Anti-crônica dos pequenos pecados. Algumas coisas terríveis que já fiz, a modo de confissão
Samarone Lima
Admito alguns erros clássicos nesta vida errante. Manchas, momentos ruis, vacilos, devaneios, afanos e suspeitas. Com o tempo, tudo vai se curando, já dizem os zorbas e os gregos, e depois o sujeito começa a rir dessa grande tragicomédia que é a vida. Listo algumas coisas que já fiz, já sem o arrependimento rondando na casa dos 8, na esperança de que os leitores também soltem seus crimes de menor potencial ofensivo para nosso deleite.
Assisti a um show do Biafra
Tudo bem, foi mal, essa é horrível, são os momentos ruins na vida de uma pessoa. Eu tinha uns 13 anos poxa! Sei lá, a turma do bairro resolveu ir, e topei. “Meu mel não diga adeus/Eu tenho tanto tempo”. Não sei se era dele, mas fica sendo. Essas músicas de mel. Aconteceu, não posso fazer mais nada, é só aceitar.
Gostei muito do Gilliard
Meu irmão, o Tonho, adorava o Gilliard, e acho que foi por osmose. No aniversário dele, a minha mãe dava um jeito de comprar o vinil, com a foto do cara na capa. “Aquela nuvem que passa/ Mar afora sou eu/ Aquela folha que passa”. Por aí vai. Quero dizer, ía. Gilliard era um boa praça danado. O incrível é isso. Se juntar Biafra e Gilliard no Chevrolet Hall eu viajo para Manaus, só para não passar perto. Outro dia fiquei sabendo que o Gilliard virou dono de farmácia.
Confisquei comida dos outros em geladeira de albergue
Novamente, aconteceu, e não foi nada de extraordinário. Foi no albergue de Buenos Aires, em San Telmo, onde fiquei várias vezes, fazendo minhas pesquisas do mestrado. Nas duas geladeiras, cada hóspede montava sua caixinha de plástico com sua comida e botava o nome. A turma, no geral, só comia o que era seu mesmo, nessa ética dos viajantes que tanto prezo.
Mas tinha uma moça da Suiça que era chata pacas, e mesmo sendo suiça, era feia pacas. Ela tinha um olhar preconceituoso que conheço de longe. Arranjava arenga por qualquer besteira, a sacaninha.
Então, na calada da noite, eu seguia com meu pé de lã, andava de mansinho, abria a geladeira e olhava o nome dela: Laila. Não sei se o nome é esse, mas fica sendo, porque a memória é mais forte que a reles lembrança.
Eu pegava a caixinha da Laila, e era uma delícia (a caixa, não a Laila). Queijo suiço, chocolate suiço, azeite, pão e queijo. Só não tinha relógio suiço, que pena. Eu fazia um baita de um sanduiche e depois dormia como um passarinho. No outro dia, era uma confusão dos diabos, para saber quem tinha mexido nas coisas da Laila. Ra ra ra nunca fui descoberto.
Furtei a Livro 7
Quando soube que a Livro 7 tinha quebrado, eu morava em São Paulo. Fui para um boteco, chorar minhas dores, sabendo que nunca mais marcaria um encontro com alguém na Livro 7. No começo, me senti culpado, fiz alguns ataques àquelas e memoráveis prateleiras, usando táticas de guerrilha literária que posteriormente transformarei em um guia para iniciantes.
Fiquei com este sentimento de culpa até que escrevi uma crônica no JC On line, em 2006, creio, confessando o crime, e recebi uma penca de comentários, de outros larápios. Teve uma pessoa que conseguiu leva, nas intocas, até o Aurélio! Se fossem fazer uma CPI sobre os ataques à velha e boa livraria, poucos escapariam, inclusive sujeitos que hoje são deputados, senadores, funcionários da Justiça, ex-xepeiros em geral. Só os homens e mulheres de bem. E de bens.
Já dei um pinguim de geladeira a uma aeromoça
Calma, amigos, não é o caso clássico de “dar em cima da aeromoça gostosa e linda”, porque as aeromoças de hoje estão deixando muito a desejar. Também, quem precisa de beleza para entregar uma barrinha de cereal dizendo “senhor, suco ou água?”
