Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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Autor em apuros

15 de março de 2010, às 12:29h por Samarone Lima

Aconteceu o que todo autor de livro quer. O meu “Viagem ao Crepúsculo” conseguiu sair do circuito do Recife, onde praticamente foi vendida a primeira edição (1.000 exemplares). Com o debate sobre Cuba, que participei no no programa Painel, da Globo News (sob comando do excelente William Waack), milhares de pessoas assistiram.

Na volta de São Paulo, um sujeito no aeroporto veio falar comigo, querendo comprar um exemplar. Eu, claro, não tinha nada na bolsa. Vai o link:

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1528788-17671,00.html

No sábado, saiu uma excelente matéria do Ronaldo Bressane, no jornal Brasil Econômico. De longe, a melhor e mais articulada matéria que saiu sobre o livro.O cara entendeu tudo, e tem um texto de primeira linha.

 Tentei encontrar na versão digital, mas não consegui. O Bressane reproduziu em seu blog, então segue:

http://impostor.wordpress.com/

Mas é um momento estranho, esse que vivo. Como a editora é pequena e com dificuldades de distribuição, falta livro em todo canto. No sábado, fui à  Livraria Cultura do Conjunto Nacional, tinham encomendado 8 livros.  Nenhum exemplar nas prateleiras, sequer para remédio. A sorte é que passei na casa do velho e bom Abel Menezes, que pegou 20 livros para deixar lá, a título de consignação.

Na Cultura daqui, hoje zerou o estoque. É o mesmo filme do que passei com “Zé”, meu primeiro livro.

Hoje de manhã, uma pessoa me informou que não encontrou o livro no Recife.

Eu queria um dia chegar a esse momento sublime na vida de um escritor, que é quando o sujeito escreve, trabalha duro, dá o melhor de si, acompanha todo o processo da feitura de um livro, que é exaustivo, e depois que é publicado, acompanha o andamento das coisas.

Neste momento, sou um autor em apuros. Nada pior do que escutar a frase:

“Não estou encontrando teu livro em canto nenhum”.

É o que mais tenho escutado.

Na hora do almoço, quando escreveria crônica nova, terei que encher mais uma mochila e sair para distribuir os livros. 

Amanhã escrevo algo decente. Ou depois.

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