Teoria e Método + Divulgação do livro novo
Samarone Lima
Nota do autor
Nesta quinta-feira (4/03), estarei no bar Prozac, em Natal, lançando meu “Viagem ao Crepúsculo”, a partir das 19h.
Na sexta (5/03 – lógico), participarei de um debate na Rádio Jornal AM com Plinio de Arruda Sampaio e Maurílio Ferreira Lima sobre “A esquerda, hoje”. Vou falar é sobre meu livro, isso sim.
Uma leitora querida mandou o link para escutar o programa. O linque da tua entrevista no JC: http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/02/28/not_367842.php (é só clicar em cima que abre direto, viu?)
O sítio da rádio JC, e é só clicar na coluna à esquerda, no nome do Geraldo Freire: http://jc3.uol.com.br/radiojornal/canal.php?canal=43 (idem)
Mas voltemos ao texto original. Não botei outro novo por causa desse tumulto do livro novo. Se o cara não se esforçar, o livro mofa na editora e o prejuízo é grande.
***
Tinha uma matéria na faculdade que me fazia sofrer terrivelmente – Teoria e Método de Pesquisa. Fora a experiência da reprovação em matemática, na quinta e oitava séries, foi o período da vida em que me senti mais burro. Eu não captava a teoria, nem desenvolvia um método. Não sei até hoje como terminei o curso de Jornalismo, se tínhamos a cadeira de TV por quatro semestres seguidos. Essas loucuras que não entendo. Quatro cadeiras de TV e nenhuma de filosofia ou literatura.
Disso resultou uma enorme dificuldade com as teorias, em geral, e com os métodos. Desenvolvi duas alternativas no que se refere ao meu ofício, que é escrever. Criei uma especulação e um jeito de escrever.
Hoje mesmo, acordei já pensando em uma crônica nova, mas me faltava o tema. Entrou a especulação. Uso meu instrumento básico de trabalho, que são as cadernetas e cadernos, que são muitos. Estão cheios de frases, cenas, observações, inutilidades. Tenho também cadernos com inúmeros recortes de jornal, com notícias estranhas e inusitadas. Fora isso, tenho um chamativo para malucos e pessoas que adoram me contar suas vidas em cinco minutos. Eu também tenho uma vasta coleção de inutilidades, que servem muito para a escrita.
Exemplo. Ontem, fiquei sabendo que o Brasil tem um Ministério do Esporte no Gelo. Não confirmei com minhas fontes em Brasília, mas deve ser verdade. Pensei em escrever sobre isso, mas me faltou elegância e astúcia. Fica para depois.
Passada a fase da especulação, chego ao jeito de escrever. Tenho o meu, cada um tem o seu. O principal é escrever sobre o que gosto. Como já tem muita gente escrevendo sobre os problemas do Brasil e do mundo, tento ir para a vida cotidiana, que é meu grande assombro. Só de vez em quando entro nesses litigios maiores, porque também não estou vivendo sem interagir, e muitas coisas me doem.
O melhor horário, disparado, é de manhã. De preferência, bem cedo. Quanto mais cedo, melhor. Como tenho minhas esquisitices, sou um cearense radicado em Pernambuco que bebe chimarrão quase todo dia de manhã. Estou aqui, portanto, com a cuia e a garrafa térmica. Os amigos nunca deixam faltar a erva-mate em suas viagens. Adriana Dória me trouxe recentemente uma erva argentina que era uma delícia, mas já acabou.
Teve uma época em que eu só escrevia de madrugada. É ótimo, mas o cara cansa muito no outro dia. Na época de Casa do Estudante, eu varava as noites em claro, com a ajuda do Nescafé. Eu também fumava, mas como só gostava de cigarro forte, o Derby, a essa altura, meus pulmões já estariam pifando. Hoje em dia, só fumo quatro cigarros, nos dias dos jogos do Santa Cruz. Dois no primeiro tempo, dois no segundo.
Escrever crônica é uma delícia, mas é preciso ter cuidado. Se a pessoa ficar falando demais dela, começa a ficar chato. Morro de medo de ficar chato. Se ficar também só fazendo análises, críticas, acaba ficando repetitivo. Para mim, o grande mestre da crônica continua sendo o Rubem Braga. Daqui de Pernambuco, o Renato Carneiro Campos me encantou com um livro magistral, “Sempre aos Domingos”.