A aeromoça em questão era gente finíssima, e eu estava mesmo nervoso pacas, temendo o pior para mim e todos os confrades dentro da aeronave – uma eventual queda, com nenhum sobrevivente.
Na época, éramos felizes, porque serviam bebida no voo, e na época, vôo tinha acento, que era muito lindo. Sibele (se não for, fica sendo), me tratou tão bem, me serviu tantas doses a mais, que dormi feito uma criancinha e não senti nenhuma trepidação. Antes de descer, peguei um pinguim de geladeira que estava na minha mochila (acho que tinha comprado em Belo Horizonte, não lembro, faço cada maluquice) e ofereci de presente. Não é que a moça ficou exultante, dizendo que era um presente maravilhoso?
Os tempos mudaram, nunca mais viajei com pinguim de geladeira na mochila, nem me ofereceram dose alguma a mais, as não ser amendoim ou barra de cereal. Tenho vários sonhos, um deles é encontrar o dono da Gol e dizer que ele não revolucionou a aviação brasileira, ele mediocrizou nossa merenda nas viagens, isso sim, por isso que nunca viajo pela Gol.
Usei o WC da Sorbonne
Este realmente foi um momento inesquecível deste velho vagabundo semi-profissional. Estava andando em Paris, um flaneur nascido no Crato, quando me vi dentro da Sorbonne. Ora ora, foi o que pensei, a catedral do saber. Por aqui já passaram todos os grandes, e eu de bobeira, sem realizar um ato de impacto, sem uma reflexão que ficasse para a humanidade, uma parábola, uma frase de efeito.
Quando estava nessa alegria, me veio uma dor de barriga afrancesada e rapidamente encontrei o WC da Sorbonne. Utilizei-o com pensamentos filosóficos. Pensei em escrever algo na porta, do tipo “vim, vi e fiz das minhas”, mas me pareceu vulgar demais, fiquei somente meditando sobre a importância do WC no pensamento filosófico ocidental.
Usei também o WC da sede da ONU
Sinceramente, não achei nada de tão importante assim. Acho a ONU, inclusive, uma entidade reaça pacas.
Vou ali, no Caudinho do Biu, no Alto José do Pinho, tomar uma gelada, que hoje é feriado no Recife. Lá, tentarei lembrar de mais coisas para concluir esta postagem. Para quem acha que estou brega demais, adianto que conheço três amigas que foram para o show dos Menudos, e hoje são todas mães de família. Elas gritavam pacas “Robbin!”
“Não se reprima, não se reprima, ôôô…”
Parte 2
Dei um ganho no caderno de fiados do meu bar predileto
Não sei quando foi, mas certa vez, eu estava bastante mamadinho no meu bar predileto, em São Paulo, e vi que o caderno dos fiados estava de bobeira, dando sopa. Não vacilei. Num bote clássico e rápido, surrupiei o cobiçado objeto e levei para casa. No outro dia, quando acordei, ele estava ao lado da minha cama. Os dois portugueses estavam loucos já. Desci para o café com aquela cara conhecida de uma pessoa que fez besteira, mas não entreguei o ouro ao bandido.
Pedi um café, escutei as reclamações de Manuel, atormentado com o sumiço do caderno, repeti aqueles bucólicos “que coisa, né”, e esperei Manuel pegar algo lá dentro. Sorrateiramente, coloquei no mesmo local, terminei meu desjejum e dei no pé. Não sei se o portuga percebeu, mas nunca falou nada.
Me hospedei em albergue com o nome do meu querido poeta argentino
Essa teve a participação especial do potiguar Sir Gustavo de Castro, que agora vive em Brasília. Estávamos perambulando por Salvador, e quando nos hospedamos num albergue que fica no Pelourinho, pediram para preenchermos a ficha. Instintivamente, botei meu nome como Juan Guelman, ele colocou Roberto Juarroz, ou vice-versa. O fato é que passamos um dia hospedados, como sendo os dois maiores poetas da argentina, segundo nossas avaliações e impressões. Aproveitei para botar o endereço misturando ruas e bairros das cidades que vivi, de modo que se o albergue incendiasse e morressem todos, não teriam como comunicar às nossas famílias.
Mas bastou ler as primeiras confissões dos leitores, para ver que sou café com leite nos pequenos pecados. O senhor George, por exemploi, furtou um pinguim de geladeira de um boteco e fingiu que era sequestro, com carta e tudo! Esse sim, é um gênio da raça.
