Internet, Twitter e outras anotações sem rumo
Samarone Lima
Outro dia vivi um dilema emocional envolvendo a utilização ou não do tal twitter, compartilhei com meus leitores, um amigo chegou a abrir uma conta em meu nome, mas acabei recuando. Não sei o que é, mas acho que respeito minha natureza. Eu quero me comunicar, e acho que meu estuário dá conta do recado. Além disso, vivo escrevendo frilas e ultimamente andam me chamando para palestras e debates envolvendo livros, literatura etc.
Semana passada, tomei um susto. Bastou o Magro Valadares botar no twitter dele um link com a minha postagem, onde relatava pequenos deslizes de comportamento, que a coisa ganhou outra dimensão. Em dois dias, creio, mais de 400 pessoas tinha acessado o estuário.com. O número de comentários, na faixa dos 15 a 20 por postagem, deu uma pipocada – mais de 30.
Achei espantoso esse poder de comunicação, fiquei feliz com os novos leitores que chegaram, os comentários foram mesmo muito divertidos, e acho um falsiê geral o sujeito que escreve na Internet, dizer que não liga para os comentários. Eu ligo muito sim, acho formidável que alguém leia um texto que escrevi, mas isso ainda não me comove para usar outras ferramentas na Internet. É preciso lembrar que levei muitos e muitos anos até me deixar vencer pelo celular, que me ajuda muito a evitar dores de cabeça, viagens perdidas ou até a perda de algum trabalho por falta de contato. Lembro que Ricardo Mello teve que deixar um bilhete na mercearia de Seu Vital me convidando para trabalhar numa escola, e foi um projeto memorável, com jovens da periferia.
Essa interação com os leitores já me provocou muitas trocas generosas. Uma leitora de Olinda se encarregou de fazer uma seleção das melhores crônicas, e de vez em quando me manda longos email, contando suas impressões sobre alguns textos, articulando coisas da psicanálise, literatura, fazendo ligações com outros autores, e tem hora que eu me acho até sabido. Mas isso é por uns instantes, só.
Recentemente, outro leitor começou a ler meus poemas, sempre mandando comentários, fazendo comparações etc. O melhor é que ele, grande leitor, me manda outros poemas que dizem se relacionar com o que escrevi. Iniciamos uma generosa troca de impressões, e diria que ganhei um novo amigo, que ainda não vi pessoalmente. Ele também está fazendo uma seleção dos poemas, para um livro que decidi publicar este ano. Um dos meus grandes defeitos é não saber separar o joio do trigo, nas coisas que escrevo.
Muitas vezes, os comentários dessas pessoas que nem conheço acabam sendo um bálsamo para compensar a minha caixa de email.
Não sei o que está acontecendo com a humanidade, mas como as pessoas têm um prazer quase sexual em mandar porcarias para os outros, via Internet. Quando recebo email com títulos do tipo “imperdível”; “engraçadíssimo”; “muito bom”, já nem olho. Não tenho paciências para essas piadinhas infames, e ainda bem que já não me mandam textos daquele chato do Arnaldo Jabour, que devia voltar a fazer seus filmes.
Tenho uma amiga que me manda três a quatro arquivos por dia, e me pergunto o que ela faz na fica, além de selecionar para mim coisas que nunca vou ler. Como nem leio, um dia ela vai me mandar um email importantíssimo, pedindo minha ajuda, e não vou ler, então será tarde.
O que pode parecer desdém com as novas tecnologias, eu assumo como uma espécie de contentamento. Às vezes, a gente não compreende o que é suficiente. Que difícil encontrar pessoas que dizem “isso é o suficiente”. Pois o meu espaço na Internet é o suficiente para mim. Venho aqui, publico dois textos por semana, boto meus poeminhas no outro blog, e está bom. Não sei a quantidade de leitores, mas está bom também, sei que algumas pessoas passam aqui, lêem minhas coisas, retornam, e está bem, é o suficiente.
