Ótima entrevista por telefone com o Hugo Viana, repórter da Folha de Pernambuco. Ontem, ele mandou um email dizendo que ligaria hoje, às 14h. Nem inglês é tão pontual.
Uma conversa inteligente, perguntas bem formuladas, papo bom. Logo nas primeira perguntas, percebi que ele tinha lido o livro inteiro, não era uma conversa a partir de release. Isso faz uma enorme diferença. Educado pacas, tirou várias dúvidas, agradeceu pelas respostas, desejou boa sorte para o livro. Resumindo, o bom jornalismo.
Já dei algumas entrevistas por telefone, especialmente quando lançei o livro “Clamor”. Nas primeiras linhas, a gente percebe se a pessoa leu ou não seu trabalho. Quem não leu, pergunta aleatoriamente, como quem caça borboletas, não instiga o autor, que fez um longo esforço para publicar. Quando isso acontecia, eu cuidava de contar logo a história toda antes.
A matéria sai no dia 30, que é a data de lançamento. Aguardemos. Pela conversa, promete.
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No final da manhã, Dr Edmilson Cardoso, cardiologista, olhou a minha bateria de exames. Fibrinogênese normal. Creatinina não menos. Colesterol na medida. Deu uma bronca nas “aminotransferases”, nada complicado. Só embolou mesmo porque as “gama glutamil transferase” também derrapou. Ele pediu outro exame, mas estou tentado a não fazer.
Sim, porque tem o bloco de Carnaval do Tribunal de Contas do Estado. Sabem como é o nome do bloco?
“Quem procura acha”.
Se dos sete exames, apenas um deu uma derrapada, para que inventar complicação? Vou pensar.
Devia ter levado um livro para o doutor, isso sim. Foi mal, doutor Edmilson!
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Na volta do exame, passo no escritório do Unicef, para pegar uma citação. Editei um livro intitulado “A Vitória da Vida”, numa consultoria, saiu uma foto e um camarada me “botou na Justiça”, como dizem por ai. Quer R$ 17 mil de indenização. Vou ter que consultar o Arsênio Jr. Além de consultor poético, consultor jurídico. Agora… R$ 17 mil por uma foto? Pela mãe do guarda.
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No ônibus para o centro do Recife, puxo a carteira, o cobrador diz:´
“Igual ao meu, né?”
Mostra um anel de prata. É parecido, mas não é igual.
“Uso por causa da Maniconia”.
“É o que mesmo?”
“Passa aí, que te mostro”.
Pago os R$ 2,15 (já com o reajuste), ele começa a tirar o anel do dedo. É um esforço terrível, porque está mais gordinho que um ano atrás ou dois, creio.
“Tás vendo com está rachado por dentro? Quando dá raiva, ele segura”.
A explicação foi longa, mas resumamos. Ele usa o anel de prata porque sofre de “Maniconia”. Se o nome não for esse, fica sendo, até alguém da área de saúde me corrigir.
“Tu quando tem raiva, não fica com manchas roxas pelo corpo não?”
“Que eu veja, não”.
“Pois é. Eu fico cheio de ronchas. É um líquidozinho que se espalha pelol corpo. Se bater no coração, já era o cara”.
Segundo ele, o anel de prata segura o liquidozinho.
Olhei o anel. Estava rachado mesmo.
“Foi cinquenta e cinco reais, lá em Casa Amarela”, completou.
Sentei lá atrás. Por precaução, peguei meu anel e olhei por dentro. Estava bem inteirinho.
Fica a dica. Quem tem raiva demais, use um anel de prata, que segura a onda.
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Falei há pouco com o Muller, da Livraria Cultura. Depois de idas e vindas, o “Viagem ao Crepúsculo” começa a ser vendido a partir de hoje. Já está à venda na livraria Jaqueira. Hoje, levo exemplares para a livraria Poty.
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Dona Hilda, do meu trabalho, disse que fez até o quinto ano de Fisioterapia (são dez, no total). Informou que “hoje em dia, quase ninguém quer trabalhar com fisioterapia respiratória”, depois fechou a porta.
Não entendi o que ela quis dizer, mas fica a informação.
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Dica cultural: “Noite de Performances Corpos Compartilhados”, do Coletivo Lugar Comum. São quatro solos instigantes e cheios de poesia. Programação do “Janeiro dos Grandes Espetáculos”.
Local: Casa Mecane, na Visconde de Suassuna (não sei o número), às 19h.
Entrada: R$ 10,00.