Vou tentar o mesmo com Seu Vital. Depois conto como foi.
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41 Comentários »




16 de julho de 2010, às 18:13h
Esses temperos a mais, permitem que a vida tenha esses sabores diversificados; uns mais doces, outros mais amargos, salgados, enfim, se não tivesses vivido (e sobrevivido) esses augúrios, como saberíamos das suas aventuras e desventuras mundo afora (e a dentro)? Mas vamos combinar, Samarone, confiscar comida alheia em albergues, em residências universitárias por esse mundão de meu Deus, quem nunca fez? Aliás, isso é tomar emprestado, socializar, confiscar tem uma carga meio totalitária, ditatorial, risos. Tenho um amigo que pegava emprestado vinho e sabão em pó.
Furtar livros da Livro 7 nunca fiz isso, mas furtar de amigos, sim, furto e aviso que furtei.
Eu não apenas fui a um show do Biafra, como adorei tal show, de uma lapada só assisti ao Biafra, Dalto e Tunai, pense no luxo?! O Gilliard eu nunca vi nao, mas é só por falta de oportunidade. Queria mesmo era saber o que ele bebe para dizer “que aquela nuvem que passa lá em cima sou eu” (ele)!
Não obrei no WC da Sorbonne, mas fiz arte no Louvre, enfim… Ah, e não dei pinguim algum para aeromoça alguma, que aliás, foi um mimo muito mimoso, Samarone, que delicadeza a sua, mas dei um tremendo fora numinha aí da TAP, bigoduda que se achava a dona da empresa, ora pois!
E se tu fizesses mais confissões, todo mundo teria coragem para fazer as suas diversas trelas.
16 de julho de 2010, às 19:17h
Ah, ah, ah, ah, ah!!!!!!!!!!!!!!
Bom demais Samarone! Só você mesmo. Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah!!!!!!!
Como sugeriu o “Boca”, façamos então, nossas confissões…
Certa vez, furtei um pinguim de geladeira do Bar de Dona Maria Machado (já tá na outra dimensão), lá em Surubim-PE, minha terra natal. O bar de Dona Maria era, segundo o meu Pai, o mais antigo de Surubim. Numa geladeira antiga, Dona Maria mantinha dois pinguins de extimação, um olhando pro outro. Ela contava que o par de meliantes tinha pra mais de cinquenta anos. Sabendo disso, resolvi entrar em ação. Catei um dos pinguins e, durante dois meses, enviei relgiosamente, cartas semanais, nas quais pedia resgate pra devolução do objeto. Neste período, continuei a frequentar o bar como se fosse um anjo e todas as vezes Dona Maria vinha contar suas lamúrias sobre o pinguim sequestrado, mostrando, inclusive, as cartas enviadas pelo miserável sequestrador. Como não recebi um centavo de resgate e não tensionava destruir o pinguim, resolvi devolvê-lo pra sua legítima dona – Dona Maria. Numa bela manhã de sábado – feira em Surubim, fui com alguns comparsas ao famoso bar e, no intervalo de pratos de galinha e muuita cana, coloquei o pinguim no seu local de origem. Pasmem, bebemos o dia todo e Dona Maria sequer percebeu do retorno de seu tesouro.
As vezes bate um arrependimento.
16 de julho de 2010, às 19:54h
kkkkkk
kkkkkkk
kkkkkkk
E tome onomatopeia no quengo…
Essa do Biafra foi flórida.
“Voar, Voar, subir, subir…”
Valeu, Samarone.
16 de julho de 2010, às 21:47h
Você já furtou livro da Livro7? Ufa…ainda bem que não vou para o inferno sozinho!
16 de julho de 2010, às 22:13h
Acho que sou um adulto comportado, mas quando criança, em Brasília, tinha uns 10 anos, subi nas duas cúpulas do congresso nacional. A virada para baixo (eu a escalei) e a virada para cima (que subi por um adaime, deviam estar pintando). Abraços!
16 de julho de 2010, às 22:20h
Uau, Sama…
Você tem “obra” na Sorbone?
17 de julho de 2010, às 14:36h
Sam, confesso as minhas contigo:
- Na viagem das aulas de Ariano, em Garanhuns, tomei suas cervejas.