Adoro escrever crônicas. É uma conversa com os leitores. Me divirto e, de certa forma, me realizo. Não dependo de nenhum meio de comunicação para me comunicar com as pessoas. Acabei de olhar no contador interno de Estuário. Esta crônica é a de número 580. Uma leitora está fazendo uma seleção rigorosa, para transformar em livro. É bom que ela faz a seleção e me manda comentários filosóficos, sociológicos, articulando com seus pensadores prediletos. Eu fico todo cheio de bossa, mas isso dura cinco minutos.
Com livro, trata-se de uma batalha. Leva tempo, cansa, dá trabalho. O sujeito sofre. Levei cinco anos na pesquisa e escrita de “Zé”, meu primeiro livro. É preciso das uns descontos, porque a primeira versão eu perdi integralmente. A segunda, creio, ficou melhor. Depois veio “Clamor”, que durou uns três anos. A batalha maior, comigo, é para definir como vou contar a história. O “como” me atormenta muito. O primeiro capítulo é meu maior sofrimento. São dias, semanas, meses, até achar o tom, o jeito. Quando ele fica pronto, o primeiro capítulo, desenho mentalmente a estrutura dos capítulos, anoto num caderno, e aos poucos, vai nascendo.
O livro de Cuba, por exemplo, me custou um ano e meio de trabalho puxado. Só consegui acertar o prumo quando decidi o seguinte – vou tentar levar o meu leitor comigo, pelas ruas de Havana.
O grande problema de quem escreve é tempo. Sempre falta tempo. Eu queria muito ter um mecenas, alguém rico que me desse uma bolsa de trabalho por uns três anos, mas os ricos do Brasil vão para Miami gastar o dinheiro todo lá, nunca tive essa sorte.
Mas um dia a gente para de reclamar, deixa de besteira, porque tem que sobreviver, pagar as contas etc. Adotei o método de escrever todo dia um pouco. Mesmo que 30 linhas de um texto. Cada dia um pouquinho. Assim, o sujeito vai construindo algo. Nessa luta, já vou com meus quatro livrinhos, e estou muito satisfeito com o andar da carruagem.
É claro que o retorno dos leitores é uma maravilha. Aqui em Estuário, tem o espaço dos comentários, que geralmente me dão muitas alegrias. Leio todos, até porque vão direto para minha caixa de email. É bom ver a diversidade de opiniões, de visões. Fico feliz. Geralmente respondo, mas não sei se as pessoas querem resposta, querem mais só comentar mesmo.
Os livros são outro tipo de retorno. Um amigo disse que só chorou com dois livros na vida: “Zé”, e “Meu pé de laranja-lima”. Achei sensacional, estar ao lado de “Meu pé de laranja-lima”, porque chorei com o filme, quando era pequeno. Outro mandou um email dizendo que começou a ler o livro sobre Cuba e se empolgou tanto, que passou da parada. Só se o cara for muito besta, para dizer que não se importa com isso, esses afetos cheios de bondade.
Fora a especulação e o método, algo me move profundamente – a teimosia. Sou teimoso pacas. Taurino turrão, me disseram outro dia. Estou numa pesquisa sobre um livro que começou em 1992. São 18 anos de luta paciente, coleta de informações, visitas a arquivos etc. Mas é bom ver que ele está se tornando realidade. Semana passada escrevi o capítulo 13. Tem dia que não consigo pegar no texto, mas fico remoendo aqui no cabeção, pensando nas cenas, só aguardando a hora de ficar com ele. Acho que a vida fica muito menos chata quando a gente tem uma teimosia dessas para dar conta.
Bem, eu tinha pensado inicialmente em escrever sobre o Ministério do Esporte no Gelo. Acabei mergulhado nessas reflexões e manias, um pouco dos bastidores da minha criação.
No fundo, eu queria mesmo era agradecer aos leitores que passam por cá, leem e deixam uma notinha ao pé da página.
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36 Comentários »




1 de março de 2010, às 10:58h
O cronista traduz o cotidiano cru em algo que ultrapassa a singeleza e aparente irrelevância dos fatos… é o olhar apurado que transforma o banal em obra… tu além de amigo precioso é um sabio cronista. Nunca faltará palavras para tu nem para Alan Resnais… Veja “Erva Daninha”. Bjo e saudades sempre
1 de março de 2010, às 11:36h
Desabafou, num foi, nego!
Gosto de tu, e tu sabes.
