Crônicas das coisas mínimas e desnecessárias | Por Samarone Lima

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“Os Barba”, ano XV

Naná, Luís Maúcha, eu e Guga Mota, em 2011

Naná, Luís Maúcha, eu e Guga Mota, em 2011

(Esta foto é do Carnaval de 2011. Da esquerda para a direita: Naná, Luís Maúcha (Pareia), eu e Guga Mota).

No próximo sábado, a Troça Carnavalesca “Os Barba” chega aos 15 anos.

Quem diria que aquela brincadeira saborosa, nascida na esquina da venda de Seu Vital, no Poço da Panela, iria crescer tanto? No dia da fundação, eram quatro ou cinco gatos pingados.

Muitas coisas mudaram. Na rua lateral, de terra batida, havia um imenso pé de cajá, que nos abrigava nos momentos de pintura das camisas, enquanto tomávamos nossas cervas e Naná providenciava seus famosos panelões. Era uma bela sombra.

Um dia, a rua foi calçada e o pé de  cajá foi, ao que parece, envenenado. E a rua ficou um calor danado.

Acho que até 2011, dava para curtir o nosso “Kit-Barba”: Dois panelões de feijoada que Naná faz sempre (e que rende milagrosos caldinhos durante horas), uma imensa bandeja com frutas, e um garrafão de água mineral, com 20 litros de Pitú, que deixa muita gente zoró do juízo. Além disso, uma orquestra cedida pela Prefeitura, que tocava uma hora e depois seguia para outra comunidade. Lá pelas tantas, a coroação do “Rei Barba” (a cada ano, um novo é eleito) e a orquestra contratada pela troça mandava ver. No dia seguinte, “Os Barbinha”, com a criançada da comunidade. O dinheiro que sobrava, era destinado a algo social na comunidade. Melhor impossível.

Nos últimos anos, a quantidade de gente foi aumentando de tal forma, que coube a Lula Terra, o atual rei (até sábado) encontrar uma solução mágica, para que a “velha guarda” e os amigos das origens se encontrassem: marcou sua coroação para 11h, com uma suculenta feijoada. Foi uma grande confraternização. Quando deu três da tarde, havia uma multidão que me causou espanto.

Como toda troça, bloco, toda agremiação carnavalesca de rua, há diferentes caminhos, decisões, fruto exatamente do crescimento exagerado, quase uma marca no Carnaval do Recife. Pela primeira vez, uma empresa de cerveja vai repassar cerveja como forma de patrocínio. Discordei totalmente, mas fui voto vencido. Paciência.

Espero que tudo seja simples e bom, e que haja a alegria e irreverência de sempre.

Aos amigos do Poço, especialmente Naná, Boy e Ninha, uma prévia bem divertida.

E uma sugestão aos foliões – cheguem cedo.

“Barba já chegou ôôô

Animado o Carnaval

Barba a todo vapor

Sai da venda do Vital”

(Hino de Lula Terra)