- Já levei vários livros e até hoje penso em devolver mais sempre esqueço.
- E ainda por cima tenho que pagar alguns cascalhos que peguei contigo na época da grande crises.
Mas, todos os crimes, foram cometidos, com a máxima alegria e satisfação disso não posso reclamar.
Risos, muito bom o texto, deve haver a parte 2.
17 de julho de 2010, às 15:16h
Nada como dar uma cordinha aos leitores, para surgirem as confissõe.
George, fantástico essa de furtar o pinguim da geladeira e tratar tudo como um sequestro, com cartas e tudo o mais. Perfeito, me deu inveja, vou tentar o mesmo em Seu Vital.
Marcelo, não fomos os únicos a pilhar um pouco a Livro 7.
Eduardo, não conheço ninguém que tenha subido nas duas cúpulas do Congresso.
Suco, eu seu de suas rapinagens, os livros que sumiram estão todos anotados, breve a Polícia Federal chega em sua casa.
Samarone
18 de julho de 2010, às 4:04h
Pra frentemente só falo na presença do meu advogado. Tudo que falei antes foi fruto de tortura. Eu nego tudo! Eu nego tudo! Eu nego tudo!
18 de julho de 2010, às 4:10h
Doido, completamente doido. Numa máquina sai “O Analista – DF” e noutra sai “George Guedes”. Vai beber assim no mato!
18 de julho de 2010, às 11:45h
Samarone, vejo só: eu, talhado para defesas e ataques jurídicos (kkkk), não confessei foi p.n…
Estou zerado. Abraços
18 de julho de 2010, às 15:51h
Muito, muito bom! Puxa agora criei coragem, então vamos lá:
- Quando tinha sete anos roubei uma boneca “fofolete” (aquelas que moravam em caixinhas parecidas com as de fósforo) nas Lojas Americanas, em Natal (RN). Ela acabou virando a chefe das outras bonecas, e tinha ares de general!Quando meu irmão ganhou um boneco do Comandos em Ação ela virou namorada dele e entrou para a guerra. Era a boneca que eu mais brinquei na vida!
- Escondi algumas vezes uma garrafa de cerveja (já devidamente vazia) no bar do Bigode, junto à Etepam. Acho que tem algo com o fato de não gostar do número sete. Era meio compulsivo. Chegava na sétima cerva e ai a garrafa parecia querer “pular” para outra grade qualquer do bar!
- Usei a carteira de estudante de uma grande amiga para entrar em shows. Eu tinha 14 e não deixavam entrar na maioria dos shows metal nesta idade. Ela usava a identidade e eu a estudante.. ninguém nunca percebeu (ou fingiram que não) que era a mesma pessoa nos documentos..
- Em Londres, sempre que fazia alguma merda (tipo derramar algo em cima de alguém quando estava comendo, andando e lendo) pedia desculpa em espanhol.. nesta época tinha uma espécie de invasão de estudantes espanhóis na Inglaterra. Assim, sempre achavam que o desastre tinha sido provocado por uma espanhola e não por uma brasileira ehehehe.
19 de julho de 2010, às 0:01h
Afanei, do meu cunhado, uma edição antiga (1935) do “Eu e Outras Poesias”, do grande Augusto dos Anjos. Até hoje está comigo.
Meu cunhado, de acordo com um carimbo no livro, tinha afanado o dito cujo de uma biblioteca lá dos cafundós de judas.
Ladrão que rouba ladrão….
19 de julho de 2010, às 10:54h
Voces sao todos uns anjos ou uns mentirosos, ou as duas coisas, ou, covardes. Ninguem tem um pecado de verdade para confessar? Li, li, li … e nada. Nada do que voces publicaram ate agora soa ou merece o qualificativo de pecado. Pensando bem … se eu fosse publicar aqui alguns dos meus pecados seria um horror. E voces tambem. Ao menos tive coragem para admitir a existencia de meus pecados inconfessaveis, em vez de perder meu tempo pensando em algum “pecado” que fosse publicavel. Dificil tarefa… Abraco a todos.
19 de julho de 2010, às 11:04h
“Eduardo VilasBoas”, ou melhor: Roberto, voce é muito mais covarde de que todos estes “anjos” aqui porque voce nem teve a couragem de publicar sua opiniao com seu nome verdadeiro!