Beijo
Naire
1 de março de 2010, às 12:23h
Sama,
gosto desses teus textos em que escreves como se fosse uma boa conversa de amenidades.
olha acho que muitos dos leitores gostam de respostas, mas se fosses responder a todos talvez não tivesses mais tempo para escrever, ai aos poucos, deixarias de ter novos leitores.
Abraços,
1 de março de 2010, às 14:00h
e eu queria agradecer por poder ter acesso a palavras tão simples e tão profundas. Por histórias, reflexões, momentos de parar e pensar.. nesta loucura do dia-a-dia.
1 de março de 2010, às 15:26h
Li e deixo esta notinha agradecendo pelas linhas.
1 de março de 2010, às 15:53h
Ainda bem que você esqueceu do Ministério do Esporte no gelo e escreveu sobre o bom da vida, que é mesmo escrever…
Acabei de ler “Viagem ao Crepúsculo”, e até o citei em um questionário da faculdade, na disciplina de Português Instrumental.
É que entrei recentemente para o curso de jornalismo na Unicap – (que tem cadeira de TV por quatro semrestres), e na primeira atividade da tal matéria, como forma de conhecimento, havia uma questão da seguinte forma:
Cite os três últimos bons livros que leu, e justifique por quê?
Então, o seu estava lá. A justificativa foi bem simples…
Um relato fiel e emocionante, sobre uma viagem prometida e tão esperada, a Cuba, além de que o autor do livro escreve muito bem.
Não é verdade?
1 de março de 2010, às 19:16h
Samarone, vc adora e sabe escrever e a gente adora te ler. Simples!!!
1 de março de 2010, às 19:40h
Eu gosto mesmo quando tem uma cronica falando do Poco da Panela.Aquele lugar tem uma enegia muito positiva so tenho boas lembrancas.
1 de março de 2010, às 22:49h
Sempre que preciso de conforto e aconchego procuro tuas palavras, Samarone.
1 de março de 2010, às 23:52h
escritor, teimosia
cantando na cassarola
ela vai ele vem
a pistola nao tem fim
livro na escola
nunca foi nem nunca sera.
POESIA EH UMA MERDA. NAO SERVE PRA NADA. POETA EH UM SER EXCROTO QUE NAO PRODUZ NADA DE UTIL PRA HUMANIDADE. POESIA EH TAO FACIL Q ATE EU FACO EM 30 SEGUNDOS.
2 de março de 2010, às 0:59h
Aqui é mesmo uma “Babel”, cada um com sua língua, com sua pátria nos dedos. E os comentários proliferam como abelhas na colméia…
E vim pela enésima vez, ler o Estuário hoje, que só para não perder a linha, o estilo, está transbordando poesia, e me deparo com o comentário acima, e achei interessante, o leitor comparar o poeta (qualquer que seja ele) com um “excroto”, e quiçá, no Brasil e no mundo, todo poeta seja um “excroto”, isso quer dizer que o artista deixa a categoria de pobre -materialmente falando -, de mal vestido, de sujo, de um sem grana, paupérrimo viajante em vagões vazios, por nao poderem pagar a passagem; para a categoria dos endinheirados, já não são mais “crotos”, mas “excrotos”, será que é isso que o leitor acima quis dizer? Ou será que se refere ao gênero de plantas, ‘genus croton’, da ‘taxonomia de Carlos Linneo; ou ainda, deixaram de ser trabalhadores cemiteriais (os coveiros)? Enfim, não tenho a mais ínfima idéia do que se passava na cabeça do leitor, quando ele bradou aqui no Estuário, seu sentimento diante da poesia, porque resgatando Hegel (certamente o leitor acima sabe de quem falo e porquê falo), ele diz que “a poesia é a fundação do homem mediante a palavra”, daí fiquei sem entender qual a relação dele com a poesia; acho que é para contrapor mesmo, que tipos monstruosos seríamos, se nos faltasse a poesia nossa de cada dia; porque sinto profundamente que a poesia construída, sentida, e repartida entre todos aqui, através da generosidade do homem das letras, o escritor Samarone Lima, serve de sopro, nos dias saáricos; de ungüento, nos dias de dores e desamores; de alimento, nas nossas fomes; de água de beber, que alivia toda a sede e secura do corpo e da alma; de céu azul nos nossos dias nebulosos. Acredito que a participação dos leitores, essa interação sadia, com o escritor, são de certo modo, respostas para as suas deambulações. Sim, gostamos pacas de lê-lo, o que escreves, caro Samarone, muitas vezes dota de sentidos o nosso dia, que acordou tão acanhado e cheio de feiúras. Nós somos quem agradecemos a vossa gentileza em nos permitir mergulhar nas águas do seu Estuário, e sairmos leves, com o espírito alimentado de esperanças.