Diariamente recuso pedidos para facebook, um tal de “quepasa”, hoje me chegou um convite para um tal de “linkedln”, mas declino sempre. Do Orkut já desistiram, ainda bem. Não é por esse papo de “aversão às tecnologias”, porque elas bem que ajudam muito na vida cotidiana, mas é que sou assim mesmo, meio arisco com muitas coisas. Acho ótimo que as pessoas compartilhem tanto, mas as minhas fotos eu gosto mesmo é no álbum, para mostrar na hora que chegar um amigo. Perdão, mas são minhas besteiras.
Semana passada, uma amiga me mandou um longo email, me questionando de uma situação vivida há cinco anos, creio, me acusando de uma penca de coisas ruins que eu julgava superadas, uma herança desse período conturbado da minha vida, quando fui dono de bares. Que nada. Ela fez algo que eu simplesmente rezo para não acontecer comigo, que é guardar rancor. Pois bem. Não funcionou.
Há algum tempo tenho me recusado a resolver problemas da existência com longos email, a não ser que seja alguém que viva muito longe, e não possamos nos falar sequer pelo telefone. Modernidade demais às vezes estraga o que temos de melhor, que é a possibilidade da conversa, do diálogo, esse reconhecimento da presença do outro em nossa vida.
A amiga em questão mora no Recife, sabe meus telefones, onde me encontrar, e me manda um email longo, problemático, atravessado, que li em Garanhuns, durante o Festival de Inverno.
Uai, mas o que custa marcar um café ou uma cerveja, para contar olhando nos olhos o que sente, o que machucou, esses mal-entendidos da vida?
Outro dia, numa festa, encontrei um camarada que tinha brigado feio comigo. Eu sabia que havia rancor na parada, e eu também não estava essa florzinha toda com ele. Lá pelas tantas, os dois já tinham tomado umas, fui lá, disse “olha cara, aquilo ali já passou, vamos deixar de besteira, que a vida é curta para esse negócio de intriga”.
Ele aceitou o abraço, disse que estava pensando em fazer o mesmo, acabou tudo ali mesmo, na boa, sem email, sem gtalk ou msn.
Perdão, leitores, mas hoje estou disperso pacas. Queria dizer alguma coisa e o texto seguiu seu rumo próprio.
Acho que estou mandando apenas um abraço para quem me lê, dizendo que acredito nessas trocas sinceras que acontecem por aqui, mas que só vou até onde posso.
Para Santa e Arsênio, que me ajudam a separar o joio do trigo.
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22 Comentários »




26 de julho de 2010, às 14:06h
Rapaz você se fez e se faz porta-voz de muita gente, inclusive meu, e nem sabes dessa sua nova atribuição, não é? Concordo plenamente sobre o bom uso da tecnologia, tem que ser nossa aliada e não nossa inimiga, nossa algoz, o caso é que tudo demais, estraga. Eu mesma me farto quase sempre disso, gosto mesmo é de abraço real, em que eu possa sentir o calor e a energia daquele toque; do café, da cerveja, do seja lá o que for, mas ao vivo e em cores, né? Não dispenso a tecnologia, reitero, mas não sou escrava dela. Vi outro dia alguém dizer que a “internet aproxima quem tá longe e distancia quem tá perto”, vê que cara cheio de sabedoria?
Outra coisa que é admirável na sua personalidade, essa que é visível, é você assumir os defeitos, os lapsos, as mancadas, as “qualidades não desenvolvidas”, essas que a maioria de nós, não confessamos nem para Deus, acho isso tão bacana em você, Samarone, isso faz com que criemos laços de afetos e percebamos que não estamos sozinhos nesse mundo cadelo.
E para finalizar, deixo-te uma frase do Chacal, que eu acho genial: “a vida é curta para ser pequena”, para quê conservar, e investir em mágoas, dores e insatisfações, se amar, sorrir, ser feliz custa menos e faz a vida ao nosso redor muito melhor e cheia de signficados e sentidos?
Ô que eu já estava tirando as teias de aranhas do Estuário!!!
Abração!