19 de julho de 2010, às 14:45h
Meu Deus, sou fichinha perto dessa gente…! Adoro uma presepada, mas não posso contar aqui, pois até hoje não sabem da autoria. Deus me livre de uma confissão assim pública.
Por isso, para não deixar em branco, digo uma besteirinha só: com 12 anos, no interior do Ceará de férias, hospedada na casa de minha amada tia Sofia, esta me perguntou se eu sabia colocar “bobes” pra ela ir à missa da cidade (festa da padroeira). Respondi na hora: “minha especialidade, tia!” Coloquei os bobes todos, a começar pela testa. A coitada passou o dia de bobes e eu solta no mundo, andando de bicicleta.
À noite, quando, finalmente, voltou da missa, foi direto reclamar a mim, pois acabou sendo a atração principal da celebração, ninguém conseguia tirar os olhos dela, diz ela que o que chateava era o arzinho de riso no canto da boca das pessoas. Deus que me perdoe, mas ri demais(escondido, claro). Sua cabeça estava, de fato, cheia de cachinhos e ondas, o problema é que cada um era pra um lado diferente.
Beijos.
Magna
19 de julho de 2010, às 18:07h
eu com mais três comparsas afanamos as rosas de um lindo jardim de uma igreja perto de minha casa, tinha meus doze anos, era dia das mães e fizemos esta surpresa p elas. Nunca esquecerei a expressão do pastor quando saiu e viu todo seu roseiral pelado, não deixamos uma sequer…ele ficou bem sofrido, me arrependi no mesmo dia…
19 de julho de 2010, às 19:02h
Alguém um dia resolveu um problema pra mim , acho que foi na Caixa Econômica ,não lembro bem , só sei que fiquei tão agradecida, mas tão mesmo que para agradar a pessoa que me ajudou eu lhe presenteei com algumas caixas de amostra grátis de remédio para verme ,que eu tinha na sacola pois havia recebido de um representante de laboratório.Na época eu era estudante de medicina. Hoje só em pensar na cara do cidadão ganhando caixas de remédio para verme , morro de vergonha e ao mesmo tempo dou muitas risadas…Me lembrei dessa presepada quando li sobre o presentinho que a aeromoça ganhou.Ri tanto que engasguei…
19 de julho de 2010, às 22:04h
Sama, isto tudo está muito divertido. Leio as presepadas dos outros e vou lembrando das minhas. Fiz o jardim de minha casa, na época, todo de plantas roubadas: era tufo de grama, roseiras, samambaia, tudo. Resultado: o jardim ficou uma belezura!
Agora, remédio de verme…estou rindo até agora.
20 de julho de 2010, às 0:03h
E mais engraçado é tanta revelação de furtos na Livro 7, e ainda acham ruim a livraria ter fechado/quebrado. Acho que se todos estiverem realmente arrependidos, dá para abrir a Livro 7 novamente.
Meu marido tem uma presepada boa, vou convencê-lo a revelar.
20 de julho de 2010, às 9:40h
Faz tempo que não me divirto tanto com uma postagem – mas principalmente com os comentários.
Poxa vida, dar “como agradecimento” remédio para verme, para os funcionários da Caixa Econômica, é algo mesmo fantástico.
Nina, favor convencer o maridão a falar tudo.
Aguardemos.
Samarone
20 de julho de 2010, às 11:16h
Lá vai:
1. Já coloquei pimenta no guizado de um cunhado que sofre de hemorróida de botão.
2. Socorri os tricougates (não sei mais se escreve assim!)do meu amigo, que haviam caído na calçada de casa, utilizando mertiolate, e depois coloquei de volta no aquário (claro que eles morreram intoxicados).
3. Roubei os cocos do sítio de Seu Manuel, que tinha uma barraca lá na Vila dos Bancários, descasquei e depois vendi a ele mesmo.
20 de julho de 2010, às 14:36h
Fiz muitas, roubar livro na livro 7 foi uma delas. Outra que fiz, foi junto com colegas da escola. Bolamos uma estrátégia para filar na prova de um professor que era muito chato. Em dia de prova ele separava todo mundo, distribuia a prova, colocava a cadeira dele em cima do birô, sentava e colocava um óculos escuro.