Abraço!
P.S.
Ia até comentar sobre a teoria e o método, mas …
2 de março de 2010, às 9:19h
Samarone, há muito visito este blog, desde a época que era blogspot, mas nunca tive coragem de deixar nenhum comentário, talvez por preguiça, ou porque não sabia o que escrever. Mas depois dessa crônica, fiquei motivado e gostaria de te agradecer por esses 5 minutos, quase que diários, em que leio, viajo, me emociono, dou risadas “da largura da boca”, como diz minha amiga Joana. Enfim, é muito bom ter esse refúgio.
Entre as minhas crônicas favoritas estão a do Cordão umbilical, que não me lembro o título, era uma que a mãe jogou o cordão umbilical dos filhos no rio, porque queria que eles fosse cidadãos do mundo e a outra é uma linda também, que é uma visita sua a UNICAP depois de 20 anos, acho que o título dela é “tempo”.
Grande abraço, e como eu deve ter vários anônimos, que lêem e vão caladinhos embora.
2 de março de 2010, às 10:18h
Tiago (do comentário 10):
Caçarola se escreve com “ç” e escroto (bolsa que contém os testículos) não se escreve com X.
Você pode até fazer poesia da pior espécie em 30 segundos, mas é cada canelada na língua portuguesa, que eu vou dizer.
Recomendo você começar a respirar melhor com Walt Whitman.
Samarone
2 de março de 2010, às 11:41h
tem uns meninos aqui em casa desde ontem procurando um tal de Eric. o q eu digo a eles?
2 de março de 2010, às 11:44h
Em tempo: acho q não existe esse ministério dos esportes no gelo. O q existe é uma confederação. Aliás, duas. Uma do gelo e outra da neve, o que é menos ruim – mas ainda esquisito.
2 de março de 2010, às 12:23h
Samarone, graças a Deus você desistiu de escrever sobre o tal Ministério do Esporte no gelo, e escreveu essa belíssima crônica sobre as coisas do dia adia. Sou seu fã desde que você foi na faculdade por intermédio da professora Ana Braga.
Abraço
2 de março de 2010, às 12:47h
Você, Samarone. Você é um puta cronista. Eu tenho realmente que ler o estuário diariamente pra ver se aprendo.
grande abraço
2 de março de 2010, às 18:01h
que maravilha. adorei
2 de março de 2010, às 22:05h
Ainda bem que você não era bom em teoria e método. Perdemos, talvez, mais um ensaista ou colunista desses especializados em nada.
Ganhamos um cronista e um cantinho para ler e enlevar a alma.
3 de março de 2010, às 10:38h
Muito legal mesmo esse breve ensaio sobre o método desenvolvido na tora. A gente acaba desenvolvendo esses métodos próprios, provavelmente impossíveis de serem aplicados por outras pessoas. É um jeito da gente se organizar no meio da desorganização.
3 de março de 2010, às 10:41h
O pobre Tiago (deveria ser com Th, mas não é)pensa que fazer poesia é botar uma palavra em cima da outra, o bichinho…
O coitado não consegue nem escrever direito, imagine pensar.
3 de março de 2010, às 10:42h
Paulo Bono é todo modesto…
3 de março de 2010, às 13:54h
Cara….jogaste bem, hein! Saudades! Quando aparece por aqui? Esse Thiago está plagiando um outro leitor que comenta sempre aqui no Estuário – pelo menos as palavras e conteúdo são 99,99% iguais. Quando eu estiver com tempo eu procuro nas crônicas anteriores e digo…sei que te devo uma crônica….hei de transcrever e mandar…sabe retornando de férias….probleminhas mis para serem resolvidos….enfim, passei aqui para deixar um “xêro”. Esse Paulo Bono….Grande beijo! Y
3 de março de 2010, às 15:51h
Mandou bem Sama, reforcando o comentario do Boca, as aguas do teu Estuario lavam nosso espirito. Abraco!
4 de março de 2010, às 9:10h
Lembrei o nome do plagiado por Tiago: é um tal de Antonio Notin. A última postagem dele foi em 18 de maio de 2009.
Boa sorte em Natal! bj
4 de março de 2010, às 13:53h
Por favor me avise quando for fazer o lançamento aqui em Fortaleza.