26 de julho de 2010, às 16:01h
Sama,
é quando escreves sem pretenção, “disperso pacas”, como você disse, que escreves os melhores e mais sinceros textos.
Concordo com você, prefiro tratar das coisas pessoalmente, cara a cara, deixando o rancor para trás e olhando para frente, olho a olho.
Abraços,
26 de julho de 2010, às 20:21h
Outro abraço, Sama. E vamos lá… indo até onde podemos.
26 de julho de 2010, às 21:38h
Valeu, Samarone.
Mando-lhe meu abraço fraterno. Esse texto está guardado.
E o que você escreveu é certo: ganhaste um novo amigo.
Porque não?
Você – generosamente – deu uma geral num texto meu. Ficou bem melhor. Se eu fosse um beócio num alpendre não reconheceria a ajuda espontânea e sem meias palavras que você deu.
E aqui não esqueço Inácio. Ainda que de forma involuntária, foi no Caótico que descobri os seus textos e poemas.
Quem me conhece sabe: acho orkut, twitter e facebook letais para nossa civilização. Tô fora.
Daqui a pouco aparece neguinho inventando a telepatia na web para interagir com uma legião de zumbis.
Mas a internet tem seus bons caminhos.
Para aqueles que curtem uma boa prosa, poesia de primeira, e textos literários, indicações e opiniões sobre livros e etc, um site bacana sempre há de pintar por aí ou por aqui mesmo.
E seu post, sincero e despretensioso, encerra uma lição: não há um Escritor no mundo que não goste de ser lido.
É um diálogo invisível, mas vital; é a possibilidade de chegar ou estabelecer um convívio bacana com as pessoas através da palavra escrita.
Pode-se dizer: é uma forma de existir.
E o leitor, que recebe as doses extras de uma boa crônica ou de um poema no toitiço, pode seguir em paz. É um prazer sensorial.
Razão tinha Carlos Drummond de Andrade:
“Acho que a literatura, tal como as artes plásticas e a música, é uma das grandes consolações da vida, e um dos modos de elevação do ser humano sobre a precariedade de sua condição.”
27 de julho de 2010, às 8:32h
Sama,
Penso do mesmo jeito. Frequento um lista seleta de blogs e tenho apenas um contato no MSN – meu filho postiço que mora em Portugal.
Aliás, por causa dele entrei no orkut, que só acesso quando ele me manda email.
Entrei também num tal de hi5 (por causa dele também) e até já esqueci a senha. Resultado: não posso me livrar do troço porque não consigo mais entrar.
E ainda recebo emails de um tal de “cai fora” – todos devidamente apagados sem que eu me dê ao trabalho de ler. Um saco.
Gosto de conversar cara a cara,pois até telefone me chateia.
E, claro, comentar nos blogs que frequento.
Abçs.
ducaldo.
27 de julho de 2010, às 12:34h
A rede, social.
A cama, conjugal.
O quarto, fatal.
O vaso, fenomenal.
A efervescência, sonrisal.
27 de julho de 2010, às 16:07h
Eu só gostava de emails, como ainda gosto. Não de resolver meus problemas por eles, mas da comunicação em si, quero distância daqueles de mensagens confusas, correntes e tudo o mais. Aí em uma pesquisa anos atrás sobre infância(assunto que muito me interessa), me deparo com um cara falando sobre uma tal de “Infância Reinventada”. De lá pra cá, tenho conhecido o fantástico mundo da escrita na internet, esta que não viramos uma página sequer, porém, quando bem usado, nos invade com palavras encantadoras e encantadas e gente de verdade por trás ou através delas. A escrita dos outros, como a sua, Sama, me invadiu tanto que resolvi experimentar publicar minhas coisinhas e tem sido outro deleite. É bom demais, mesmo não tendo tantos comentários como você, não importa, o legal é a troca mesmo, e mais ainda quando chega por um telefonema, uma visita, um convite: “Ah, Magna, vamos almoçar hoje”! Tornando-se, assim, desculpa para mais troca. Outro dia, tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente a Naire. Fiquei tão contente, tão contente que você não pode imaginar.