Pois bem, em um dia de prova pegamos uma folha de ofício, escrevemos uma frase, enrolamos e amarramos ela com barbante na janela. O professor após iniciar a aula começou a escutar alguma coisa que batia no vidro, por causa do vento que jogava o papel enrolado para cima da janela, isso acabou chamando muito a atenção dele, até que ele desceu da cadeira e foi até a janela, pegou pegou o papel enrolado, abriu e leu: “Professor bestão, enquanto o Senhor está lendo esse papel, tem gente filando do outro lado!”…
Ele ficou uma arara, tentou saber quem tinha feito aquilo, mas ninguém se entregou, nem entregaram ninguém, ele então cancelou a prova e acabamos fazendo uma mais difícil ainda em outro dia.
20 de julho de 2010, às 23:51h
Essa do Noronha e os peixinhos tricogartes foi demais.
Mas gente, como é que a pobre Livro 7 podia sobreviver a vocês? Credo!!!
21 de julho de 2010, às 11:35h
Ô, Sama! ler essas coisas me dá uma saudade danada das suas aulas e das vezes que juntava a turma toda (Jônatas, Thiago, Geraldo, Marcel, Bruno….) lá no La Prensa escutar e falar besteiras. Memorável… Bons tempos! :
Forte abraço no coração, grande mestre!
21 de julho de 2010, às 11:47h
[...] This post was mentioned on Twitter by Anamaria Nascimento, Cezar Maia and João Carvalho, João Valadares. João Valadares said: Pequenos delitos do batedor de carteira Samarone Lima. http://bit.ly/cApfv1 [...]
21 de julho de 2010, às 20:32h
Gente
Dar remédio de verme de presente e ainda por cima , amostra grátis???????Só faltou estar fora do prazo de validade!kkkkkkkkkkk, essa é de estudante mesmo!
Luisiana
21 de julho de 2010, às 20:35h
Assim de bate-pronto me lembro de uma que vc Sama terá de me perdoar, a qual inclusive já contei antes lá no nosso blog. Apesar de tudo o final é feliz.
1987 Final na casa dos festejos lembra? Foi assim, estavamos eu e meu pai, atrasadissimos loucos por ingressos que ja não tinha mais. Ja tendo desistido de entrar eis que aparece um cliente dele, como seja torcedor coisete, e na manha da ariranha consegue nos por para dentro do xiqueiro. Infelizmente, na area reservado a sócios. rsrsrs… meu caro, lembro perfeitamente como se fosse hoje quando ele me disse: — filho, se o santa fizer um gol não grite. Dá pra imaginar a situação? Sinceramente Sama, espero que não. A coisa ja vencia por um tento a zero e jogavamos pelo empate para sagrarmos campeão. Ele pude notar não estava se contendo em ter de assistir naquele estrupicio de lugar remoendo-se todo por dentro sem poder gritar e manifestar aquilo que sentia em seu coração. Eu um pouco menos, tinha apenas 11 anos de idade, porém suficiente pra levar uns cascudos de um coisete perdedor e estilão hehehe… Eis que então o que mais queriamos e não temiamos aconteceu:falta pela esquerda. Na cobrança Gilson Gênio rsrsrs… amo esse cara! Só sei que ele gritou um GOOOOOOLLLL que logo em seguida veio acompanhado de um P… q.. p … que melda, nos lascamos, disfarçado, porem com sorriso no rosto maior que o visto no rosto do charada. Dá pra imaginar essa cena? E eu inocente dizendo: papai cala a boca, cala a boca, pchiixxxx Alguns perceberam, logicamente nem todo burro negro condiz com a fama hehehe… , mas graças a Deus não levei cascudo nem meu pai levou lapada. O resto da historia você já sabe. Abraços!!!!
23 de julho de 2010, às 12:51h
Como a biblioteca universitária mantinha rigido controle e multas por atraso, necessitei fazer alguns sequestros temporarios. Regressar com os livros e colocar de volta nas pratileiras era bom demais.
Aproveito para convidar você e leitores a lerem minhas recentes crônicas em http://linguaferina.wordpress.com
Felicidades!
23 de julho de 2010, às 14:18h
Tenho uma bem besta e até recente.