4 de março de 2010, às 14:35h
Sama,
um dos espaços mais legais desse blo é os comentários dos leitores, mesmo que, as vezes, a crônica não é lá tão legal (não é o caso dessa), os comentários são, sempre gosto de lê-los também. Mas, tem hora que aparece alguns caras sem noção, como é o caso desse Paulo.
Naõ entendo porque, ele perde tanto tempo, para continuar afirmando a idiotisse dele.
Vamos relevando, pois dá para perceber que ele não entende nada sobre poesia.
Abraços,
4 de março de 2010, às 15:04h
A próxima, faz favor!
Olha a censura aí, gente.
Quem diz o que quer, ouve o que não quer. Se for só pra elogiar, perde o sentido. Acredito que este espaço é uma tribuna livre, então… deixa o povo falar.
4 de março de 2010, às 17:16h
Para Paulo Bono: não consigo mais entrar no teu blog, então tenho que mandar recado por aqui. Que aconteceu? Detonaste com ele? A última crônica que consegui ler foi sobre as meninas de Brotas…rsrsrs…que, aliás, está genial como sempre! bj, Yvette (SSA)
4 de março de 2010, às 18:34h
Fica calmo. Tu já tens teus métodos e acabaste de descrevê-los. Não é necessários que nos encaixemos, sempre, nos métodos já concebidos (pelo menos em alguns casos). Não devemos servir ao método; ele, sim, a nós.
Onde acho o Viagem ao Crepúsculo? Na Cultura não tem mais.
5 de março de 2010, às 0:17h
Tô com a Naire e não abro! Risos.
Além do mais, o cara tem aqui a oportunidade de aprender, inclusive sobre ortografia e poesia, é claro!
5 de março de 2010, às 0:17h
Entrei no blog do Paulo Bono – me tornei leitor assíduo – e há um texto novo, sobre uma menina que contava aviões…
Paulo Bono é o Nelson Rodrigues da bogsfera.
5 de março de 2010, às 4:13h
O pessoal do Ministério (ou Secretaria) de Esporte no gelo deve é tomar uma porrada de whisky no quengo. Tudo on the rocks
A esquerda hoje…tá flórida. A lateral esquerda do Santa, pelo menos, é só bronx.
Sama, achei o “Zé” outro dia no sebo. Mas não está à venda no Mamulengo! Quero uma dedicatória!
Saúde e sucesso!!
5 de março de 2010, às 4:15h
Ducaldo, Paulo Bono foi indicaçao de J. por aqui. E o cara é bom mesmo!
5 de março de 2010, às 15:14h
Teoria e método?
Sou muito mais tuas crônicas
14 de março de 2010, às 23:51h
Samarone, também sou fã do Braga (até hoje leio de vez em vez aquelas 200 crônicas…) e gostei muito do “Sempre aos domingos”, do Carneiro Campos. As crônicas de Vinicius também fizeram muito a minha cachola (“Para uma menina com uma flor” e “Para viver um grande amor”)em que ele alterna 1 crônica com uma poesia… Cheguei até a imprimir artesanalmente um presente de natal para os amigos: um conjunto de textos, crônica com poesia. Intitulei “Crônicas agudas, graves poemas”, hoje tenho vergonha do “graves poemas”, mas gosto e ainda lançarei o “crônicas agudas”. Só queria te dizer que gostei à beça dessa sua crônica e, acabei navegando no Estuário, pois acabei de te ver na Globo News… Bom, para não ficar chato (também morro de medo), meus parabéns por essa teimosia, essa disciplina das 30 linhas, isso me anima muito a mergulhar também de cabeça. To grávido de um blog, que está prestes a nascer…
Abraço
Alfredo, recifense, ex-morador do Iemanjá (Casa dos Macacos), por agora em Vila Isabel – RJ.
enfim 1: também já fui à Cuba, foi em 2004, fui recebido como “chefe de estado” pela cúpula do movimento estudantil de medicina de lá. Passei 15 dias, conheci os principais serviços de saúde, as belas praias, toquei conga, me encantei, andei de bicicletinha no centro, “empiné el codo” con la Guayabita del Pinar etc. Um dia, quem sabe, cervejaremos sobre…
enfim 2: lembra aquele cara que um dia te abordou na Aurora te chamando para escrever num jornal chamado A MASSA, que acabou não saindo do papel? Poderíamos fazê-lo online, né?