Gosto do olho no olho e me acho esquisitíssima, quando pareço que conheço alguém sem conhecer pessoalmente. Assim, vou seguindo, sem nenhum saco para facebok, orkut, coalhadas e derivados. O negócio é emails de afeto, de trocas sinceras, comentar as coisas que gosto, escrever e pronto.
Uns anos atrás, Sama, também recebi um email atravessado e preferi acreditar no momento ruim da pessoa, na leseira, na babaquice que, afinal de contas, temos uma vez ou outra na vida. Não ía nunca responder via email ou nada parecido. Peguei o telefone e disse: “vamos conversar?”. E pronto, mais lógico, mais humano, mais sincero, sem atravessamentos, porque se não gostei da forma da comunicação, melhor cuidar de melhorá-la – a relação valia. Logicamente, já recebi coisas que o silêncio caiu melhor, mas aí também a relação não pedia nada além disso.
Enfim, este é apenas para te agradecer pelas palavras compartilhadas, pelas trocas, pelas “mangas” e pra te deixar outro abraço.
Fique com Deus!
Magna
27 de julho de 2010, às 16:32h
é bom isso… hoje tava lendo minhas coisas aleatoriamente e encontrei uma entrevista com um antigo-futuro professor das caminhadas filosóficas, Jesus Vazquez, que me deu uma vontade imensa de dividir aqui:
“Faz mais sentido falar em serenidade que em felicidade…”
“Alguém que compreende seu tempo vive bem. Alguém que assume a própria finitude revaloriza a vida naquilo que faz sentido à luz dessa finitude…”
“É a contemplação da beleza, a afetividade, o compromisso com o outro e o trabalho não alienante que dão sentido à existência…”
bom, a entrevista não tinha relação alguma com twitter e outras modernidades, ou talvez tivesse sim, nas entrelinhas, mas achei lindo isso de encontrar a serenidade buscando compreender o tempo que nos cabe, enquanto seres finitos. eu que nunca aprendi a correr e não sei viver com pressa… acredito mesmo em dançar a vida, como dizia Roger Garaudy.
27 de julho de 2010, às 18:11h
Samarone, fiquei tão contente em me “ver” nominalmente num texto aqui no Estuário, configurado ao lado do Arsenio, dupla honra para mim, que um comentário só não basta. Assim oficialmente agradeço essa honraria, e o privilégio de ter a sua amizade, e poder ajudá-lo a “separar o joio do trigo”, sempre que precisares, pode contar comigo. A tarefa foi por demais agradável, diverti-me à beça. Que esse Estuário II, venha logo!
Abraço e obrigada pela oportunidade de ter colaborado!
28 de julho de 2010, às 0:37h
Oi Samarone! A propósito de saber quem são teus leitores. Eu sou cearense, tô morando em Icó. Sempre que posso dou uma olhada. Gosto muito das tuas coisinhas. Um abraço
28 de julho de 2010, às 7:23h
Ronaldo, mandei já um email para ti. Sou também cearense, só que do Crato.
Um abraço e volte sempre.
sama
28 de julho de 2010, às 9:12h
Sama,
sabe uma das coisas mais interessantes aqui do “estúario”?
O texto não acaba quando você coloca o ponto final. Ele continua com os comentários, mesmo depois da crônica ter sido escrita a algum tempo.
Sempre volto para ler os comentário e, as vezes, volta a ler outros textos mais antigos e vejo novos comentários, novas histórias, que geralmente complementam a crônica escrita, são vários pequenos (grandes) escritores, que com simplicidade se revelam e nem sabem que são bons contadores de história, pois isso é que faz um bom escitor, saber conta uma boa história…
Essa continuidade é maravilhosa!
Abraços.