Eu grávida, há dois anos atrás, ia pra fila do banco, para o caixa preferencial e escondia minha barriga com a bolsa. As pessoas da fila ao lado começavam a grunhir baixinho, e, depois de alguns minutos apreciando aqueles seres humanos indignados por falta de confiança na sua própria espécie eu… vagarosamente… trocava a bolsa de ombro, daí ouvia um ufa! abafado. O máximo. E o pior qie eu sempre achava que dava uma lição naqueles bobos, pra ver se a humanidade ficava um pouquinho melhor.
Lea
23 de julho de 2010, às 14:32h
Sirley, vc foi genial!! Como não tive essa ideia antes?! Ri demais.Noronha, sacanagem com cunhado kkkkk. George, sensacional o sequestro dos pinguins. Nem sabia que precisava rir tanto hj. Obrigada Samá pela convocação dos leitores.
23 de julho de 2010, às 15:28h
Post sensacional, Sama.
Bem, eu roubei um aviãozinho de brinquedo, de plástico, bem vagabundo, da barraquinha de um velhinho, numa quermece da igreja.
abraço, Sama
26 de julho de 2010, às 20:24h
Bem , eu lembro de umas trelas(como se diz no nordeste) , mas como eu era muito criança, acho que fui perdoada.
Aí vai:
1-Colocamos , eu e meu irmão , 01 pulga ( pulga mesmo) na careca de meu pai.Ele tinha uns poucos cabelos e a gente passou um tempão vendo a pulga fazer o trajeto, sem conseguir se alojar, pois escorregava na careca kkkkkkkk
2-Novamente com papai: eu e meu mano( de novo, meu cúmplice) pegamos 01 conta-gotas e esperamos ele dormir.Quando começou a roncar , de boca aberta , a gente começou a pingar água até ele acordar assustado, pensando que estava se afogando.
3-Esfreguei chiclete de menta nos dedos e passei discretammente no olho de uma coleguinha chorona e chata.Depois fiquei “coitadinha, ela tá chorando não sei o que aconteceu”.
Aí são pequenas maldades, sem maiores consequências, exceto um pouquinho de ardor no olho da chatinha kkkkkkkkkk
Luisiana
1 de agosto de 2010, às 16:39h
Samarone,
fazia tempo que eu não passava por aqui, e como sempre, me diverti pacas!
Beijo.
Rosinha.
1 de agosto de 2010, às 17:23h
Adorei as confissões!!!! (e a idéia de fazê-las)
Pensei, pensei e o peso do pecado cometido na infância caiu sobre mim.
Vó tinha uma vendinha em casa. Além de tempero verde (fresquinho, vindo da feira todos os dias), ela vendia guloseimas: amendoim torrado, geladinho, doce de banana, abafabanca…
E o que minha irmã e eu fazíamos, especialmente se ficássemos encarregadas de despachar os fregueses? Claro, furtávamos docinhos e salgadinhos. Lembro de abrir o pote de plástico para pegar amendoim torrado (enrolado em papel colorido) me achando a esperta; burrice, já que todo mundo sabe que amendoim deixa rastro.
Pode ser besta, mas senti uma culpa danada agora pensando que vó sempre agradava a gente e não merecia ser vilipendiada pelas próprias netinhas… Óbvio todo mundo lá em casa sabia que a gente afanava as coisas, mas acredito que ninguém nunca soube que era muito mais do que poderiam imaginar.
Mas, tenho certeza, já me redimi com minha avó!
2 de agosto de 2010, às 21:22h
Ah, lembrei de outra trela.Dia de São Cosme e Damião , mamãe devota, fez promessa e mandou eu e meu irmão(como sempre), entregar 02 sacolas com uns 30 pacotinhos de guloseimas.Mal viramos a esquina, sentamos em uma calçada e devoramos os melhores doces ; depois rearrumamos os saquinhos e fomos entregar com as carinhas mais santas e compenetradas que conseguimos fazer.
Perdão, mamãe,mas mandar 02 pestinhas entregar doces? É mesmo que colocar raposa em galinheiro.
