
NOBRE SAMA,
HOJE VOCÊ RESOLVEU PEGAR PESADO, HEIN??? VALEU MESMO!!!
ABRAÇÃO FRATERNO,
GEYSON MONTEIRO
24 de fevereiro de 2010, às 14:30h
fazia tempo q eu nao passava por aqui… adorei a parte dos gerundios…
25 de fevereiro de 2010, às 1:37h
Provocações, reflexões, interrogações…Parece uma lista de tarefas inadiáveis, mas que a correria do dia-a-dia, impede de executá-la; ou uma exigência da pós-modernidade (?), quem não está numa rede qualquer (eu ainda prefiro a da minha varanda, que à noite é facim, facim, vislumbar a lua e as estrelas, além do vento delicioso que invade tudo sem pedir licença), é um excluído das “tic´s”, um pré-histórico…
Mas ainda bem que no meio desse (en)trançado que é a vida, o mundo… Existe a poesia e o Estuário!
E la nave vá!
Abrazo!
P.Szão:
Sabe que eu particularmente curto imenso as intervenções dos leitores? Porque cada um põe a sua inferência, o seu sentimento, a sua carga cultural, a sua expeiência, e essa colcha de retalhos magnífica em que se transforma a sessão dos comentários, parece que sustenta os textos de quem escreve… Ou resumindo: multiplica os sentidos e os significados do/a escrito/a.
25 de fevereiro de 2010, às 10:04h
Boca,
Você, como sempre, lúcida.
Adorei a observação sobre os “coments”, o sentimento dos leitores. Perfeito. Como eu própria digo: não diga mais nada hoje.
Beijo