29 de julho de 2010, às 12:24h
Hoje em dia a tecnologia é importante, mas não pode substituir a essência humana, o encontro, a concordância e a discordância que, por sinal, ensina muito mais…
É como retrata a música: “o que é que eu vou dizer ao meu computador, se a homepage não tem cheiro e nem chora”
29 de julho de 2010, às 22:12h
Eu tenho orkut e MSN somente. xeretando algums perfis, localizo pessoas que diz dentre cinco coisas que não consegue viver sem, encontro quem diz dela, a internet. Não era para ser um livro? Quase não se tem mais o que se tinha antes, ou seja, andar por aé feito moleque. Sobrevive as peladas, no entanto cada vez mais em campos society. Barrinha eu só vejo na praia (aquelas onde mar ainda não engoliu).
Sabe Sama, às vezes uma pessoa expõe os sentimentos de melhor forma através de uma carta, mesmo sendo esta via email do que frente a frente. Às vezes.
Enfim, internet é bom apenas enquanto passa as novelas, usando-a com sabedoria. Isso é subjetivo, mas não a troco por uma boa barrinha de dois. Abraços!!
31 de julho de 2010, às 9:08h
Não se esqueça de atualizar o Estuário, é muito legal.
31 de julho de 2010, às 18:12h
eu, em plena TPM, chorando com seu texto, percebo que era mais feliz com menos twitter e mais estuário, q nem de longe da a sensação de solidão acompanhada das redes sociais. e q meus amigos nao me leiam.
31 de julho de 2010, às 23:03h
Camarada,
Compartilho do mesmo pensamento de que a tecnologia termina consumindo as pessoas. Recentemente até escrevi uma crônica sobre o desejo de momento reais de dialogos reais(http://linguaferina.wordpress.com/2010-1/). Por falar em momentos reais, qualquer regresso desses das caatingas do Nordeste quero o encontrar.
1 de agosto de 2010, às 22:11h
Samarone, achei que por você se preocupar com Cuba, ou melhor, com as pessoas que estão lá, seria legal receber esta notícia: Cuban president: More private enterprise will be allowed.(http://edition.cnn.com/2010/WORLD/americas/08/01/cuba.president.economy/index.html#fbid=WLJSkAADhmh) Sou o vizinho de sua Tia Tereza, gostei do seu blog, acho que navegarei mais vezes por este Estuário.
Ps: Quanto à sua aversão(ou resistência) às tecnologias, sugiro o livro: Gadget, você não é um Aplicativo – Um manifesto sobre como a tecnologia interage com nossa cultura – de Jaron Lanier.
1 de agosto de 2010, às 22:39h
Samarone,
De tanto ler o Estuário você já se tornou meu amigo, quando lhe vejo no Arruda tenho vontade de falar com você então me lembro que você não me conhece.
Teve uma vez que uma colega de Trícia, minha irmã,chegou e disse que tinha colocado uma foto de Trícia no Orkut. Ela, que nem orkut tem, ficou com a macaca e disse para a colega que tratasse de tirar a foto de lá.
E, mamãe disse que ainda está com a máquina de escrever para trocar com as fotos de Abel.
Um abraço,
Quel
3 de agosto de 2010, às 21:18h
Sama ! Parece ate que eu tinha brigado com voce, pois ha tempos nao venho aqui ! Estou com uma carta pra te mandar – sera o mesmo o endereco ? Pois bem, concordo com voce em tudo, tudo, tudo ! Gente, voce andou lendo meus pensamentos ? Eh isso: abaixo a tirania do “online” fora de linha de passe ! Amo o tatil e o sinestesico, oh yes ! Beijo, meu cronista cabeludo !
6 de agosto de 2010, às 17:04h
Perfeito Sama! Grande Abraço!
14 de agosto de 2010, às 20:15h
Samorone já faz um tempo que acompanho seu blog, uma amiga me indicou..E me adimra como suas palavras são verdadeiras, fico imaginando vc no dia a dia vivendo cada situação e depois tentando retratar aqui pra nós, e faço suas, minhas palavras, Às vezes, a gente não compreende o que é suficiente. Modernidade demais às vezes estraga o que temos de melhor, que é a possibilidade da conversa, do diálogo, esse reconhecimento da presença do outro em nossa vida.
Disso eu também não abro mão..
bjs