Luisiana
3 de agosto de 2010, às 23:42h
eu tinha uns 12 anos, e meu vizinho tinha esses adesivos do super homem em alto relevo. Um dia roubei os adesivos e colei no meu guarda roupa (ve que imbecilidade). Ai meu irmao viu os adesivos e me dedurou pra minha mae. Minha mae me deu um esporro e disse que ia me levar pra eu pedir desculpa na casa do meu vizinho, na frente da familia dele toda enquanto eles estivessem jantando. A ameaca nunca foi concretizada, mas eu passei 2 anos sem dormir direito, com medo de que minha mae fosse me fazer essa vergonha. Ate que um belo dia entendi que a ameaca nao era tao terrorista assim e que nao seria o fim do mundo se ela realmente cumprisse tal ameaca. Ate hoje tenho magoa dela. AI EU PERGUNTO, QUEM ERROU MAIS, EU OU MINHA MAE? Sera que o castigo foi proporcional ao delito de um garoto de 12 anos? Curioso pra saber da opiniao de voces…
4 de agosto de 2010, às 13:16h
Tiago, errado foi ela não ter cumprido a ameaça, teria resolvido de vez o problema: tu terias dormido em paz e teu vizinho saberia que fim levou os adesivos. Concluíria a lição de modo mais justo, afinal de contas, tu já tinhas 12 anos e não 5 como eu, cuja mãozinha surrupiou umas flores lindas de um arranjo da sala de jantar da vizinha. Mostrei a minha mãe como se fosse a coisa mais esperta e mais linda do mundo, resultado: também um sermão, uma ameaça, um choro desesperado(meu) e a coragem (não sei se justa) de mamãe em devolver sozinha as flores. Passei um tempão olhando pro chão toda vez que passava perto da vizinha, até o dia que ela me sorriu. Entendi que fui perdoada. Nunca mais pensei em tirar nada de ninguém.
Abraço.
Magna
5 de agosto de 2010, às 21:00h
Oi Tiago
Concordo com Magna, mas acho que sua mãe teve a melhor das intenções.Acabe com esta mágoa, isto faz um mal danado.
Luisiana
7 de agosto de 2010, às 23:06h
É a primeira vez que estou postando um comentário aqui. A Magna já havia me apresentado esse espaço, mas eu nunca havia, de fato, mergulhado nele. Hoje estou fazendo isso.
Pensando em delitos cometidos, diante do sequestro do pinguim, com carta de resgate e tudo o que se tem direito, penso que sou fichinha, mas tentarei colocar algumas confissões aqui.
1. Já sai no Recifolia (micareta) no bloco do É o Tchan. Tá bom, vai. Perdoem-me por isso. Eu fazia faculdade, meus amigos me obrigaram a isso. Eu não queria, mas eles me colocaram condições…eu não tive saída. Por favor, amenizem a pena.
2. Já assiti show da banda Calipso. Mesmas condições anteriores.
3. Quando éramos mais novas, eu e minha irmã mais velha nos juntávamos para fazer minha irmã mais nova chorar. Ela tinha medo da Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo e nós tínhamos uma cuca de pano em casa (aliás, se ela tinha medo da Cuca, por que minha mãe comprou a Cuca para nós? Agora minha ficha caiu, depois de séculos). Então, frequentemente nós aterrorizávamos a pobre criancinha com a Cuca. Nós íamos nos aproximando vagarosamente dela, vendo em seus olhinhos o terror, o choro, o medo. Parece que aquilo alimentava a nossa traquinagem. Certa vez ela correu de medo e ficou acuada num canto de parede. Não tendo o que fazer, jogamos a Cuca em cima dela. Resultado: ela paralisou de medo. Paralisou mesmo. Ficou pálida, sem fala. Depois desatou num choro, que fez minha avó vir correndo para ver o que havia acontecido. Nem precisa dizer o quanto apanhamos. Nesse mesmo dia minha mãe escondeu essa “bendita cuca”. Passamos vários dias com um diabinho tentando o juízo, a procurar a danada. Encontramo-la. Foi outra época de terror para a coitada da irmã. Foi quando decididamente minha mãe decidiu jogar a cuca no lixo e recebemos uma bela lição de moral no nosso pai.
4. Com essa mesma irmã da Cuca, ficávamos eu e a essa outra irmã mais velha a pedir-lhe favores sob a condição de que se ela não fizesse, morreríamos.
Tem outras coisas. Depois que eu lembrar eu posto. Salvarei o blog nos meus blogs favoritos.
beijos, Clenes
9 de agosto de 2010, às 17:08h
Clenes
Perto de vocês eu sou santa, coitadinha da sua irmã!!!!!
Luisiana